
Um dos piores crimes no mercado financeiro é o uso de informação privilegiada.
Quem sabe antes algo que vai mexer com o valor da ação de uma empresa na bolsa de valores está em vantagem.
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Por isso, estará à frente de todos os demais investidores.
Ao fazer insider trading, esse privilegiado derruba a igualdade de condições aos participantes.
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Entre os diversos exemplos ocorridos pelo mundo, o mais emblemático envolve Warren Buffett, o bilionário investidor que é o exemplo de como investir em ações.
Mas, no caso, Buffett não é o criminoso, ele é vítima da ganância de outras pessoas.
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Pouco antes de adquirir 5 bilhões de dólares em ações do banco Goldman Sachs, um funcionário da instituição financeira avisou o gestor de um fundo de investimento sobre a operação de Buffett.
Esse é um caso clássico de vazamento de informação, uma dica que alguém passa a um terceiro para tentar evitar uma punição.
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O gestor desse fundo de investimento adquiriu ações do Goldman Sachs porque sabia que quando o fato relevante fosse divulgado as ações do banco iriam disparar.
A SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, fez uma profunda investigação e descobriu o conluio entre o funcionário do banco com o gestor do fundo.
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E, pior, que a dica sobre Buffett não tinha sido a única repassada para que os dois lucrassem.
O caso foi considerado crime de fraude no sistema financeiro americano e a punição foi exemplar.
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O funcionário do banco foi condenado a dois anos de detenção, enquanto que o gestor do fundo pegou 11 anos de prisão, no que é considerado o maior da história.
Num mundo cada vez mais eletrônico, em que cada movimentação deixa marcas, parece impossível enganar as autoridades - embora tenha sempre alguém que se acha mais esperto.
Eu sou o Márcio Kroehn, editor-chefe do portal einvestidor ponto com ponto br, e esse foi o Minuto E-Investidor de hoje.
Até o próximo.