Além das bolsas, o dólar devolve parte da alta registrada mais cedo frente a outras moedas globais, enquanto os rendimentos dos Treasuries (os títulos da dívida do governo dos Estados Unidos, considerados referência para o mercado internacional) recuam.
No mercado de metais preciosos, as cotações do ouro acumulam queda próxima de 10%, e as da prata chegaram a cair até 16%, pressionadas pelo desmonte de posições e pela saída de recursos de ETFs (Exchange Traded Funds), que são fundos negociados em bolsa e utilizados por investidores para replicar o desempenho de ativos ou índices.
Entre as principais commodities, os contratos futuros de petróleo apresentam forte queda. O movimento ocorre diante do alívio nas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, além da confirmação de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) manterá a produção estável em março, adiando decisões sobre o segundo trimestre. Já os preços futuros do minério de ferro recuaram 1,26% na madrugada, na bolsa de Dalian, na China, para US$ 112,62 por tonelada, refletindo ajustes técnicos após recentes altas.
Esse cenário externo sugere um dia de ajustes também no mercado doméstico. Vale lembrar que o Ibovespa registrou em janeiro seu melhor desempenho mensal desde novembro de 2020, impulsionado por uma forte entrada de capital estrangeiro. Como termômetro desse movimento, o EWZ, principal ETF que replica as ações brasileiras negociado em Nova York, recuava mais de 1% no pré-mercado na manhã desta segunda-feira (2).
Além disso, com a retomada das atividades do Congresso Nacional e do Judiciário, temas legislativos relevantes e as incertezas eleitorais voltam ao radar dos investidores e tendem a influenciar a formação dos preços dos ativos ao longo das próximas sessões.