Publicidade

Conteúdo Patrocinado . Vídeos

Ibovespa perde fôlego após renovar máxima, com Wall Street pressionada e rotação setorial

Queda das ações da Microsoft deteriora o humor em Nova York, enquanto commodities sustentam Petrobras e Vale e limitam as perdas do índice brasileiro.

Os mercados internacionais operam sob maior pressão nesta quinta-feira (29), com deterioração do humor em Wall Street, após a forte queda das ações da Microsoft na esteira da divulgação de resultados, movimento que pesou sobre os principais índices americanos. Em meio a esse ambiente mais volátil, os metais preciosos e industriais chegaram a registrar ganhos relevantes ao longo do dia, refletindo a busca inicial por proteção, mas passaram a devolver parte do movimento com a intensificação da aversão ao risco e o fortalecimento do dólar.

O petróleo, por sua vez, sustenta alta expressiva, enquanto os juros dos Treasuries operam de forma mista, reforçando a leitura de que o ciclo de flexibilização monetária nos Estados Unidos deve ocorrer de maneira gradual.

No Brasil, o Ibovespa chegou a renovar máxima histórica ao longo da manhã, impulsionado pelo fluxo estrangeiro e pela performance de ações mais líquidas, mas perdeu fôlego ao longo da tarde, acompanhando a piora das bolsas em Nova York.

Às 14h25, o principal índice da B3 recuava em torno de 1,06%, ainda com Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3; PETR4) liderando os ganhos e ajudando a limitar as perdas em uma sessão positiva para as commodities.

No mercado de juros, os DIs exibem comportamento misto: enquanto o miolo da curva ainda reflete a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de início do ciclo de cortes da Selic em março, a ponta longa avança em meio ao aumento da aversão ao risco e à maior oferta de títulos prefixados, colocada integralmente pelo Tesouro. No câmbio, o dólar reverteu a queda observada mais cedo e avançava levemente frente ao real, em linha com ajustes globais.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o dia é marcado por um claro movimento de rotação setorial. Empresas ligadas a commodities apresentam desempenho mais resiliente, impulsionadas pela forte alta do petróleo e do minério de ferro, o que sustenta papéis de peso como Petrobras e Vale.

Em contrapartida, ações de bancos e companhias mais sensíveis ao ciclo doméstico recuam, refletindo a realização após o rali recente e um apetite ao risco mais moderado. No varejo e no setor educacional, a sessão também é negativa, com investidores ajustando posições diante de perspectivas operacionais mais desafiadoras no curto prazo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O que este conteúdo fez por você?

Publicidade

Últimas: Vídeos

X

Publicidade