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Bolsas internacionais têm desempenho misto, enquanto Ibovespa atinge nova máxima histórica pelo quarto dia seguido

Na Bolsa brasileira, o movimento foi sustentado pelo fluxo estrangeiro e pelo grande desempenho das ações de petróleo e mineração

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A sexta-feira (23) teve desempenho misto nas bolsas internacionais, em meio ao Índices de Gerentes de Compras (PMIs) nos EUA mostrando atividade moderada e à aproximação da decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, na próxima semana, o que manteve os  Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo americano) instáveis.

O petróleo avançou diante de tensões geopolíticas e do frio intenso nos EUA, que reacendeu preocupações com oferta, enquanto o ouro se manteve firme e a prata renovou máximas históricas. No câmbio global, o dólar exibiu direção indefinida frente a pares, ainda guiado por expectativas de política monetária. Na Ásia, o Banco do Japão manteve a taxa básica, prolongando a leitura de cautela nos mercados.

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No Brasil, o Ibovespa voltou a se descolar do cenário global e renovou novamente a máxima histórica de fechamento. O índice apresentou forte alta de 1,86%, cotado aos 178.859 pontos, com giro financeiro de R$ 35,6 bilhões, após também registrar novo recorde intradia ao longo da sessão.

O movimento foi sustentado pelo fluxo estrangeiro e pelo desempenho robusto das ações de petróleo e mineração, beneficiadas pela alta do Brent e do WTI. Petrobras liderou os ganhos entre as blue chips (ações de empresas consolidadas que possuem grande liquidez da bolsa de valores), enquanto as ligadas a metais adicionaram suporte adicional ao índice. Bancos avançaram de forma mais moderada, acompanhando o tom de apetite seletivo ao risco.

No câmbio, o dólar encerrou a sessão praticamente estável (+0,03%), cotado a R$ 5,29, influenciado pelo diferencial de juros e pelo avanço das commodities, que ajudaram a limitar a volatilidade ao longo do dia. A curva de juros registrou oscilações leves, com investidores concentrando atenções na “Super Quarta” e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA‑15) da próxima semana.

O pregão doméstico terminou refletindo um ambiente de fluxos favoráveis e foco em setores cíclicos ligados a óleo e minério.

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