"Lançar uma nova bolsa é apenas o começo do processo", afirma Gurgel, fundador da Flowa Technologies. (Imagem: Adobe Stock)
Lançar uma Bolsa de Valores no Brasil é um desafio muito pequeno quando se considera os próximos dez anos e os desafios futuros, afirma Francisco Gurgel, fundador da Flowa Technologies, a empresa de tecnologia por trás do lançamento da Base Exchange, a nova Bolsa de Valores com sede no Rio de Janeiro. As declarações foram feitas durante o painel “O Futuro do Mercado de Capitais Brasileiro” no Latin America Investment Conference do UBS BB, realizado na cidade de São Paulo.
“Lançar uma nova bolsa é apenas o começo do processo; mais importante do que lançá-la é fazê-la funcionar”, afirma Gurgel.
Ele comenta que hoje os desafios não são apenas tecnológicos e, por isso, em seu entendimento, o que fará a nova bolsa prosperar é a junção de tecnologia e pessoas.
O CEO da Flowa explica que chegou a hora de colocar “tudo em prática”, referindo-se à Resolução CVM nº 135, emitida em 10 de junho de 2022 pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que trata sobre o funcionamento dos mercados regulamentados de valores mobiliários no Brasil.
“A regulação é muito nova, e estamos honrados de vê-la ser implementada. Estamos há dez anos nessa luta pela resolução 135. Agora é a hora de colocar em prática o que batalhamos por tanto tempo. O marco regulatório que existia era impossível de adotar”, afirma.
Gurgel comenta que o objetivo da nova bolsa é servir como um palco para os negócios e fazer com que o mercado cresça. “Nosso desejo é continuar jogando e ajudando os clientes a crescer”, diz.