Dados operacionais da B3 no quarto trimestre de 2025 vieram acima das estimativas da XP, impulsionados por ações, derivativos e renda fixa. Mesmo assim, a corretora reitera recomendação neutra e vê riscos no valuation. (Imagem: Adobe Stock)
A XP considera positivos os dados operacionais da B3 (B3SA3) relativos ao quarto trimestre de 2025, embora mantenha uma visão conservadora. No trimestre, o Volume Médio Diário de Negociação (ADTV) de Ações atingiu R$ 26,2 bilhões, alta de 5% na comparação com igual intervalo de 2024 e 6% acima das estimativas da XP, explicado principalmente pelo forte desempenho de certificados de ações estrangeiras (BDRs) e fundos de índice (ETFs).
Já os cofres de depósito americano (ADV) de Derivativos ex-Futuros de Criptoativos atingiu R$ 6,3 milhões no período, com crescimento anual de 7% e 4% maior que o projetado pela XP, impulsionado por Derivativos de Taxas de Juros em reais e Derivativos de Índices de Ações.
No lado da Renda Fixa, a XP observa que o momento positivo permanece, com uma aceleração que levou a R$ 7,469 bilhões em novas emissões no quarto trimestre, aumento de 16%, impactadas principalmente por Instrumentos de Financiamento Bancário.
Os Derivativos OTC, no entanto, apresentaram números negativos no trimestre, atingindo R$ 4,23 trilhões, uma queda anual de 5%. “Como resultado, incorporando os números divulgados em nosso modelo, esperamos que a Receita Total do período seja 2% maior do que nossa estimativa, o que deve resultar em um lucro líquido 3% maior do que o esperado”, avalia a casa.
“Apesar dos dados terem ficado ligeiramente acima de nossas estimativas, mantemos uma postura conservadora em relação à B3. Isso reflete o otimismo em torno da recuperação do volume, já parcialmente precificada, o aumento da concorrência por potenciais novas fontes de receita e uma avaliação ainda elevada”, afirma.
A XP reitera recomendação Neutra para os papéis da B3 (B3SA3), com preço-alvo de R$ 16, um potencial de valorização de 8,6%.