O caixa da Braskem caiu 49%, portanto, em relação ao quarto trimestre de 2025, quando tinha US$ 2,067 bilhões em caixa. Os vencimentos no quarto trimestre somavam US$ 1,518 bilhão no ano, correspondendo a US$ 1 bilhão do crédito rotativo que a companhia sacou em 2025; US$ 208 milhões de juros; e US$ 310 milhões de principal.
No primeiro trimestre, a Braskem apresentou consumo de caixa operacional de R$ 3,2 bilhões como reflexo, principalmente, da variação negativa de capital de giro, explicada pela redução da disponibilidade de certos convênios de pagamentos com instituições financeiras e fornecedores e pela recomposição de estoques, frente à otimização realizada durante o quarto trimestre.
A companhia diz ainda que o consumo recorrente de caixa foi de cerca de R$ 4,6 bilhões, explicado, principalmente, pelos pagamentos de juros dos títulos de dívida emitidos no mercado internacional, que se concentram no primeiro e no terceiro trimestres de qualquer ano.
Considerando os desembolsos referentes ao evento geológico de Alagoas, a Braskem diz que apresentou consumo de caixa de R$ 5,1 bilhões no período. Informa ainda que, adicionalmente, a utilização do caixa e equivalentes de caixa ao final do primeiro trimestre de 2026 foi de R$ 5,8 bilhões em função, principalmente, da variação cambial do caixa de controladas no exterior, impactada pela apreciação do real frente ao dólar, de aproximadamente 5%.
*Com informações do Broadcast (Cynthia Decloedt)