O dólar hoje fechou em alta no mercado doméstico, com investidores em busca de proteção diante das tensões geopolíticas que voltaram a ganhar destaque nos últimos dias. Nesta terça-feira (20), a moeda americana subiu 0,31% a R$ 5,3805.
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O dólar hoje fechou em alta no mercado doméstico, com investidores em busca de proteção diante das tensões geopolíticas que voltaram a ganhar destaque nos últimos dias. Nesta terça-feira (20), a moeda americana subiu 0,31% a R$ 5,3805.
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“O principal vetor do dia foi o comportamento dos juros futuros dos Estados Unidos. Os rendimentos dos Treasuries (títulos públicos americanos), especialmente nos vencimentos mais longos, avançaram e sustentaram um viés mais defensivo global, elevando a atratividade relativa dos ativos americanos e impondo pressão adicional sobre moedas emergentes”, afirma Bruno Botelho, especialista em câmbio da ONE Investimentos.
No centro das atenções, estiveram as novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo tarifas comerciais e a defesa da anexação da Groenlândia. O republicano anunciou tarifas progressivas sobre produtos de oito países europeus para forçar um acordo sobre a compra da Groenlândia, com alíquotas de 10% a partir de fevereiro de 2026 e de 25% em junho, caso não haja avanço nas negociações.
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A União Europeia avalia retaliar com tarifas de €93 bilhões ou restrições a empresas americanas e convocou uma reunião extraordinária. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou ter discutido a segurança da Groenlândia e do Ártico com Trump. O aumento das incertezas geopolíticas elevou a busca por proteção. O ouro renovou máximas históricas e superou US$ 4.700 por onça-troy, reforçando o clima defensivo nos mercados internacionais.
Outro ponto de atenção é a expectativa em torno da Suprema Corte dos Estados Unidos, que pode julgar a legalidade das tarifas impostas por Trump. O governo americano já sinalizou que, em caso de derrubada, pretende substituir rapidamente os tributos por novas medidas, o que mantém o risco comercial no radar dos investidores.
Com informações do Broadcast*
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