• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Brasil entre o presente e o futuro: relação do pacote fiscal e a volatilidade dos mercados

Crescimento das despesas acima do arcabouço fiscal afasta o País do grau de investimento

Por Bruno Funchal

20/12/2024 | 8:08 Atualização: 20/12/2024 | 8:08

Receba esta Coluna no seu e-mail
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante coletiva para explicar o pacote de corte de gastos do governo. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante coletiva para explicar o pacote de corte de gastos do governo. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em outubro, a agência de classificação de risco Moody’s concedeu um upgrade na nota de crédito soberana do Brasil. Esse movimento reacendeu discussões sobre a possibilidade de o País recuperar o grau de investimento, como destaquei em minha coluna no final daquele mês. A partir dessa perspectiva, iniciou-se um debate sobre as condições necessárias para tal conquista, com destaque para a importância de um arcabouço fiscal capaz de entregar o resultado primário proposto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e estabilizar a dívida pública.

Leia mais:
  • Reforma tributária: como ficam os impostos sobre a venda de imóveis e aluguéis após aprovação da Câmara?
  • Pacote fiscal: veja os detalhes sobre todas as medidas anunciadas pelo governo
  • Tesouro Direto dá circuit breaker na 4º sessão seguida, em dia de IPCA+ 8% e prefixados a 16%
Cotações
28/02/2026 18h25 (delay 15min)
Câmbio
28/02/2026 18h25 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • Moody’s eleva nota de crédito do Brasil: o que isso significa para a Bolsa e renda fixa?

Toda discussão começa com o crescimento das despesas obrigatórias acima do crescimento do arcabouço fiscal, principalmente tudo que está vinculado ao salário-mínimo, que representa boa parte do orçamento, uma vez que a previdência apresenta tal vinculação: os mínimos constitucionais de saúde e educação sobem com a receita corrente líquida, que tem crescimento acelerado, e o próprio gasto com Benefício de Prestação Continuada (BPC), que também aumenta acima da regra fiscal.

Com essas despesas obrigatórias relevantes avançando acima da norma geral, a dúvida sobre a sustentabilidade do arcabouço começou a aumentar. Regras fiscais precisam de credibilidade para ancorar expectativas e, portanto, medidas precisam ser tomadas, começando pela discussão do pacote fiscal.

Diante desse cenário, foi anunciado no final de novembro o pacote fiscal bastante aguardado. Segundo estimativas do governo, o conjunto de medidas traria uma economia de R$ 70 bilhões em dois anos, sendo R$ 30 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões em 2026.

Publicidade

Contudo, a reação dos mercados foi marcada por forte volatilidade e estresse. Após o anúncio, o real desvalorizou mais de 6%, a curva de juros registrou uma abertura de aproximadamente 200 pontos-base, e a Bolsa de Valores acumulou uma queda superior a 4%.

Crescimento econômico e perdas no mercado financeiro

Esses movimentos ocorrem em um momento de aparente desconexão entre os dados positivos da economia real e os preços de mercado. O crescimento econômico surpreendeu ao ultrapassar os 3,4%, o desemprego está em níveis historicamente baixos e a balança comercial é significativamente positiva. Ainda assim, os ativos financeiros têm mostrado deterioração ao longo de 2024. Desde março, o real já acumula uma desvalorização superior a 20%, enquanto os juros futuros no vencimento de 2027 saltaram de 10% para 15%.

Por que tal “desconexão” dos números da economia real com os preços de mercado?

Essa “desconexão” pode ser explicada pela natureza distinta das informações analisadas. Dados da economia real refletem o passado, enquanto os preços dos ativos capturam expectativas sobre o futuro.

  • Prefixados a mais de 15% ao ano. Veja se você deve investir ou esperar

Nesse sentido, o pacote fiscal e a comunicação de uma reforma do Imposto de Renda (IR) geraram receios significativos. Entre as medidas apresentadas, está o aumento da isenção do IR para pessoas físicas até R$ 5 mil, com um novo tributo sobre rendas superiores a R$ 50 mil mensais como compensação, buscando manter neutralidade fiscal.

Apesar das intenções anunciadas, a dúvida é que durante a tramitação no Congresso, o impacto dessas medidas seja revertido. Projeções apontam que a economia fiscal pode ser reduzida para algo entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões em dois anos, enquanto o risco de aprovação de uma reforma do IR sem contrapartidas adequadas pode gerar uma renúncia de receita anual de R$ 50 bilhões.

Como reverter a crise de credibilidade?

Essa percepção de risco comprometeu o objetivo de reforçar a credibilidade fiscal, elevando incertezas sobre a capacidade de estabilizar a trajetória da dívida pública. Como resultado, as expectativas para o futuro apontam para desafios fiscais crescentes, com uma dívida pública mais elevada e sem sinais claros de desaceleração.

Publicidade

O impacto nos mercados foi imediato: juros futuros, câmbio e Bolsa reagiram à percepção de risco, gerando alta volatilidade. A pressão sobre as expectativas de inflação e sobre a inflação corrente também aumentou, obrigando o Banco Central (BC) a adotar uma postura mais rígida em relação à política monetária, elevando as taxas de juros de forma significativa.

  • Leia também: Como ficam os investimentos com a taxa Selic em 12,25% ao ano

Para reverter esse quadro, é essencial que as lideranças políticas — governo e Congresso — enviem um sinal claro de comprometimento com a sustentabilidade das contas públicas. Medidas como uma reforma tributária neutra e ajustes no pacote fiscal devem ter prioridade para evitar um cenário de maior desconfiança, garantindo o equilíbrio da dívida pública e reduzindo a volatilidade nos mercados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • pacote fiscal

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    IR 2026: o que realmente muda e o que é mito na nova fase de fiscalização da Receita

  • 2

    Instabilidade política nos EUA enfraquece o dólar como porto seguro e beneficia Trump

  • 3

    Banco do Brasil: 8 sinais por trás da alta de 25% e 11 alertas no radar do investidor

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda com Vale (VALE3) em baixa e repercussão do balanço da Nvidia

  • 5

    Do ouro à inteligência artificial: descubra os ETFs recomendados pela XP para 2026

Publicidade

Quer ler as Colunas de Bruno Funchal em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Moradores de Juiz de Fora (MG) podem solicitar o saque calamidade do FGTS, após fortes chuvas
Logo E-Investidor
Moradores de Juiz de Fora (MG) podem solicitar o saque calamidade do FGTS, após fortes chuvas
Imagem principal sobre o Chuvas intensas: saque calamidade do FGTS é liberado para moradores de Minas Gerais
Logo E-Investidor
Chuvas intensas: saque calamidade do FGTS é liberado para moradores de Minas Gerais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário: veja 2 exemplos de bloqueio do saldo do FGTS
Logo E-Investidor
Saque-aniversário: veja 2 exemplos de bloqueio do saldo do FGTS
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 motivos para cair na malha fina
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 motivos para cair na malha fina
Últimas: Colunas
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional
Samir Choaib
A reforma tributária agora vai muito além do universo empresarial tradicional

Sob o discurso da simplificação, nova lógica amplia o alcance da tributação sobre atividades econômicas e pressiona o modelo associativo a se reorganizar

28/02/2026 | 07h30 | Por Samir Choaib
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos
Fabrício Tota
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos

Após forte alta e correção recente, o Bitcoin volta a levantar dúvidas no mercado sobre seu papel como reserva de valor

27/02/2026 | 14h59 | Por Fabrício Tota
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software
William Castro
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software

Nova onda de inteligência artificial domina as atenções em Wall Street e reacende o debate sobre o futuro das empresas de SaaS

26/02/2026 | 17h04 | Por William Castro, estrategista-chefe da Avenue. Colaboração, Tito Ávila, Sócio Fundador da LIS Capital
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai

Brasil envelhece rápido e terá menos contribuintes; sem poupança própria, depender da Previdência ou dos filhos será cada vez mais incerto

26/02/2026 | 14h27 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador