• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Mega diluição pode tirar Casas Bahia (BHIA3) do Novo Mercado?

Maior conversão de dívida desde a fraude da Parmalat fez 'free float' cair para 14,5%, abaixo do mínimo do Novo Mercado

Por Einar Rivero

03/09/2025 | 16:00 Atualização: 03/09/2025 | 16:18

Receba esta Coluna no seu e-mail
Casas Bahia (Foto: Márcio Fernandes/ Estadão)
Casas Bahia (Foto: Márcio Fernandes/ Estadão)

A conversão de cerca de R$ 1,65 bilhão de debêntures e em ações fez com que os acionistas da Casas Bahia (BHIA3) sofressem a maior diluição entre as empresas listadas no Brasil desde 2010, quando ocorreu a fraude da Parmalat.

Leia mais:
  • “Não consigo ver espaço para ações brasileiras derreterem”, diz Dalton Gardimam, da Ágora
  • Tesouro Renda+ 2065 ou Bolsa. Qual investimento ganha mais com juros em 15%?
  • Ibovespa hoje cai com julgamento de Bolsonaro e PIB brasileiro no radar; dólar sobe a R$ 5,47
Cotações
25/02/2026 15h46 (delay 15min)
Câmbio
25/02/2026 15h46 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Desde 7 de agosto, a Casas Bahia, fundada em 1952 pelo imigrante polonês Samuel Klein, passou a ser controlada pela gestora Mapa Capital. Na data, a gestora converteu todas as debêntures conversíveis que estavam nas mãos do Bradesco e do Banco do Brasil em ações ordinárias. O movimento resultou na emissão de 558,8 milhões de papéis a R$ 2,95 cada, elevando a fatia da Mapa para aproximadamente 85,5% do capital social da companhia.

  • Leia mais: Empresas da B3 elevam lucros no 2º tri, mesmo com margens pressionadas e endividamento maior

O resultado foi uma transformação radical, característica de empresas em situações extremas. O número total de ações saltou de 95 milhões para 654 milhões, levando a Mapa Capital, que não era acionista, a se tornar controladora com uma fatia significativa da companhia.

Como consequência, os acionistas minoritários sofreram uma das diluições mais intensas de uma empresa aberta na Bolsa brasileira e suas participações caíram para 14,5% do original.

Publicidade

Uma diluição comparável só ocorreu com as ações da controladora da empresa de laticínios Parmalat, em 2010. Controlada por uma empresa de participações situada em um paraíso fiscal e negociada com o código MILK11, a participação dos minoritários caiu de R$ 100 para cerca de R$ 0,20 por meio de emissões sucessivas de ações que diluíram os primeiros acionistas.

  • Mesmo com Selic a 15%, 12 ações superaram o CDI ao longo do governo Lula; veja os destaques

A mega diluição da MILK11, no entanto, mostrou-se depois ser um grande caso de fraude contra os acionistas minoritários. Já no caso da Casas Bahia, sucessivos erros de gestão e o impacto da pandemia sobre as vendas no varejo físico são apontados pelos analistas como os principais motivos que levaram a empresa a uma situação na qual a conversão das debêntures em ações era a única solução para diminuir o endividamento e o custo financeiro crescentes.

O ônus para os investidores, no entanto, não é pequeno. Em termos práticos a conversão de dívida em ações significa perda de participação percentual nos resultados futuros, menor poder de voto e potencial queda no valor de mercado das ações devido ao aumento da oferta de papéis e à reprecificação do risco do ativo. As cotações das ações BHIA3 caíram 6% na sessão seguinte ao comunicado.

“Apesar da conversão levar a uma redução na despesa financeira e, consequente, melhorar o fluxo de caixa da companhia, isso pode não ser totalmente refletido nos preços atuais. Dessa forma, vimos a queda no papel como um movimento de ajuste à sua nova participação”, escreveu Daniella Eiger, head de Varejo e co-head de Equity Research da XP Investimentos.

Após a conversão, um minoritário que tivesse 10% do capital da varejista teria essa participação reduzida a 1,45%. “Com o movimento, os acionistas minoritários terão uma forte diluição na base acionária”, diz Eiger.

Relatórios de casas de análise e documentos publicados meses antes já discutiam cláusulas de conversão nas debêntures e simulavam efeitos dilutivos que, em algumas estimativas, poderiam chegar a percentuais elevados (relatórios mencionavam simulações com até cerca de 82% de diluição em cenários específicos).

  • Volume não é tudo: entenda por que dividendos gordos podem ser ciladas

Segundo Gabriel Succar, diretor de Relações com Investidores da Casas Bahia, os acionistas já tinham ciência dessa potencial diluição. “A questão foi o timing, mas foi no mesmo ano que já haveria potencial diluição, que seria outubro. Nesse sentido, acredito que os acionistas já tinham isso em mente. ”

A alavancagem operacional e financeira vinha sendo discutida em relatórios. Com dívidas crescentes e um custo financeiro pesado, a varejista foi obrigada a converter antecipadamente parte da dívida em capital. Desde junho de 2024 a Casas Bahia estava em um processo de recuperação extrajudicial com os principais credores, Bradesco e Banco do Brasil.

Publicidade

Segundo a empresa, a conversão foi a única alternativa para reduzir o endividamento. Ao divulgar os dados do primeiro trimestre de 2025 a rede varejista informou uma dívida bruta de cerca de R$ 4,4 bilhões e dívidas líquidas de cerca de R$ 3,2 bilhões.

  • Renda fixa ou variável? O que 10 anos de Ibovespa e CDI têm a nos ensinar

Mesmo com a operação, a Casas Bahia segue com um passivo de cerca de R$ 1,6 bilhão. Analistas estimaram que a redução de endividamento pode gerar uma economia anual em despesas financeiras na ordem de R$ 230 milhões.

Fonte: Elos Ayta

Redução do free float

Outra consequência da mega diluição foi que o “free float”, que representa o percentual das ações que não pertence aos controladores, caiu para 14,5%. No limite, essa queda do free float para um percentual inferior a 20% pode obrigar a empresa a deslistar suas ações do Novo Mercado, segmento de negociação especial da B3.

Distribuição acionária
Acionistas Participação antes Participação depois
Ações Part. (%) Ações Part. (%)
Mapa Capital 0 0,0% 558.791.401 85,5%
Goldentree Fundo em Ações 7.462.394 7,8% 7.462.394 1,1%
Twinsf Fundo Multimercado 6.604.018 6,9% 6.604.018 1,0%
Michael Klein 3.503.064 3,7% 3.503.064 0,5%
Ek-Vv Limited 3.278.591 3,4% 3.278.591 0,5%
Outros 74.223.789 78,1% 74.223.789 11,4%
Total de ações 95.072.000 100,0% 653.878.401 100,0%
Free float 95.072.000 100,0% 95.072.000 14,5%
Fonte: Elos Ayta e (a) Formulário de Referência CVM

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
  • casas bahia (BHIA3)
  • Debêntures
  • diluição de ações
  • mapa capital

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde com tarifas de Trump no radar e impulso de Vale e Petrobras

  • 2

    Bitcoin hoje a US$ 65 mil testa investidores em meio à volatilidade: “Mercado não espera consenso para vender”, diz Fabrício Tota

  • 3

    Crise no BRB muda a percepção de risco e traz alerta para investidores; veja o que fazer

  • 4

    Revés nas tarifas comerciais de Trump na Justiça reforça tese de dólar fraco e sustenta rali na Bolsa

  • 5

    Como o negócio de “dívida infinita” do Master sobreviveu a duas liquidações de bancos

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: o vale para recarga é cumulativo? Entenda
Logo E-Investidor
Gás do Povo: o vale para recarga é cumulativo? Entenda
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (25)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (25)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (25)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (25)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 6 situações que podem constar no CPF
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 6 situações que podem constar no CPF
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como verificar pendências no CPF?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como verificar pendências no CPF?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como consultar a situação cadastral do CPF?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como consultar a situação cadastral do CPF?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS: como vincular conta para saque no aplicativo?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS: como vincular conta para saque no aplicativo?
Imagem principal sobre o INSS: aposentados devem ficar atentos aos novos pagamentos desta semana
Logo E-Investidor
INSS: aposentados devem ficar atentos aos novos pagamentos desta semana
Últimas: Colunas
O trunfo na mão de Lula que pode redefinir as negociações com Trump
Thiago de Aragão
O trunfo na mão de Lula que pode redefinir as negociações com Trump

Brasil é hoje o segundo país do mundo em reservas de terras raras: governo deve usar isso a seu favor, articulando BNDES, fundos de pensão e investidores estrangeiros

25/02/2026 | 14h31 | Por Thiago de Aragão
Mais um banco na fila do FGC: o que isso revela ao mercado?
Marilia Fontes
Mais um banco na fila do FGC: o que isso revela ao mercado?

Liquidações recentes expõem distorções de incentivos, pressionam o caixa do FGC e podem encarecer crédito e serviços bancários

24/02/2026 | 17h30 | Por Marilia Fontes
Consórcio, carreira e aposta: quando a conta não fecha, a história convence
Ana Paula Hornos
Consórcio, carreira e aposta: quando a conta não fecha, a história convence

Decisões que parecem estratégicas podem esconder custos invisíveis: no dinheiro, no trabalho e no futuro

21/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
Agora o ano começou de verdade. E a sua estratégia já começou?
Carol Paiffer
Agora o ano começou de verdade. E a sua estratégia já começou?

Com um calendário fragmentado e mais feriados prolongados, 2026 exige planejamento tático, metas fracionadas e execução disciplinada para transformar energia em resultado

20/02/2026 | 15h26 | Por Carol Paiffer

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador