Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio encerrou esta sexta-feira (27) cotado a US$ 94,19 o barril. Já o Brent para junho atingiu o nível de US$ 105,32 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Na semana, ambos recuaram 0,58% e 6,12%, respectivamente.
Em Wall Street, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq cederam 2,12%, 0,9% e 3,23%, respectivamente, na semana. No mercado doméstico de câmbio, o dólar caiu 1,27% no intervalo a R$ 5,2417. O euro, por sua vez, sofreu baixa de 1,68% a R$ 6,035.
Incertezas sobre as supostas negociações para um cessar-fogo no Oriente Médio, em meio a informações conflitantes vindas de Estados Unidos e Irã, aumentaram a percepção global de risco, levando investidores a abandonar bolsas e divisas emergentes para buscar abrigo na moeda americana. Por aqui, o dólar à vista avançou 0,69%, a R$ 5,2562, após máxima de R$ 5,2632. Em março, a divisa acumula valorização de 2,38% em relação ao real, que apresenta no período desempenho superior a seus principais pares, à exceção do peso colombiano. No ano, as perdas são de 4,24%.
“O Brasil foi na contramão e o Ibovespa fechou a semana com alta de mais de 3%, por causa da Petrobras e do setor de petróleo. Com a commodity em nível elevado, essas empresas acabaram sustentando o índice”, afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Na semana, a Petrobras (PETR3; PETR4) saltou 7,87% nas ações ordinárias e 8,08% nas ações preferenciais. A Petrorecôncavo (RECV3) avançou 6,76%, enquanto a Prio (PRIO3) subiu 3,84%. A Brava Energia (BRAV3) teve o melhor desempenho, com ganho de 15,51%.
Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, nesta semana, a guerra dominou o cenário, então os dados macroeconômicos que saíram no Brasil e no exterior não tiveram efeito relevante para os mercados. “Isso porque, se o conflito se prolonga, ele traz impactos em recessão, inflação, desaceleração e problemas setoriais; se acaba, reorganiza parte do estrago que vem sendo feito. Portanto, o principal evento é a guerra, sem muito espaço para outra leitura”, diz.
As maiores altas do Ibovespa na semana
As três ações que mais valorizaram na semana foram MBRF (MBRF3), Vamos (VAMO3) e Assaí (ASAI3).
MBRF (MBRF3): 31,51%, R$ 21,83
As ações da MBRF (MBRF3) registraram a maior alta do Ibovespa na semana e dispararam 31,51% a R$ 21,83. Só nesta sexta-feira, os papéis da empresa saltaram 6,07%.
A MBRF3 está em alta de 5,56% no mês. No ano, acumula uma valorização de 9,26%.
Vamos (VAMO3): 18,18%, R$ 3,77
Os papéis da Vamos (VAMO3), por sua vez, decolaram 18,18% a R$ 3,77 na semana.
A VAMO3 está em baixa de 13,93% no mês. No ano, acumula uma valorização de 17,08%.
Assaí (ASAI3): 18,07%, R$ 8,69
Os ativos do Assaí (ASAI3) completaram os destaques positivos e avançaram 18,07% a R$ 8,69.
A ASAI3 está em baixa de 6,96% no mês. No ano, acumula uma valorização de 20,69%.
As maiores quedas do Ibovespa na semana
As três ações que mais desvalorizaram na semana foram Braskem (BRKM5), Azzas 2154 (AZZA3) e Eneva (ENEV3).
Braskem (BRKM5): -11,27%, R$ 9,05
As ações da Braskem (BRKM5) registraram a maior baixa do Ibovespa na semana e derreteram 11,27% a R$ 9,05. A petroquímica reportou um prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025, número 82% maior do que o resultado também negativo do mesmo trimestre de 2024.
A BRKM5 está em baixa de 5,63% no mês. No ano, acumula uma valorização de 14,7%.
Azzas 2154 (AZZA3): -8,45%, R$ 24,37
Entre os destaques negativos, os papéis da Azzas 2154 (AZZA3) sofreram queda de 8,45% a R$ 24,37.
A AZZA3 está em baixa de 6,88% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 3,14%.
Eneva (ENEV3): -4,32%, R$ 23,91
Os ativos da Eneva (ENEV3) passaram por correção e cederam 4,32% a R$ 23,91 no Ibovespa na semana. Entre os dias 16 e 20 de março, os papéis haviam liderado os ganhos do índice da B3, com salto de 24,7%.
A ENEV3 está em alta de 11,73% no mês. No ano, acumula uma valorização de 18,48%.
*Com Estadão Conteúdo