Fora das bolsas, o dólar opera praticamente estável frente à maioria das moedas internacionais, após acumular três sessões consecutivas de queda. Já os rendimentos dos Treasuries, os títulos da dívida pública dos Estados Unidos, considerados referência global para taxas de juros, registram leve alta. Mesmo em um ambiente de maior apetite ao risco, o ouro mantém trajetória de valorização, sinalizando que parte dos investidores ainda busca proteção.
Entre as principais commodities, os contratos futuros do petróleo operam em alta. No entanto, o avanço é limitado pela notícia de que um grande produtor do Cazaquistão se prepara para retomar a produção no campo de Tengiz, um dos maiores projetos petrolíferos do mundo, ao mesmo tempo em que a Chevron, multinacional americana do setor de energia, trabalha para ampliar a oferta de petróleo venezuelano.
Já os preços futuros do minério de ferro recuaram 0,51% na madrugada, na Bolsa de Dalian, na China, encerrando a US$ 113,31 por tonelada.
Após uma levíssima realização de lucros recente, o cenário externo volta a se mostrar potencialmente favorável ao mercado brasileiro, o que pode impulsionar o Ibovespa novamente em direção às máximas históricas. Esse movimento já encontra reflexo no exterior: o EWZ, principal fundo negociado em bolsa (Exchange Traded Fund, ou ETF) que replica ações brasileiras em Nova York, avançava mais de 0,50% no pré-mercado.
Ainda assim, fatores domésticos podem limitar o fôlego do índice. A decisão da prefeitura de Congonhas, em Minas Gerais, de suspender os alvarás e as operações das unidades de Fábrica e Viga da Vale tende a pesar sobre as ações da companhia e, por consequência, sobre o desempenho do mercado local como um todo.