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No exterior, os mercados seguiram atentos ao impasse entre Estados Unidos e Irã após novos episódios militares, cenário que manteve a busca por proteção elevada e sustentou o ouro acima de US$ 5 mil por onça ao longo do dia. Já nos EUA, dados de emprego mais fracos reforçaram as apostas de cortes futuros de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, limitando a força do dólar e mantendo os vencimentos curtos dos Treasuries em leve queda.
As bolsas americanas encerraram sem direção única, refletindo dúvidas persistentes sobre os resultados corporativos do setor de tecnologia, enquanto os principais índices europeus fecharam com leve viés positivo, na expectativa das decisões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE).
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No Brasil, o Ibovespa recuou após renovar máximas históricas na véspera. O quadro fiscal voltou a pesar sobre o humor dos investidores, especialmente após a aprovação de medidas que ampliam gastos e reforçam a percepção de deterioração do equilíbrio das contas públicas.
A divulgação do balanço do Santander Brasil, com avanço na inadimplência, aumentou a aversão ao risco, penalizando o setor bancário e contribuindo para a piora do índice, ao mesmo tempo que a queda do minério de ferro no mercado internacional e o ambiente negativo em Nova York intensificaram o movimento de realização de lucros.
Ao término do pregão, o Ibovespa tinha queda de 2,14% aos 181.708 pontos com forte giro financeiro de R$ 35,3 bilhões. Os juros futuros encerraram com viés misto, refletindo as incertezas sobre as indicações para diretorias do Banco Central e a sensibilidade maior ao risco fiscal. No câmbio, o dólar frente ao real fechou estável (-0,01%), cotado aos R$ 5,25.
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