Os juros dos Treasuries se ajustaram em baixa após o forte avanço da véspera, em um movimento que favoreceu ações de tecnologia. O BC americano, não apenas elevou projeções de inflação para este ano, como sinalizou que pode começar a elevar os juros em 2023.
Neste ambiente, o dólar atingiu o maior nível ante divisas rivais em dois meses e o ouro recuou cerca de 4%, enquanto o petróleo e as commodities agrícolas e minerais operam pressionadas.
No Brasil, o comunicado mais duro em relação à inflação do Copom ontem, após elevar a Selic em 0,75 p.p., para 4,25% ao ano, provoca ajustes nos mercados locais. A sinalização do Banco Central de que pode aumentar o ritmo de elevação da taxa básica de juros em agosto acabou ofuscando a preocupação no mercado de câmbio com a política monetária do Federal Reserve para os próximos anos.
O real opera na contramão das moedas de países emergentes, em dia de alta generalizada do dólar no exterior. A divisa americana testou o patamar de R$ 5,00, com a expectativa de fluxo externo para o Brasil para carry-trade, com o objetivo de aproveitar o juro mais alto.
O mercado futuro de juros, por sua, vez, ajusta as taxas para cima, após a decisão do Copom. Na Bovespa, a perspectiva de juro maior alimenta a alta de algumas ações do setor financeiro. BR Distribuidora e Magazines Luiza também figuram entre os destaques de alta. No contraponto, as ações de companhias ligadas a commodities metálicas tem mais um pregão de realização.
O Ibovespa teve alta apenas modesta pela manhã e passou a cair no início da tarde. Próximo as 13:30 horas, negociava abaixo dos 128 mil pontos, com queda da ordem de 1%.