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O acordo sobre o cessar-fogo foi anunciado por Trump na Truth Social – sua rede social. “Concordo em suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”, postou o republicano. O dirigente disse que considerou viável uma proposta iraniana de 10 pontos, segundo registro. Israel também concordou com a interrupção dos ataques, de acordo com a Casa Branca.
“Se os ataques contra o Irã forem interrompidos, nossas poderosas Forças Armadas cessarão suas operações defensivas. Por um período de duas semanas, a passagem segura pelo Estreito de Ormuz será possível por meio de coordenação com as Forças Armadas do Irã e com a devida consideração das limitações técnicas”, diz o comunicado publicado por Araghchi em seu perfil no X.
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Já nesta manhã, o republicano disse que o governo americano trabalhará em estreita colaboração com o Irã. Em publicação na Truth Social, Trump também elevou o tom ao afirmar que qualquer país que forneça armas militares ao Irã será “imediatamente tarifado em 50% sobre todos os bens vendidos aos EUA”, sem exceções.
Nesse cenário, as Bolsas de Nova York têm expressiva alta nesta manhã. O Dow Jones fechou em alta de 2,85%, o S&P 500 avançou 2,51% e o Nasdaq ganhou de 2,80%.
A agenda desta quarta traz a pesquisa semanal do Design of Experiments (DoE) sobre estoques de petróleo bruto e derivados dos EUA. O barril do petróleo WTI para maio fechou em expressiva queda de 16,4% na Nymex, a US$ 94,41, enquanto o do Brent para junho recuou 13,3% na ICE, a US$ 94,75.
A ata do último encontro do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, divulgada nesta quarta-feira (8), os participantes da reunião previram que a inflação cairia gradualmente em direção à meta de 2% do comitê, sob uma política monetária adequada, após se dissiparem os efeitos do aumento de tarifas e da alta dos preços do petróleo.
“No geral, os participantes esperavam que os efeitos das tarifas sobre os preços de bens básicos (núcleo) diminuíssem neste ano, embora avaliassem que o ritmo e o momento em que esses efeitos se dissipariam se tornaram mais incertos desde a reunião de janeiro”, pontua o documento.
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Os participantes também esperavam que preços mais altos do petróleo elevassem a inflação no curto prazo e atrasassem a queda prevista da inflação em direção ao objetivo de 2% do comitê.
O documento descreve os motivos por trás da manutenção da taxa de juros dos EUA na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na reunião de março de 2026.
Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo americano, os Treasuries, operam em baixa nesta quarta-feira, também respondendo aos desdobramentos da guerra.
Às 16h10 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos caía a 3,792%, o da T-note de 10 anos recuava a 4,289% e o do T-bond de 30 anos caía a 4,885%.
Em relação à moeda, o dólar acompanha o caminho do petróleo e dos Treasuries opera em forte baixa em relação a outras moedas de economias desenvolvidas, com o índice DXY tocando o menor patamar em um mês.
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A agenda de hoje também traz dados de varejo e de inflação ao produtor na Zona do Euro. Às 16h10 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,1651, a libra avançava a US$ 1,3393, e o dólar caía a 158,68 ienes.
Já o índice DXY do dólar, que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes, tinha queda de 0,70%, a 99,139 pontos, após chegar a recuar mais cedo a 98,68 pontos, o menor nível em um mês.
*Com informações da BroadCast
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