Do outro lado do Atlântico, as bolsas europeias operam em queda, com destaque negativo para os papéis da LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, maior grupo de luxo do mundo, que recuam de forma expressiva após a divulgação de um resultado trimestral considerado abaixo das projeções do mercado.
Para além do desempenho das bolsas, o dólar se fortalece frente às principais moedas globais, enquanto os rendimentos dos Treasuries, recuam nos vencimentos mais curtos, mas apresentam viés de alta nos prazos intermediários e longos, sinalizando ajustes na percepção de risco e nas expectativas para a política monetária.
Já o ouro, tradicional ativo de proteção, opera em alta e chegou a tocar US$ 5.233 por onça-troy (unidade de medida padrão no mercado de metais preciosos), renovando o maior valor nominal da história.
Entre as commodities, bens primários negociados em larga escala no mercado internacional, os contratos futuros do petróleo registram queda, enquanto o minério de ferro também opera em baixa: os preços futuros recuaram 0,70% na madrugada na Bolsa de Dalian, na China, para US$ 112,59 por tonelada, refletindo preocupações com a demanda.
Ainda assim, mesmo após sucessivas máximas e diante das dúvidas sobre a sustentabilidade do atual rali, os ativos brasileiros encontram espaço para avançar nesta manhã (28). Como termômetro desse movimento, o EWZ, principal ETF (Exchange Traded Fund) que replica o desempenho das ações brasileiras e é negociado no exterior, apresentava leve valorização no pré-mercado, indicando um início de sessão potencialmente positivo para a Bolsa local.