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Bolsas internacionais fecham com desempenho misto após o CPI nos EUA e correção na cotação das commodities

Ibovespa encerra pregão em queda de 0,69%, aos 186.464 pontos, as baixas foram disseminadas, com destaque para as blue chips

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O pregão desta sexta-feira (13) terminou com um desempenho misto entre as principais bolsas internacionais, em meio ao impacto moderado do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA e à correção nas commodities, enquanto o investidor local adotou postura mais cautelosa às vésperas do feriado prolongado.

A leitura da inflação americana trouxe certo alívio ao sinalizar desaceleração no índice cheio e núcleo em linha com as projeções, movimento que manteve os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) em queda e ajudou o dólar a oscilar perto da estabilidade frente às principais moedas.

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No mercado de commodities, o petróleo encerrou o dia com variações modestas, alternando movimentos ao longo da sessão em meio às discussões sobre a oferta da Opep+ e às tensões geopolíticas. O ouro registrou leve recuperação, acompanhando o alívio das taxas americanas.

Já na Ásia, o minério de ferro recuou mais de 2% nos mercados futuros de Dalian e Cingapura na véspera do Ano-Novo Lunar, movimento que adicionou pressão sobre mercados emergentes mais sensíveis ao ciclo de commodities.

No Brasil, o Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,69% aos 186.464 pontos com giro financeiro de R$ 32,7 bilhões, em um movimento de realização acentuado pela proximidade do Carnaval. As baixas foram disseminadas, com destaque para as blue chips (ações de empresas consolidadas com grande liquidez na Bolsa de valores).

A desvalorização do minério penalizou ações de mineração e siderurgia, enquanto a performance mais fraca do setor de tecnologia no exterior também influenciou o humor por aqui.

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No câmbio, o dólar ganhou força frente ao real, e fechou cotado aos R$ 5,23 com alta de 0,57%, em um ajuste técnico após recentes quedas e sensível ao ambiente negativo para commodities, ainda que o alívio nos Treasuries tenha limitado movimentos mais bruscos.

Na curva de juros, as taxas futuras fecharam com pouca variação, com leve viés de baixa nos vértices longos e sem mudanças relevantes na precificação de cortes. Do lado doméstico, as vendas do varejo de dezembro reforçaram a percepção de um início de ano mais moderado na atividade, contribuindo para a posição mais defensiva dos investidores no encerramento da semana.

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