Há algum tempo o celular deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação e passou a concentrar também a principal, quando não a única, via de acesso à vida financeira dos brasileiros. Nesse contexto, perder o aparelho vai muito além de uma pausa na troca de mensagens ou do afastamento das redes sociais. Em períodos como o carnaval, quando as cidades ficam mais cheias e a rotina se desloca para ambientes abertos e lotados, o risco de furtos aumenta de forma significativa. A perda do celular, nessas situações, costuma ir além do prejuízo material, pois o aparelho pode abrir caminho para acessos indevidos a contas e serviços bastante importantes.
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Diante desse cenário, bancos têm buscado mecanismos para reduzir o impacto de roubos e furtos sobre o uso de aplicativos financeiros. É nesse contexto que o Itaú Unibanco lança o Modo Protegido, uma funcionalidade que impõe restrições automáticas ao aplicativo em situações consideradas de maior risco.
A proposta é atuar especialmente em ambientes fora do padrão habitual do cliente, como acessos realizados a partir de redes públicas ou desconhecidas. Nessas situações, o aplicativo passa a impor limites adicionais às transações, o que reduz a possibilidade de movimentações relevantes sem validações extras e amplia a chance de o usuário ganhar tempo para bloquear acessos.
Como funciona o Modo Protegido
O recurso se baseia no cadastro prévio de redes Wi-Fi consideradas seguras pelo próprio cliente. Essas conexões são informadas dentro do Superapp e passam a servir como referência para o funcionamento do sistema. Sempre que o acesso ocorre fora dessas redes, o Modo Protegido é ativado automaticamente.
Nessas condições, transferências acima de um valor definido pelo usuário passam a exigir reconhecimento facial. Os limites podem ser configurados para operações como Pix, TED e TEF, o que restringe o alcance de eventuais fraudes caso o celular seja roubado ou furtado.
A ativação do recurso combina geolocalização com a identificação da rede de internet utilizada. Depois de configurado, o sistema opera de forma contínua, sem a necessidade de ajustes frequentes por parte do cliente. O modo, no entanto, não é definitivo e pode ser desativado a qualquer momento nas configurações de segurança do aplicativo com o uso do reconhecimento facial.