• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O que o investidor pode esperar de 2023

No caso do Brasil, o grande ponto de interrogação será a direção fiscal que o País tomará

Por Dan Kawa

30/11/2022 | 14:25 Atualização: 30/11/2022 | 14:25

Receba esta Coluna no seu e-mail
O cenário central para a economia global ainda mostra desafiador em 2023 | Foto: Envato Elements
O cenário central para a economia global ainda mostra desafiador em 2023 | Foto: Envato Elements

Este é aquele difícil momento do ano em que paramos para refletir qual será o cenário econômico mais provável para 2023, precisando ter a enorme humildade de reconhecer, como já dizia John Kenneth Galbraith, que “a única função das previsões econômicas é fazer a astrologia parecer respeitável”.

Leia mais:
  • Credit Suisse indica as melhores opções para 2023
  • Petrobras é quem mais pagou dividendos no 3º tri. E para 2023?
Cotações
05/04/2026 23h06 (delay 15min)
Câmbio
05/04/2026 23h06 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Como economista de formação, mas como investidor de profissão, tenho a consciência de que a maior parte das previsões se provarão erradas ao longo do tempo. Como investidor, contudo, preciso trabalhar com cenários probabilísticos e compará-los ao que está precificado em cada ativo financeiro para, só então, conseguir construir portfólios resilientes e consistentes ao longo do tempo.

Reservarei o espaço deste mês para tratar do cenário econômico global e local. Ainda terei a oportunidade, antes do final deste ano, de comentar, diante deste cenário desenhado este mês, de como vemos a melhor maneira de posicionar nossos investimentos.

Publicidade

Abaixo, discorro um pouco sobre o cenário central para cada região do mundo, tentando trazer uma reflexão de quais são os riscos e suas probabilidades em torno deste cenário base.

Nos Estados Unidos, espero uma razoável desaceleração do crescimento. Acredito que o risco de recessão no país seja elevado e mais alto do que o mercado precifica atualmente. A inflação deverá ceder, mas ainda se manter em um patamar relativamente elevado para os padrões históricos recentes.

O banco central do país deve encerrar o ciclo de aperto monetário com juros em torno de 5% e mantê-lo em patamar mais elevado por mais tempo do que os investidores esperam. Podemos descrever o cenário como desafiador, mas ainda não absolutamente negativo. Os riscos, na minha visão, são de um cenário mais negativo do que este descrito anteriormente.

Na Europa, a região deve conviver com uma recessão mais acentuada e começando antes do que aquela dos EUA. A inflação deve se manter alta por algum tempo, mas o banco central da região não deverá ser capaz de elevar os juros na mesma magnitude do que aquele que veremos nos EUA.

Publicidade

A Guerra na Ucrânia e a situação da China (que comento a seguir) são vetores que podem trazer riscos positivos ou negativos para o cenário. Entretanto, são eventos que temos baixíssima visibilidade ou vantagem comparativa em termos previsões mais precisas.

Uma crise energética mais grave na região, consequência do conflito na Ucrânia, ainda é um risco real e extremamente maléfico a saúde econômica e social da Europa. Este é um tema que o mundo ainda deverá conviver nos próximos meses.

A China deverá continuar convivendo com vetores distintos em sua economia. O país me parece em um estágio mais avançado do ciclo econômico e alguns vetores mais positivos (ou menos negativos) podem dar algum suporte para a economia chinesa.

Primeiro, o país vem digerindo a crise no mercado imobiliário e 2023 pode ser um ano ainda desafiador, porém um pouco mais ameno para o setor. Segundo, a política de covid zero, que foi um grande vetor de pressão ao crescimento, parece estar fadado a ser encerrada gradualmente nos próximos meses.

Publicidade

Não espero uma recuperação rápida e acentuada do país, mas uma caminhada rumo a uma situação um pouco mais construtiva do que aquele vivida nos últimos 12 a 18 meses.

O risco negativo está na possibilidade de uma retomada mais lenta do mercado imobiliário e da covid, assim como algum “evento de cauda” na economia. O risco positivo estaria em uma recuperação mais acelerada de um ou de ambos estes vetores.

O Brasil é um caso a parte. Ainda escreve este texto no meio da discussão do que será o quadro fiscal do País em 2023 (e nos anos subsequentes). As escolhas do Congresso e do novo governo eleito serão fundamentais para a direção da economia nos próximos meses.

Tendo feito este “disclaimer” da baixa visibilidade do mercado local, espero uma desaceleração do crescimento do país. De um crescimento em torno de 3% em 2022, para um crescimento menor do que 1% em 2023. Não descarto uma desaceleração ainda maior, com números próximos a zero ou com uma queda de PIB, como cenário alternativos, mas de probabilidade não desprezível.

Publicidade

A inflação parece ter feito o seu pico, mas um descontrole fiscal pode fazê-la acelerar novamente. Espero uma inflação mais baixa em 2022, mas com riscos altistas não desprezíveis. Uma probabilidade baixa de desaceleração mais acentuada da inflação estaria ligada a uma recessão global e/ou local, sem depreciação acelerada da taxa de câmbio. Este cenário parece, hoje, pouco provável.

Este ambiente deveria favorecer o banco central e manter o seu “plano de voo” de manutenção da taxa Selic em 13,75% em um horizonte relevante de tempo. O cenário negativo, que vem ganhando corpo, seria de uma nova rodada de alta de juros, para combater a deterioração das expectativas, na eventualidade do debate fiscal se consolidar em campo mais expansionista. Há um cenário de “cauda”, mais positivo, de baixa probabilidade, do começo de um processo de corte de juros, caso a inflação arrefeça de maneira mais consistente ao longo do ano.

O Brasil não apresenta um problema de contas externas. Podemos ter mudanças nas fontes de financiamento e maiores dificuldades em balancear os fluxos, na eventualidade de uma deterioração maior do cenário externo e/ou local. Não vejo riscos de crises de balanço de pagamentos. Em uma economia de câmbio flutuante, a taxa de câmbio continuará a atuar como um “amortecedor automático” destes fluxos internacionais.

O nosso grande ponto de interrogação, o qual neste momento somos passageiros da classe política, será a direção fiscal que o País tomará. Não espero que o Brasil caminhe na direção mais negativa de países que abandonaram totalmente a ortodoxia econômica e fiscal, mas tampouco acredito em um cenário que seja totalmente ortodoxo ou positivo fiscalmente.

Publicidade

Como um pêndulo, o país irá migrar entre o desespero e o otimismo, com um viés maior, pelo o que vem sendo ventilado pela mídia neste começo de transição de governo, para um cenário mais negativo.

Deveremos conviver com um ambiente de “stop and go” em termos de medidas econômicas. Quando “o mercado” e a sociedade reagirem mais negativamente às medidas apresentadas, o governo deverá buscar soluções intermediárias.

O Brasil costuma flertar com o abismo, mas dificilmente se joga nele. Certamente, contudo, há riscos mais negativos que não podem ser ignorados e nem descartados neste ambiente de visibilidade mais baixa.

De forma geral, o cenário central para a economia global ainda se mostra desafiador, a despeito da evolução de variáveis como a inflação e a política monetária. A desaceleração do crescimento e o risco de recessão chegam como novos entrando no cenário base e com riscos de deteriorá-lo ainda mais.

Publicidade

No Brasil, após um ano de 2022 que surpreendeu em diversas variáveis, entramos em 2023 em bases menos sólidas e com riscos negativos não desprezíveis.

Mantenham seus cintos de segurança apertados, pois 2023 ainda promete ser bastante animado!

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • Economia
  • Inflação
  • Investimentos
  • Política monetária

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Guerra no Irã afasta turistas, derruba vendas de luxo em 50% no Oriente Médio e acende alerta entre marcas globais

  • 2

    A Páscoa ficou mais cara? Chocolate e bacalhau explicam por que a conta pesa no bolso

  • 3

    Chocolates estão 16% mais caros: vale a pena investir no ETF que acompanha os preços do cacau?

  • 4

    O IPO da SpaceX é ótimo, mas não vai gerar um retorno de 100 vezes o investimento

  • 5

    Sexta-feira Santa fecha bancos e Bolsa; veja o que funciona hoje (3) e no domingo de Páscoa

Publicidade

Quer ler as Colunas de Dan Kawa em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: apostas são premiadas após acertarem menos números
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: apostas são premiadas após acertarem menos números
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: quantas apostas dividiram prêmio de R$ 40 milhões?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: quantas apostas dividiram prêmio de R$ 40 milhões?
Imagem principal sobre o Quando será o próximo sorteio da Dupla Sena, após a Dupla de Páscoa 2026?
Logo E-Investidor
Quando será o próximo sorteio da Dupla Sena, após a Dupla de Páscoa 2026?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: veja os números sorteados do prêmio de R$ 40 milhões
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: veja os números sorteados do prêmio de R$ 40 milhões
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: apostou online? Veja como resgatar o prêmio de R$ 40 milhões
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: apostou online? Veja como resgatar o prêmio de R$ 40 milhões
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: apostou presencialmente? Veja como resgatar o prêmio de R$ 40 milhões
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: apostou presencialmente? Veja como resgatar o prêmio de R$ 40 milhões
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: até quando o prêmio de R$ 40 milhões pode ser pago?
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: até quando o prêmio de R$ 40 milhões pode ser pago?
Imagem principal sobre o Dupla de Páscoa 2026: relembre quantas apostas ganharam no ano passado
Logo E-Investidor
Dupla de Páscoa 2026: relembre quantas apostas ganharam no ano passado
Últimas: Colunas
Páscoa: renovar a vida também passa pelo dinheiro
Ana Paula Hornos
Páscoa: renovar a vida também passa pelo dinheiro

Mudar de vida é um desejo comum, mudar a forma de lidar com o dinheiro, nem sempre

04/04/2026 | 06h00 | Por Ana Paula Hornos
Os diversos tipos de capital para a bioeconomia na Amazônia
Fernanda Camargo
Os diversos tipos de capital para a bioeconomia na Amazônia

Não basta dinheiro, negócios sustentáveis dependem de lideranças locais, formação de equipes, capacidade de gestão, sucessão, governança e execução

03/04/2026 | 08h00 | Por Fernanda Camargo
Investir em saúde é investir no futuro
Carol Paiffer
Investir em saúde é investir no futuro

Da prevenção ao bem-estar, saúde se consolida como um investimento estratégico que gera oportunidades de mercado

03/04/2026 | 07h00 | Por Carol Paiffer
Guerra no Oriente Médio: os cenários para o petróleo e como investir em cada um
William Eid
Guerra no Oriente Médio: os cenários para o petróleo e como investir em cada um

Do choque energético ao alívio nos mercados, o conflito pode redesenhar inflação, juros, bolsas e crédito — e exige ajustes na carteira

02/04/2026 | 17h06 | Por William Eid

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador