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Colunista

Warren Buffett deixa novas lições após reunião da Berkshire Hathaway

O prazer de acompanhar às mais de 5 horas de perguntas e respostas foi enorme

Por Fernando Barrozo do Amaral, Legend Wealth Management

08/05/2023 | 14:19 Atualização: 08/05/2023 | 14:22

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O empresário Warren Buffett em cena do documentário "Como ser Warren Buffett", de 2017. Foto: HBO
O empresário Warren Buffett em cena do documentário "Como ser Warren Buffett", de 2017. Foto: HBO

Os anos 2000 e 2010 foram, para o tênis, um período único, quando os três maiores jogadores da história estavam em ação, no seu auge. Foi um privilégio, para quem gosta do esporte, ver Federer, Nadal e Djokovic jogar ao longo desses anos e se enfrentar em tantas e tão fantásticas partidas e finais de Grand Slams e Masters 1000.

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O encontro anual da Berkshire Hathaway, para quem se interessa por investimentos, está numa mesma categoria: é imperdível. Uma performance ao vivo do maior investidor de todos os tempos, a quem ainda temos o privilégio de ter entre nós, apesar da sua idade avançada. No sábado (6), Warren Buffett nos deu mais uma vez o prazer de ouvir a suas valiosas lições de investimento e de vida.

Na carta que escreve anualmente sobre o desempenho da companhia, publicada no final de fevereiro de 2023, os leitores haviam sido surpreendidos com uma mensagem curta e sucinta, com muito menos cor e detalhes do que as dos anos anteriores.

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Buffett soou enferrujado, sem paciência, cansado do seu papel e já sem a preocupação de ser totalmente transparente com seus acionistas. Essa impressão foi desfeita na reunião de sábado, em que estava animado, risonho, solícito e com o senso de humor intocado. Parecia estar se divertindo mais do que qualquer outro dos 40.000 participantes do evento.

Começou mostrando que a companhia, um conglomerado de negócios que vão de seguros a energia, de ferrovias a chocolates, de aparelhos de barbear a iPhones, se tornou a maior dos Estados Unidos, com patrimônio líquido de U$ 504,5 bilhões. Duramente criticado durante os anos de juros baixos por carregar muito caixa na holding, consegue agora investir esses recursos nos atraentes juros atualmente pagos pelos títulos do Tesouro americano, acima de 5%.

Com isso, o que até pouco tempo não gerava mais do que um ganho de US$ 50 milhões, vai gerar um rendimento esse ano de mais de US$ 5 bi. “As ações podem oscilar bastante, mas o que importa é como estão os negócios”, lembrou ele.

O interesse na sucessão de Buffett (92) e Charlie Munger (99) cresce, compreensivelmente, a cada ano. Na reunião desse ano, os dois tinham a seu lado Ajit Jain, responsável pelos negócios de seguros do conglomerado, e Greg Abel, responsável pelas demais divisões. Abel foi confirmado como o sucessor de Buffett para boa parte das atividades desempenhadas pelo atual CEO, inclusive uma extremamente sensível, que é a decisão pela alocação de capital entre os diferentes negócios e oportunidades, incluindo a recompra de ações.

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Sem o charme e o humor característicos de Buffett – talvez seja do que mais sentiremos falta! – Abel é tido como um gestor competente e habilidoso. Segundo um conselheiro da empresa, tem aptidões analíticas comparáveis às dos dois fundadores e políticas ainda superiores.

A Berkshire, além das participações em diversas companhias de capital fechado, carrega um portfolio de ações listadas em bolsas. A Apple representa hoje mais de 50% desse portfolio, o que vem levantando na mídia críticas de excessiva concentração. Buffett deu a resposta óbvia a uma pergunta sobre o tema, que ao se considerar o todo e não só a parcela em ações de companhias abertas, a posição é proporcionalmente pequena, mas foi além.

Disse que a Apple era um negócio melhor do que todos os outros em que participa, e justificou com uma análise simples: “O sujeito gasta US$ 1.500 para comprar um iPhone e US$ 35.000 para comprar um segundo carro. Se ele tiver que abrir mão de um, qual vai ser? Hoje é muito mais fácil viver sem um segundo carro do que sem um iPhone”. Ele afirmou que não se lembra de ter tomado uma decisão de investimento com base na emoção. “Você não quer ser uma pessoa não-emocional em várias partes da sua vida, mas definitivamente deve sê-lo ao tomar uma decisão de negócios ou investimento”, disse ele.

Com o tempo, segundo ele, “não nos tornamos mais espertos, mas sim mais sábios”.

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Sobre sucessão familiar, deixou clara sua forma transparente e lúcida de lidar com as questões, por mais espinhosas que sejam. Disse que nunca assinaria um testamento sem que seus três filhos e herdeiros o conhecessem, tivessem conversado a respeito e feito sugestões de melhorias.

Nos fez lembrar da sua frase sobre herança, que diz que se deve “deixar para os filhos o suficiente para eles fazerem qualquer coisa, mas não o suficiente para não fazerem nada”.

Numa entrevista recente, o atual CEO da American Express, uma posição histórica da Berkshire, deu sua versão do sucesso do investidor. No início da pandemia, Stephen Squeri ligou para Buffett para dizer que teriam um período difícil pela frente e que provavelmente perderiam dinheiro naquele ano. Ouviu como resposta: “Não me preocupo com esse ano, e não me preocupo com o próximo ano. O que me importa é se você está conservando a sua marca especial, se está investindo nela e se está mantendo seus clientes”.

Para Squeri, ter um acionista que foca no longo prazo e não reage aos altos e baixos naturais dos ciclos de negócio, torna mais fácil para ele tomar as melhores decisões para a empresa.

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Pode ser pela inteligência, a racionalidade ou a paciência, traços difíceis de não admirarmos. Pode ser pela sensação de normalidade, em oposição a figuras que reúnem genialidade com facetas excêntricas, como por exemplo Steven Jobs e Elon Musk. Pode ser pelo humor e pelas tiradas impagáveis (“temos aqui nosso próprio Rei Charles”, riu, olhando para Munger). Pode ser pela noção de que não o teremos por muito mais tempo. Mas o prazer de acompanhar às mais de 5 horas de perguntas e respostas foi enorme, comparável ao de assistir à final do Australian Open de 2017, em que Federer, então com 36 anos e voltando de período parado, venceu Nadal em 5 sets numa partida épica.

Fernando Barrozo do Amaral é sócio da Legend Wealth Management

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