Neste começo de abril, o índice acumula ganho de 0,37% no mês, elevando o avanço no ano para 16,78%.
O mercado acompanhou a escalada das tensões no Oriente Médio. Trump voltou a elevar o tom contra o Irã e afirmou que o país pode ser derrotado “em uma única noite”, além de estabelecer um ultimato para que Teerã aceite um acordo até esta terça-feira (7), às 21h (horário de Brasília), sob risco de novos ataques a infraestruturas estratégicas.
Apesar do discurso mais duro, investidores já esperavam uma retórica mais agressiva, o que ajudou a conter a volatilidade. “O mercado já estava meio preparado para essa fala. Ainda falta algo mais concreto, e há um certo cansaço com a ausência de definições claras”, afirma Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos.
No cenário doméstico e internacional, a semana começa com atenções voltadas para indicadores de inflação. No Brasil, o destaque é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março e a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em evento do IBRE/FGV. Nos Estados Unidos, dados como PCE, CPI e a ata do Federal Reserve (banco central americano) devem calibrar as expectativas para os juros.
No mercado de commodities, o petróleo fechou em alta moderada. O WTI para maio subiu 0,77% a US$ 112,41 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), enquanto o Brent para junho avançou 0,68% a US$ 109,77, na Intercontinental Exchange (ICE), em meio às tensões geopolíticas e preocupações com o Estreito de Ormuz (caminho por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial).
A alta da commodity favoreceu as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que ajudaram a sustentar o leve ganho do Ibovespa. Os papéis ON subiram 1,15%, enquanto os PN avançaram 1,64%. Já a Vale (VALE3), sem referência do minério de ferro na China por conta de feriado, recuou 0,55%.
Em Nova York, os principais índices fecharam em alta após o feriado prolongado. O Dow Jones subiu 0,36%, o S&P 500 avançou 0,44% e o Nasdaq ganhou 0,54%.
O dólar hoje encerrou em queda de 0,26%, cotado a R$ 5,1465, acompanhando o comportamento da moeda americana no exterior e o apetite por ativos de risco em mercados emergentes. “O câmbio segue muito sensível ao noticiário da guerra, com o mercado reagindo diretamente às falas de Trump”, afirma Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio da Treviso Corretora.
As maiores altas do Ibovespa hoje
As três ações que mais valorizaram no dia foram Brava (BRAV3), Eneva (ENEV3) e Cogna (COGN3).
Brava (BRAV3): 3,27%, R$ 21,14
As ações da Brava (BRAV3) registraram a maior alta do Ibovespa hoje, com avanço de 3,27% a R$ 21,14, em sessão favorecida pelo desempenho do setor de energia.
A Brava está em 2,77% no no mês. No ano, acumula valorização de 25,63%.
Eneva (ENEV3): 2,69%, R$ 25,55
Os papéis da Eneva (ENEV3) subiram 2,69% a R$ 25,55, acompanhando o movimento positivo de empresas ligadas à geração de energia.
A Eneva está em alta de 4,12% no mês. No ano, acumula uma valorização de 26,61%.
Cogna (COGN3): 2,20%, R$ 3,25
A Cogna (COGN3) também figurou entre os destaques positivos, com alta de 2,20% a R$ 3,25.
A Cogna está em alta de 2,85% no mês. No ano, acumula ganhos de 2,85%.
As maiores quedas do Ibovespa hoje
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Braskem (BRKM5), Azzas (AZZA3) e Cyrela (CYRE3).
Braskem (BRKM5): -7,70%, R$ 8,39
As ações da Braskem (BRKM5) lideraram as perdas do índice, com queda de 7,70% a R$ 8,39, em movimento de correção após altas recentes.
A Braskem está em baixa de 2,77% no mês. No ano, ganham 6,34%.
Azzas (AZZA3): -4,61%, R$ 24,00
Os papéis da Azzas (AZZA3) recuaram 4,61% a R$ 24,00, pressionados por realização de lucros.
Cyrela (CYRE3): -3,36%, R$ 24,72
A Cyrela (CYRE3) completou os destaques negativos, com baixa de 3,36% a R$ 24,72, refletindo a cautela com o setor imobiliário em meio ao cenário de juros.
No mês, a construtora está em baixa de 1,79%. Acumula, no ano, alta de 7,75%.
*Com Estadão Conteúdo