• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Os IPOs podem voltar a acontecer este ano. É bom, mas o investidor deve estar atento

A expectativa do mercado é de que 2024 inaugure o retorno dos IPOs depois do longo período de jejum

Por Roberto Gonzalez, consultor ESG e conselheiro independente de empresas

27/02/2024 | 7:41 Atualização: 27/02/2024 | 7:41

Receba esta Coluna no seu e-mail
Os IPOs podem voltar a acontecer este ano. É bom, mas o investidor deve estar atento. Imagem: Adobe Stock
Os IPOs podem voltar a acontecer este ano. É bom, mas o investidor deve estar atento. Imagem: Adobe Stock

* Roberto Gonzalez é consultor de governança corporativa e ESG e conselheiro independente de empresas. É também autor do livro “Governança Corporativa – O Poder de Transformação das Empresas”

Leia mais:
  • Por que fusões e aquisições de companhias abertas vão se destacar em 2024
  • Navegando na incerteza: o futuro da taxa de juros com o Copom
  • Como o Desenrola contribui para a economia e a educação financeira no País
Cotações
15/04/2026 23h31 (delay 15min)
Câmbio
15/04/2026 23h31 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Os anos de 2022 e 2023 têm uma peculiaridade. No biênio, a B3 não registrou nenhum IPO, sigla em inglês que significa oferta pública inicial de ações. Isso contrasta com o que ocorreu no biênio anterior – 2020/2021 -, quando 71 empresas abriram capital na Bolsa. A expectativa do mercado é de que 2024 inaugure o retorno dos IPOs depois do longo período de jejum.

A princípio isso é bom porque são empresas que buscam recursos para crescer e os investidores podem se tornar sócios e cresceram juntos com elas. É preciso, porém, tomar muito cuidado. Nem sempre comprar ações de uma companhia no exato momento do seu IPO é a decisão mais acertada. O que aconteceu com boa parte das organizações que entraram na Bolsa entre 2020 e 2021 é uma prova disso.

Publicidade

Para se ter ideia, das 71 empresas que abriram capital naqueles anos, apenas 13 chegaram ao final de 2023 operando no azul. As ações de 36 delas tiveram desvalorização em torno de 50%, mas há outras cujo preço de mercado em relação ao dia do IPO caíram mais de 90%. Empresas do ramo de tecnologia foram as que mais “iludiram” os investidores e as que mais caíram. A pandemia de coronavírus acelerou o processo de digitalização e a expectativa do mercado é que comprar pela internet fosse um caminho sem volta.

Logo, plataformas de negócios online e empresas especializadas em dar o suporte tecnológico se tornaram badaladas. O preço das ações subiu, assim como a certeza de que o mercado digital só iria crescer. Mas acabou a pandemia e a previsão não se confirmou, pois o comércio presencial voltou a ter força para concorrer, no entanto, ocorreram outros problemas.

Algumas companhias não souberam investir adequadamente os recursos captados. Em geral, os planos de negócios tinham como base um cenário bem distinto do atual, com taxa Selic na casa dos 2%. Acontece que a taxa de juros, por causa da inflação, chegou a 13,75% e hoje está em 11,25%, ainda bem acima do que estava no biênio 2020/2021. Entretanto, essas possibilidades de mudanças drásticas no cenário, ao que tudo indica, não foram devidamente consideradas.

Isso me leva a crer que faltou governança por parte das empresas que abriram capital e atenção por parte dos investidores. Uma prova de que governança corporativa ainda é, para a maioria, apenas um termo bonito. Poucas empresas a implantam verdadeiramente, poucos investidores a consideram de maneira séria em suas análises.

Publicidade

Uma boa governança corporativa indica que a companhia planeja suas ações, seus investimentos, tem preocupação com sua lucratividade, mas, simultaneamente, está atenta aos impactos que sua atividade gera no meio ambiente e na sociedade, assim como procura atuar dentro dos preceitos legais, respeitando por completo a legislação vigente para evitar prejuízos à imagem e à saúde financeira da corporação.

Tudo isso vem acompanhado de transparência, integridade, responsabilidade sobre todas as ações e total respeito aos seus stakeholders. Aqueles que desejam comprar ações de uma companhia qualquer no momento do IPO têm de avaliar minuciosamente esses aspectos. Sob o risco de entrar em uma “roubada” como muitos entraram.

As 13 companhias que se mantiveram lucrativas e com ações valorizadas após o IPO têm em comum o fato de que pertencem a setores tradicionais da economia como o imobiliário, petrolífero e agronegócio. As demais, ao contrário, pertencem em geral a um mercado novo e ainda em fase de consolidação, que é o da tecnologia e atividades ligadas ou que dependem dela.

Essas novas empresas, tanto quanto as tradicionais, precisam adotar um bom modelo de governança corporativa. É o que dará a elas a musculatura ideal para enfrentar crises e cenários distintos. Uma gestão profissional reduz custos, investe onde é necessário e não onde o idealismo dos executivos sonha fazer. A transparência, por sua vez, dá ao investidor as condições para que seja assertivo na avaliação antes de comprar ações.

Publicidade

É melhor captar um pouco menos, mas contar com investidores que entendem o plano de negócios e têm paciência para esperar do que esconder o jogo, atrair mais investidores do que se podia imaginar e, da noite para o dia ver, sem nada poder fazer, a fuga deles e a consequente desvalorização da ação. Só para lembrar, há empresas que estrearam na Bolsa com a ação a R$ 10 ou R$ 12 e que agora valem menos de R$ 1.

Ninguém deseja isso. Empresário, invista seriamente em governança antes de fazer seu IPO. Investidor, avalie com mais atenção os próximos IPOs para não ver seu dinheiro derreter nos meses seguintes. Parafraseando a saudosa Gal Costa, no mercado financeiro tudo parece divino e maravilhoso, mas é preciso estar atento, forte.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
  • B3
  • Bolsa de valores
  • Conteúdo E-Investidor
  • Governança corporativa
  • IPO
  • IPOs
  • Juros
  • pandemia
  • Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Sem IOF, cartões com criptos avançam no Brasil e prometem taxa de câmbio menor

  • 2

    Ibovespa ronda os 200 mil pontos: com rali em 2026, é hora de olhar mais para a Bolsa?

  • 3

    Resgates de crédito privado somam R$ 12,3 bi em 3 semanas — e acendem alerta no mercado

  • 4

    Ibovespa bate novo recorde com falas de Trump, dólar abaixo de R$ 5 e petróleo perto de US$ 100

  • 5

    Ibovespa bate 18º recorde do ano e se aproxima dos 200 mil pontos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Espaço do Especialista em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Logo E-Investidor
IR 2026: idosos com 60 e 80 anos estão na mesma ordem de prioridade para receber a restituição?
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição cedo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para acessar extrato no Meu INSS
Imagem principal sobre o O que é um feriado forense?
Logo E-Investidor
O que é um feriado forense?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia 2026: passo a passo para o responsável autorizar movimentações por menores pelo Caixa Tem
Imagem principal sobre o FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Logo E-Investidor
FGTS: passo a passo para solicitar a retirada de valores esquecidos pelo celular
Imagem principal sobre o FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
FGTS: aderi ao saque-aniversário e não contratei a antecipação, posso voltar ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o 8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Logo E-Investidor
8 dívidas que idosos podem renegociar e aliviar o bolso no final do mês
Últimas: Colunas
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco
Einar Rivero
Dívida das empresas brasileiras bate R$ 2,1 trilhões e expõe um novo risco

Mesmo com melhora na estrutura financeira, empresas listadas na B3 veem encolher o “colchão” entre geração de caixa e juros, o menor em quase uma década

15/04/2026 | 14h41 | Por Einar Rivero
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro
Vitor Miziara
Bets travestidas de previsões invadiram o mercado financeiro

Popular no exterior, o mercado de revisões começa a ganhar espaço no Brasil, mas levanta preocupações sobre o risco de estimular apostas disfarçadas de investimentos

14/04/2026 | 14h18 | Por Vitor Miziara
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão
Marco Saravalle
Estrangeiro compra Bolsa; brasileiro foge para a renda fixa — o que explica essa divisão

Juros elevados travam o capital doméstico, enquanto estrangeiros usam o Brasil como proteção em meio ao choque global de commodities

13/04/2026 | 14h43 | Por Marco Saravalle
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?
Samir Choaib
Autocuratela: quem decide quando você não pode mais decidir?

O caso envolvendo herdeira das Casas Pernambucanas reacende um ponto ignorado por famílias ricas: quem decide quando você não pode mais decidir?

11/04/2026 | 06h00 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador