O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir o campo no Irã, após mísseis do país persa atingirem a estação de gás Ras Laffan, no Catar. Os danos em importantes instalações de energia fizeram os preços globais do petróleo e do gás natural dispararem. Veja aqui.
No 20º dia da guerra entre EUA e Irã, logo após a ameaça de Trump, o barril do petróleo Brent chegou a US$ 119, enquanto o WTI chegou a US$ 98. A nova disparada da commodity, que já sobe mais de 50% desde o início do conflito, pesou sobre o câmbio e sobre a curva de juros.
Às 09h28, na máxima, o dólar à vista subia 1,23% contra o real, a R$ 5,3112.
“Investidores mantêm postura defensiva diante das incertezas no cenário internacional, que reforça a aversão ao risco e sustenta o dólar em patamar elevado frente a moedas emergentes”, explica Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas. “No fluxo cambial, há sinais de entrada e saída equilibradas, com investidores estrangeiros ainda seletivos, enquanto agentes locais ajustam posições antes de decisões relevantes de política monetária.”
As decisões de juros da quarta-feira (18) também seguem no radar. Lá fora, o banco central dos EUA manteve a taxa de juros estabilizada entre 3,5% e 3,75% ao ano, enquanto no Brasil o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual para 14,75% ao ano. É o primeiro corte de juros no País em dois anos, mas a magnitude do ajuste foi menor graças à incerteza causada pela guerra.