A estratégia de dividendos segue concentrada em setores tradicionais da Bolsa brasileira, como bancos, seguradoras, telecomunicações, commodities e energia, embora algumas instituições tenham promovido ajustes relevantes na alocação setorial ao longo do último trimestre.
BTG Pactual: geração total de valor ao acionista
O BTG Pactual destaca que sua carteira recomendada de dividendos tem como objetivo a seleção das melhores empresas sob a ótica da geração total de valor ao acionista, com foco na distribuição de proventos. A análise prioriza ativos de alta qualidade, com resiliência de resultados e capacidade consistente de geração de caixa.
A construção da carteira é feita de forma conjunta entre a equipe de análise de empresas e a equipe de estratégia, com revisões mensais. Para fevereiro de 2026, o banco promoveu ajustes relevantes, como a retirada de Vale e a inclusão de Axia Energia, além de mudanças nos pesos de Caixa Seguridade e B3.
O portfólio reúne empresas de setores como petróleo e gás, bancos, serviços básicos, infraestrutura, shoppings e construção civil, com estimativas de dividend yield para 2026 e 2027 apresentadas como referência para o investidor.
Banco do Brasil: consistência de performance e rotação setorial
O Banco do Brasil destaca que, em janeiro, a Carteira BB Dividendos se valorizou 10,1%, desempenho ligeiramente inferior ao do Índice de Dividendos da B3 (IDIV), que avançou 10,6% em um mês considerado atipicamente forte para o mercado de renda variável.
Cumprindo sua proposta de atualizações trimestrais, a Carteira BB Dividendos não sofreu alterações em fevereiro, uma vez que já havia sido ajustada em dezembro, com base nos balanços do terceiro trimestre de 2025. A estratégia, segundo o banco, busca capturar ativos com maior potencial de retorno ao longo de um ciclo vigente até o final de fevereiro de 2026.
Para o trimestre iniciado em dezembro de 2025, a carteira passou por uma rotação considerada atipicamente elevada, com a substituição de cinco ativos. Saíram CPFL Energia, Direcional, Klabin, Taesa e TIM, enquanto entraram Ambev, Marcopolo, Vivo, Vulcabras e Weg. Esses papéis se somaram a ABC Brasil, Caixa Seguridade, Itaúsa, Vale e Petrobras, formando os dez ativos mantidos até o fim do ciclo.
Planner: foco em histórico de proventos
Na carteira da Planner, o destaque segue sendo a seleção de empresas com histórico recorrente de distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio. Entre os principais nomes estão BB Seguridade e ISA Energia Brasil.
No caso da BB Seguridade, a corretora ressalta a aprovação da distribuição de R$ 4,95 bilhões referentes ao segundo semestre de 2025, com pagamento previsto em até 60 dias após a divulgação do resultado anual. O retorno estimado ao acionista é de 6,8%.
Já a ISA Energia Brasil aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor total de R$ 495,3 milhões, pagos em três parcelas iguais, com retorno líquido total estimado de 2,2%.
Terra Investimentos: análise top down e foco em payout
A Terra Investimentos mantém uma abordagem estruturada para a construção de sua carteira de dividendos. Segundo o relatório, a seleção dos ativos começa com uma avaliação do cenário macroeconômico e da agenda corporativa do mês. A partir dessa leitura, a casa define os setores que tendem a se beneficiar da conjuntura projetada.
A carteira é composta por empresas com payout (o lucro da empresa distribuído aos acionistas) superior a 25%, negociadas a múltiplos considerados atrativos, com perspectivas de crescimento via distribuição de proventos e balanços sólidos. A preferência é por companhias com boa geração de caixa, elevada governança corporativa e alto dividend yield (rendimento de dividendos). Para fevereiro, o portfólio reúne Itaúsa, Bradespar, Petrobras, Caixa Seguridade e Cemig, todos com pesos equivalentes.
Andbank: diversificação e dividend yield elevado
A Andbank apresenta uma carteira de dividendos amplamente diversificada, com pesos iguais entre os ativos e exposição a bancos, seguradoras, energia elétrica, telecomunicações e mineração.
O portfólio inclui BB Seguridade, Bradesco, Itaú Unibanco, Itaúsa, CPFL, Copel, Porto Seguro, Telefônica Brasil, TIM e Vale. A casa destaca dividend yields estimados para 2026 que variam entre 6% e 12%, com média anual da carteira de 8,67%.
Nos comentários individuais, a Andbank chama atenção para a forte geração de caixa da Vale, com espaço para dividendos extraordinários, e para os resultados operacionais consistentes da TIM, que sustentam um dividend yield esperado de 8,7% em 2026.
O que o investidor deve observar
Embora todas as carteiras tenham o mesmo foco (geração de renda via dividendos), as diferenças de abordagem são evidentes. Algumas casas priorizam estabilidade e histórico de pagamentos, enquanto outras incorporam fatores técnicos e rotação setorial mais intensa.
Para o investidor, a comparação entre essas estratégias ajuda a entender não apenas quais ações estão sendo recomendadas, mas por que elas aparecem em cada carteira. Mais do que replicar composições prontas, compreender a metodologia, o horizonte de investimento e os riscos envolvidos é essencial para fazer escolhas alinhadas ao próprio perfil.
Carteiras recomendadas para fevereiro
Ágora Investimentos
Para o mês de fevereiro, a casa optou por realizar duas alterações na composição do portfólio. Saem as ações da Vale (VALE3) e as ações da Telefônica Brasil (VIVT3). Em seus lugares, entram as ações da Caixa Seguridade (CXSE3) e as ações da TIM (TIMS3).
| Ações |
| Allos (ALOS3) |
| Caixa Seguridade (CXSE3) |
| Isa Energia (ISAE4) |
| Itaú (ITUB4) |
| TIM (TIMS3) |
Terra Investimentos
O Terra optou por não mexer na sua carteira de dividendos para fevereiro.
| Ações |
| Itausa (ITSA4) |
| Bradespar (BRAP4) |
| Petrobras (PETR4) |
| Caixa Seguridade (CXSE3) |
| CMIG4 (Cemig) |
Planner
A Planner retirou 3 empresas da carteira: Caixa Seguridade (CXSE3), CSN Mineração (CMIN3) e Santander Brasil (SANB11). As incluídas foram: Banco do Brasil (BBAS3), Porto (PSSA3) e Cury (CURY3).
| Ações |
| BB Seguridade (BBSE3) |
| Banco do Brasil (BBAS3) |
| Porto (PSSA3) |
| Isa Energia (ISAE4) |
| Cury (CURY3) |
Andbank
A carteira recomendada do Andbank de fevereiro atingiu um potencial de valorização de 2,56%. Veja as ações selecionadas:
| Ações |
| BB Seguridade (BBSE3) |
| Bradesco (BBDC4) |
| CPFL (CPFE3) |
| Copel (CPLE3) |
| Itaú (ITUB4) |
| Itaúsa (ITSA4) |
| Porto Seguro (PSSA3) |
| Telefônica Brasil (VIVT3) |
| Tim (TIMS3) |
| Vale (VALE3) |
BTG Pactual
Para a carteira de fevereiro, o banco retirou as ações da Vale (VALE3) e a substituiu por Axia Energia (AIXA3).
| Ações |
| Itaú Unibanco (ITUB4) |
| Petrobras (PETR4) |
| Axia Energia (AXIA3) |
| Bradesco (BBDC4) |
| B3 (B3SA3) |
| Caixa Seguridade (CXSE3) |
| Equatorial (EQTL3) |
| Copel (CPLE3) |
| Copasa (CSMG3) |
| Allos (ALOS3) |
| Sanepar (SAPR11) |
| Direcional (DIRR3) |
Empiricus Research
Para este mês, a corretora ampliou sua carteira de dividendos. Acrescentou as ações da Telefônica/Vivo (VIVT3), Porto (PSSA3), Axia Energia (AXIA6) e Direcional (DIRR3), com a saída da Cyrela (CYRE3).
| Ações |
| Petrobras (PETR4) |
| Itaú (ITUB4) |
| B3 (B3SA3) |
| Multiplan (MULT3) |
| Telefônica – Vivo (VIVT3) |
| Porto (PSSA3) |
| Axia Energia (AXIA6) |
| Direcional (DIRR3) |
Genial
Em relação ao mês de janeiro, saíram as ações da Eneva (ENEV3) e foram incluídas as ações da BTG Pactual (BPAC11).
| Ações |
| AXIA Energia ON (AXIA3) |
| Bradesco (BBDC4) |
| BTG Pactual (BPAC11) |
| Cogna (COGN3) |
| Tim (TIMS3) |