A companhia registrou perdas de US$ 1,6 bilhão com investimentos no trimestre, cerca de 75% menores do que as perdas de US$ 6,4 bilhões apuradas um ano antes, refletindo a volatilidade dos ativos em carteira.
A receita total somou US$ 93,7 bilhões no período, alta de 4,4% em relação aos US$ 89,7 bilhões do primeiro trimestre de 2025, sustentada pelo desempenho dos negócios operacionais, com destaque para as divisões de seguros e atividades industriais.
O lucro antes de impostos foi de US$ 12,3 bilhões, avanço de aproximadamente 139% ante os US$ 5,1 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior.
O que vai acontecer com os US$ 390 bilhões do caixa da Berkshire?
A Berkshire também manteve elevado nível de liquidez. A soma de caixa e aplicações em títulos do Tesouro norte-americano ultrapassou US$ 390 bilhões ao fim de março, reforçando a posição conservadora da companhia em meio à disciplina na alocação de capital.
No 1T26, a empresa vendeu cerca de US$ 24 bilhões em ações, volume mais de quatro vezes superior ao observado um ano antes, e acima das compras, de aproximadamente US$ 16 bilhões, indicando postura mais cautelosa diante das condições de mercado. Entre os movimentos estratégicos, a Berkshire concluiu a aquisição do negócio químico da Occidental Petroleum por cerca de US$ 9,5 bilhões, ampliando sua exposição a atividades industriais.
A operação de seguros, principal pilar do grupo, apresentou desempenho estável no período, sem impacto relevante de grandes eventos catastróficos, o que contribuiu para a manutenção da rentabilidade operacional.
Conferência ocorre em meio à queda das ações
A Berkshire Hathaway abre neste sábado sua conferência anual de acionistas, a primeira sem Warren Buffett no comando. O investidor anunciou em abril a transição do cargo de CEO para Greg Abel, encerrando uma era de mais de seis décadas à frente do conglomerado. O encontro ocorre em meio à recente queda das ações da companhia, o que aumenta a atenção do mercado financeiro sobre o evento em Omaha.
* Com informações do Broadcast