• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Burnout coletivo e saúde mental: o novo risco bilionário das empresas

Brasil lidera os índices de ansiedade no mundo e o adoecimento psíquico já figura entre as principais causas de afastamento do trabalho

Por Ana Paula Hornos

22/03/2025 | 6:30 Atualização: 21/03/2025 | 17:46

Receba esta Coluna no seu e-mail
No Brasil, estima-se que as doenças relacionadas à saúde mental causem perdas de quase R$ 400 bilhões anuais em produtividade, afastamentos e rotatividade de funcionários. (Foto: Adobe Stock)
No Brasil, estima-se que as doenças relacionadas à saúde mental causem perdas de quase R$ 400 bilhões anuais em produtividade, afastamentos e rotatividade de funcionários. (Foto: Adobe Stock)

Imagine a cena: um motorista de aplicativo educado, que dirigia com segurança e cortesia. Durante a conversa, ele conta sua história. Trabalhou por 12 anos em uma multinacional, foi funcionário exemplar, reconhecido, premiado. Um dia, sua esposa entrou em depressão profunda. Ameaçou tirar a própria vida. Ele fez o que qualquer pessoa com um pingo de humanidade faria: pediu férias para cuidar dela. Mas a supervisão não acolheu. Ele insistiu, apresentou laudos médicos. A empresa não cedeu. Entre manter o emprego e salvar a esposa, escolheu o óbvio. Pediu demissão. Hoje, dirige um carro pelas ruas da cidade.

Leia mais:
  • Demissões em alta: geração Z deixa empregos e empresas reagem com cortes
  • OPINIÃO: O dia da mulher e o preço oculto da liberdade financeira
  • Siglas em chamas: Woke, ESG, MEI e DEI – o que está em jogo?
Cotações
18/05/2026 14h14 (delay 15min)
Câmbio
18/05/2026 14h14 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Essa história, infelizmente, não é um caso isolado. A saúde mental no ambiente corporativo é uma questão estratégica e financeira, além de social. O Brasil lidera os índices de ansiedade no mundo e o adoecimento psíquico já figura entre as principais causas de afastamento do trabalho. Estamos diante do risco real de um burnout coletivo – e as consequências econômicas são alarmantes.

O custo global de transtornos mentais em produtividade e cuidados médicos já ultrapassa US$ 1 trilhão por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que as doenças mentais causem perdas de quase R$ 400 bilhões anuais em produtividade, afastamentos e rotatividade de funcionários.

Publicidade

Agora, uma nova legislação obriga as empresas a adotarem medidas para mitigar riscos psicossociais. Mas o que isso significa na prática?

Saúde mental: um risco econômico real

A saúde mental tem emergido como uma preocupação central no ambiente corporativo, especialmente entre os jovens da Geração Z. Estudos revelam que 40% dos jovens dessa geração enfrentam problemas psicológicos que afetam diretamente sua produtividade e inserção no mercado de trabalho.

O impacto financeiro também se faz sentir em economias desenvolvidas: no Reino Unido, por exemplo, estima-se que a economia tenha perdido mais de US$ 178 bilhões devido a dias não produtivos ou ausências relacionadas à saúde mental. Com a crescente pressão por alta performance, instabilidade econômica e novas dinâmicas de trabalho, o impacto financeiro no Brasil acompanha essa tendência global: colaboradores adoecidos custam caro em afastamentos, redução de desempenho e alta rotatividade.

A relação entre produtividade, bem-estar e retorno financeiro está mais clara do que nunca. Diversos estudos da psicologia do trabalho mostram que um ambiente organizacional que promove saúde mental reduz absenteísmo em até 41%, aumenta engajamento e melhora a retenção de talentos. Segundo a OMS, cada dólar investido em programas de saúde mental gera um retorno de quatro dólares em produtividade.

Isso significa que o tema deixou de ser apenas uma preocupação do departamento de recursos humanos (RH) e passou a ser uma pauta de liderança e governança corporativa.

Inteligência artificial e o retrocesso cognitivo

Paralelamente, há a ascensão da inteligência artificial (IA), que representa uma faca de dois gumes. Enquanto a IA oferece oportunidades para automatizar tarefas repetitivas e aumentar a eficiência, também pode levar ao retrocesso das capacidades humanas se não houver um equilíbrio adequado.

Publicidade

Estudos apontam que a dependência excessiva de tecnologia já resulta em declínio cognitivo, prejudicando funções essenciais como memória, tomada de decisão e resolução de problemas no ambiente de trabalho. Empresas que não incentivam o desenvolvimento contínuo dessas competências em seus colaboradores podem ver um impacto direto na capacidade de inovação e competitividade.

Empresas que ignoram a saúde mental estão perdendo valor

Não se trata de mais um custo ou apenas de adequação à lei. Empresas que encaram a saúde mental como um diferencial competitivo estão colhendo os frutos. O impacto vai além do cumprimento regulatório e se reflete diretamente na capacidade de inovar, reter talentos qualificados e fortalecer a cultura organizacional. Algumas das maiores empresas do mundo já incorporaram programas estruturados de bem-estar como parte de suas estratégias para reduzir custos operacionais e aumentar a produtividade.

O mercado está atento

Investidores precisam considerar fatores sociais e humanos em suas avaliações financeiras. Empresas que não se adaptarem à nova realidade podem enfrentar dificuldades, seja por processos trabalhistas, fiscalizações mais rigorosas ou pela incapacidade de atrair e reter profissionais de alto desempenho. Além disso, consumidores e stakeholders (todas as partes envolvidas no negócio) estão cada vez mais atentos às empresas que demonstram compromisso real com o bem-estar dos seus colaboradores.

Chamado à ação: o papel da liderança

O desafio, portanto, é das lideranças empresariais. Como os executivos e gestores estão incorporando essa discussão na estratégia? Como estão equilibrando o cuidado com as pessoas e a entrega de resultados?

Investir em programas de bem-estar, incentivar a aprendizagem contínua e equilibrar o uso de tecnologias são estratégias que não apenas melhoram a qualidade de vida dos colaboradores, mas também potencializam a produtividade e a inovação.

Afinal, empresas que cuidam de seus talentos humanos tendem a alcançar resultados financeiros mais robustos e sustentáveis – e quem ignorar esse movimento pode pagar um preço alto no mercado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • financeiro
  • Organização Mundial da Saúde (OMS)
  • RH
  • Saúde

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem segredo: como a alta renda protege o patrimônio — e o que o investidor pode aprender com isso

  • 2

    O novo comportamento da alta renda: como a concentração de riqueza mudou os gastos dos mais ricos

  • 3

    Stablecoins não são moeda e não deveriam pagar IOF, diz especialista

  • 4

    Tokenização sai do discurso e ganha força em teste com debêntures e fundos no Brasil

  • 5

    Vale esperar o dólar cair? Conheça a estratégia que reduz riscos em tempos de guerra

Publicidade

Quer ler as Colunas de Ana Paula Hornos em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Idosos superendividados: entenda como renegociar dívidas com conta de gás
Logo E-Investidor
Idosos superendividados: entenda como renegociar dívidas com conta de gás
Imagem principal sobre o Idosos devem ter esta idade para receber desconto na conta de água
Logo E-Investidor
Idosos devem ter esta idade para receber desconto na conta de água
Imagem principal sobre o Restituição do Imposto de Renda 2026: esta é a data do último lote do pagamento
Logo E-Investidor
Restituição do Imposto de Renda 2026: esta é a data do último lote do pagamento
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como famílias sem internet podem consultar o vale? Veja dicas
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como famílias sem internet podem consultar o vale? Veja dicas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: herdeiros são obrigados a declarar? Entenda a influência do valor da herança
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: herdeiros são obrigados a declarar? Entenda a influência do valor da herança
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: este é o horário limite para enviar a declaração sem atrasos
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: este é o horário limite para enviar a declaração sem atrasos
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos que investem no exterior devem declarar; entenda como funciona
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: idosos com mais de 70 anos que investem no exterior devem declarar; entenda como funciona
Imagem principal sobre o Mega-Sena 30 anos: o prêmio do sorteio comemorativo pode acumular igual à extração regular?
Logo E-Investidor
Mega-Sena 30 anos: o prêmio do sorteio comemorativo pode acumular igual à extração regular?
Últimas: Colunas
Reação do mercado ao caso Flávio levanta debate sobre trade eleitoral
Erich Decat
Reação do mercado ao caso Flávio levanta debate sobre trade eleitoral

Novas notícias envolvendo Flávio podem gerar reações no mercado, assim como pesquisas tendem a ganhar peso crescente na formação de expectativas eleitorais

18/05/2026 | 14h12 | Por Erich Decat
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk
Ana Paula Hornos
Humanos livres ou pets de luxo? O erro de Elon Musk

Se máquinas produzirem tudo, o que restará do trabalho, da autonomia e do sentido de existir humano?

16/05/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação
Carol Paiffer
O Brasil que desperta o interesse do mundo dos negócios e da inovação

Quando investidores internacionais olham para o País, eles enxergam oportunidade financeira, criatividade aplicada aos negócios e inovação cultural

15/05/2026 | 09h30 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO: Bets e a economia da dependência: quem lucra com o prejuízo do brasileiro

Como apostas online viraram fonte de receita para governo, empresas e futebol — e o impacto disso no consumo e no endividamento

14/05/2026 | 12h00 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador