• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Investimento no futebol: as primeiras partidas das SAFs

Surpresas indesejadas ameaçam “rachar o vestiário” entre investidor e clube

Por Felipe Lebovits Barreto, advogado do Candido Martins Advogados

22/08/2023 | 16:14 Atualização: 22/08/2023 | 16:18

Receba esta Coluna no seu e-mail
Foto: Envato Elements
Foto: Envato Elements

A promulgação da Lei nº 14.193, de 6 de agosto de 2021, instituiu a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) na legislação brasileira, mas somente um ano e 8 meses depois, teve início o primeiro campeonato brasileiro da história, contendo 6 clubes neste formato de sociedade.

Leia mais:
  • Lucro de até R$ 20 mil por mês? veja as histórias de apostadores esportivos
  • Plano de sócio é melhor para o bolso do clube ou do torcedor?
  • Bom de bola e ruim de dinheiro: os principais erros financeiros dos atletas
Cotações
02/03/2026 2h51 (delay 15min)
Câmbio
02/03/2026 2h51 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A SAF foi criada com o objetivo de regular a migração do atual modelo de Associação Civil dos clubes, sem fins lucrativos, para o modelo de clube-empresa, que dispõe normas de controle, governança e de financiamento diferenciadas.

A maior vitrine aos clubes é a natureza da SAF, que permite o investimento de terceiros no futebol do clube, pagando dívidas e investindo em contratações de jogadores e infraestrutura.

Publicidade

Apesar de ter que aguardar até dezembro, mês em que se encerra o campeonato nacional, para descobrir se dentro de campo as SAFs apresentam resultados condizentes com as expectativas, fora de campo, partidas acirradas vêm sendo travadas.

E não poderia ser diferente, as cifras investidas pelos novos donos valem qualquer “dividida”: o fundo americano 777 Partners, que investiu no clube Vasco da Gama, se comprometeu a aportar R$ 700 milhões em 3 anos; o ex-jogador Ronaldo Nazário, investidor do clube Cruzeiro, aportou R$ 50 milhões de largada e prometeu mais R$ 350 milhões até 2026; John Textor, empresário americano e investidor do clube Botafogo, fez um aporte inicial de R$ 100 milhões e ainda investirá outros R$ 300 milhões; o Grupo City, o mais novo investidor do clube Bahia, sinalizou com valores que podem chegar a até R$ 1 bilhão; e há, ainda, a Família Dresch, investidora do clube Cuiabá, porém os valores da negociação não foram divulgados.

E foi o ex-jogador Ronaldo que criou a primeira “polêmica” nos bastidores. Ao final de fevereiro, a SAF do Cruzeiro divulgou uma nota à imprensa informando que o pagamento de uma dívida de aproximadamente R$ 31 milhões, contestada pela Federation Internationale de Football Association (FIFA) pela contratação do jogador Rodriguinho, não era de responsabilidade da SAF, mas sim da associação (clube).

A alegação dos advogados da SAF Cruzeiro é a de que o pagamento de uma dívida internacional, sinalizada pela FIFA, estaria fora do plano de recuperação judicial do clube, e que tal pagamento descumpriria o regulamento nacional e o acordo celebrado com a associação para a formação da SAF.

Publicidade

A FIFA já sinalizou em outras decisões colegiadas que as SAFs sucedem as obrigações das associações, de forma solidária, cabendo às SAFs o pagamento de dívidas que não estavam previstas no acordo de investimento. Já os tribunais judiciais vêm alternando decisões favoráveis e desfavoráveis com relação à sucessão dessas dívidas, o que tem gerado insegurança jurídica e preocupação aos investidores.

Novo projeto de lei

A insatisfação foi tamanha que a bola chegou ao campo do Senado Federal, que, no início de junho deste ano, encaminhou, por meio do seu presidente Rodrigo Pacheco, um novo projeto de lei para votação, visando a alteração de dispositivos da Lei da SAF. Acompanhado pela própria SAF Cruzeiro, de Ronaldo, e pela SAF Botafogo, ambas partes interessadas no processo legislativo, a nova alteração à lei inclui, por exemplo, a blindagem das SAFs contra dívidas do passado da associação.

Assim como a FIFA, outros credores que têm ações ajuizadas contra as associações dos clubes passaram a cobrar as SAFs pelo pagamento das dívidas, em valor e forma diferentes do indicado nos acordos celebrados entre associação e investidores.

Caso esse projeto seja transformado em lei, a nova redação estabelecerá a responsabilidade “exclusiva e integral” das associações pelo pagamento das obrigações, alterando o texto atual que apenas coloca a associação como “responsável”.

Em outras decisões nos tribunais já houve alegações dos magistrados de que as SAFs e as associações formam um tipo de “grupo econômico”, e que, por essa razão, as dívidas se “comunicariam” entre elas. O projeto de lei encaminhado incluiria um novo inciso para orientar o judiciário, estabelecendo que “a constituição da Sociedade Anônima do Futebol não implica a formação de grupo econômico entre ela e o clube ou pessoa jurídica original que a constituiu”.

Publicidade

Enquanto o assunto está sendo discutido no Senado Federal, investidores e clubes que pretendam seguir pelo caminho das SAF devem ter especial atenção em como tratar situações do passado, que podem aparecer para assombrar o futuro.

Discussões sobre regras de indenização, prestação de garantias e outros mecanismos de proteção devem ganhar ainda mais destaque no painel tático das SAFs, para evitar que surpresas indesejadas “rachem o vestiário” entre investidor e clube e passem a minar o sucesso esportivo das SAFs.

Outras questões jurídicas levantadas pelos clubes-empresas também serão endereçadas nesse projeto de lei, como a obrigação de distribuição de dividendos, restrição de acesso ao Regime Centralizado de Execuções, novas regras de governança, com a inclusão de membros independentes nos conselhos, e outros assuntos relevantes.

Apesar de estarmos nos primeiros minutos do jogo, as arestas do campo jurídico começaram a ser aparadas pelos jogadores, mostrando que, apesar da SAF se tratar de uma novidade animadora para os clubes endividados, ainda há muito o que percorrer no cenário jurídico para que tenhamos a visão completa do caminho a ser traçado pelos clubes para uma recuperação financeira efetiva e, quem sabe, para novas glórias esportivas.

Publicidade

*Felipe Lebovits Barreto, advogado do Candido Martins Advogados

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Dívida
  • Financiamento
  • Futebol
  • Investimentos
  • Pagamentos
  • Senado

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Geração Z impulsiona volta do vinil e dos livros físicos, e isso pesa no bolso dos pais

  • 2

    Como a guerra entre os EUA, Israel e o Irã pode afetar bolsa, dólar e petróleo

  • 3

    Pix em 2026: aproximação, pagamentos automáticos e novas regras moldam o futuro do sistema

  • 4

    IR 2026: nova lógica tributária coloca imóveis e sucessão no centro do debate; o que muda?

  • 5

    Banco do Brasil: 8 sinais por trás da alta de 25% e 11 alertas no radar do investidor

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Bolsa Família libera calendário de março de 2026; veja as datas
Logo E-Investidor
Bolsa Família libera calendário de março de 2026; veja as datas
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é a omissão de rendimentos dos dependentes?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é a omissão de rendimentos dos dependentes?
Imagem principal sobre o Moradores de Juiz de Fora (MG) podem solicitar o saque calamidade do FGTS, após fortes chuvas
Logo E-Investidor
Moradores de Juiz de Fora (MG) podem solicitar o saque calamidade do FGTS, após fortes chuvas
Imagem principal sobre o Chuvas intensas: saque calamidade do FGTS é liberado para moradores de Minas Gerais
Logo E-Investidor
Chuvas intensas: saque calamidade do FGTS é liberado para moradores de Minas Gerais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Últimas: Colunas
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional
Samir Choaib
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional

Sob o discurso da simplificação, nova lógica amplia o alcance da tributação sobre atividades econômicas e pressiona o modelo associativo a se reorganizar

28/02/2026 | 07h30 | Por Samir Choaib
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos
Fabrício Tota
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos

Após forte alta e correção recente, o Bitcoin volta a levantar dúvidas no mercado sobre seu papel como reserva de valor

27/02/2026 | 14h59 | Por Fabrício Tota
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software
William Castro
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software

Nova onda de inteligência artificial domina as atenções em Wall Street e reacende o debate sobre o futuro das empresas de SaaS

26/02/2026 | 17h04 | Por William Castro, estrategista-chefe da Avenue. Colaboração, Tito Ávila, Sócio Fundador da LIS Capital
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai

Brasil envelhece rápido e terá menos contribuintes; sem poupança própria, depender da Previdência ou dos filhos será cada vez mais incerto

26/02/2026 | 14h27 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador