• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Mega diluição pode tirar Casas Bahia (BHIA3) do Novo Mercado?

Maior conversão de dívida desde a fraude da Parmalat fez 'free float' cair para 14,5%, abaixo do mínimo do Novo Mercado

Por Einar Rivero

03/09/2025 | 16:00 Atualização: 03/09/2025 | 16:18

Receba esta Coluna no seu e-mail
Casas Bahia (Foto: Márcio Fernandes/ Estadão)
Casas Bahia (Foto: Márcio Fernandes/ Estadão)

A conversão de cerca de R$ 1,65 bilhão de debêntures e em ações fez com que os acionistas da Casas Bahia (BHIA3) sofressem a maior diluição entre as empresas listadas no Brasil desde 2010, quando ocorreu a fraude da Parmalat.

Leia mais:
  • “Não consigo ver espaço para ações brasileiras derreterem”, diz Dalton Gardimam, da Ágora
  • Tesouro Renda+ 2065 ou Bolsa. Qual investimento ganha mais com juros em 15%?
  • Ibovespa hoje cai com julgamento de Bolsonaro e PIB brasileiro no radar; dólar sobe a R$ 5,47
Cotações
17/01/2026 13h27 (delay 15min)
Câmbio
17/01/2026 13h27 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Desde 7 de agosto, a Casas Bahia, fundada em 1952 pelo imigrante polonês Samuel Klein, passou a ser controlada pela gestora Mapa Capital. Na data, a gestora converteu todas as debêntures conversíveis que estavam nas mãos do Bradesco e do Banco do Brasil em ações ordinárias. O movimento resultou na emissão de 558,8 milhões de papéis a R$ 2,95 cada, elevando a fatia da Mapa para aproximadamente 85,5% do capital social da companhia.

  • Leia mais: Empresas da B3 elevam lucros no 2º tri, mesmo com margens pressionadas e endividamento maior

O resultado foi uma transformação radical, característica de empresas em situações extremas. O número total de ações saltou de 95 milhões para 654 milhões, levando a Mapa Capital, que não era acionista, a se tornar controladora com uma fatia significativa da companhia.

Como consequência, os acionistas minoritários sofreram uma das diluições mais intensas de uma empresa aberta na Bolsa brasileira e suas participações caíram para 14,5% do original.

Publicidade

Uma diluição comparável só ocorreu com as ações da controladora da empresa de laticínios Parmalat, em 2010. Controlada por uma empresa de participações situada em um paraíso fiscal e negociada com o código MILK11, a participação dos minoritários caiu de R$ 100 para cerca de R$ 0,20 por meio de emissões sucessivas de ações que diluíram os primeiros acionistas.

  • Mesmo com Selic a 15%, 12 ações superaram o CDI ao longo do governo Lula; veja os destaques

A mega diluição da MILK11, no entanto, mostrou-se depois ser um grande caso de fraude contra os acionistas minoritários. Já no caso da Casas Bahia, sucessivos erros de gestão e o impacto da pandemia sobre as vendas no varejo físico são apontados pelos analistas como os principais motivos que levaram a empresa a uma situação na qual a conversão das debêntures em ações era a única solução para diminuir o endividamento e o custo financeiro crescentes.

O ônus para os investidores, no entanto, não é pequeno. Em termos práticos a conversão de dívida em ações significa perda de participação percentual nos resultados futuros, menor poder de voto e potencial queda no valor de mercado das ações devido ao aumento da oferta de papéis e à reprecificação do risco do ativo. As cotações das ações BHIA3 caíram 6% na sessão seguinte ao comunicado.

“Apesar da conversão levar a uma redução na despesa financeira e, consequente, melhorar o fluxo de caixa da companhia, isso pode não ser totalmente refletido nos preços atuais. Dessa forma, vimos a queda no papel como um movimento de ajuste à sua nova participação”, escreveu Daniella Eiger, head de Varejo e co-head de Equity Research da XP Investimentos.

Após a conversão, um minoritário que tivesse 10% do capital da varejista teria essa participação reduzida a 1,45%. “Com o movimento, os acionistas minoritários terão uma forte diluição na base acionária”, diz Eiger.

Relatórios de casas de análise e documentos publicados meses antes já discutiam cláusulas de conversão nas debêntures e simulavam efeitos dilutivos que, em algumas estimativas, poderiam chegar a percentuais elevados (relatórios mencionavam simulações com até cerca de 82% de diluição em cenários específicos).

  • Volume não é tudo: entenda por que dividendos gordos podem ser ciladas

Segundo Gabriel Succar, diretor de Relações com Investidores da Casas Bahia, os acionistas já tinham ciência dessa potencial diluição. “A questão foi o timing, mas foi no mesmo ano que já haveria potencial diluição, que seria outubro. Nesse sentido, acredito que os acionistas já tinham isso em mente. ”

A alavancagem operacional e financeira vinha sendo discutida em relatórios. Com dívidas crescentes e um custo financeiro pesado, a varejista foi obrigada a converter antecipadamente parte da dívida em capital. Desde junho de 2024 a Casas Bahia estava em um processo de recuperação extrajudicial com os principais credores, Bradesco e Banco do Brasil.

Publicidade

Segundo a empresa, a conversão foi a única alternativa para reduzir o endividamento. Ao divulgar os dados do primeiro trimestre de 2025 a rede varejista informou uma dívida bruta de cerca de R$ 4,4 bilhões e dívidas líquidas de cerca de R$ 3,2 bilhões.

  • Renda fixa ou variável? O que 10 anos de Ibovespa e CDI têm a nos ensinar

Mesmo com a operação, a Casas Bahia segue com um passivo de cerca de R$ 1,6 bilhão. Analistas estimaram que a redução de endividamento pode gerar uma economia anual em despesas financeiras na ordem de R$ 230 milhões.

Fonte: Elos Ayta

Redução do free float

Outra consequência da mega diluição foi que o “free float”, que representa o percentual das ações que não pertence aos controladores, caiu para 14,5%. No limite, essa queda do free float para um percentual inferior a 20% pode obrigar a empresa a deslistar suas ações do Novo Mercado, segmento de negociação especial da B3.

Distribuição acionária
Acionistas Participação antes Participação depois
Ações Part. (%) Ações Part. (%)
Mapa Capital 0 0,0% 558.791.401 85,5%
Goldentree Fundo em Ações 7.462.394 7,8% 7.462.394 1,1%
Twinsf Fundo Multimercado 6.604.018 6,9% 6.604.018 1,0%
Michael Klein 3.503.064 3,7% 3.503.064 0,5%
Ek-Vv Limited 3.278.591 3,4% 3.278.591 0,5%
Outros 74.223.789 78,1% 74.223.789 11,4%
Total de ações 95.072.000 100,0% 653.878.401 100,0%
Free float 95.072.000 100,0% 95.072.000 14,5%
Fonte: Elos Ayta e (a) Formulário de Referência CVM

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ações
  • casas bahia (BHIA3)
  • Debêntures
  • diluição de ações
  • mapa capital

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

  • 2

    Ações para dividendos em 2026: as mais citadas nas carteiras e o porquê

  • 3

    Reag em liquidação: o que acontece agora com os investidores e fundos?

  • 4

    FGC paga quem perdeu na liquidação da Reag?

  • 5

    ITCMD: novas regras do "imposto da herança" entram em vigor em 2026

Publicidade

Quer ler as Colunas de Einar Rivero em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Logo E-Investidor
Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Imagem principal sobre o Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Imagem principal sobre o FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Logo E-Investidor
FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Imagem principal sobre o Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Logo E-Investidor
Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Imagem principal sobre o Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Logo E-Investidor
VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Imagem principal sobre o Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Imagem principal sobre o IPVA 2026: veja as datas de vencimentos das parcelas para veículos com placa final 3 em SP
Logo E-Investidor
IPVA 2026: veja as datas de vencimentos das parcelas para veículos com placa final 3 em SP
Últimas: Colunas
Caso Banco Master: quando a engenharia financeira sustenta o insustentável
Eduardo Mira
Caso Banco Master: quando a engenharia financeira sustenta o insustentável

Crise regulatória, promessas de rentabilidade irreal e estruturas opacas expõem fragilidades do mercado e reforçam a cautela do investidor

16/01/2026 | 14h12 | Por Eduardo Mira
É melhor gastar tempo brigando por política nas redes ou aprender sobre finanças?
Fabrizio Gueratto
É melhor gastar tempo brigando por política nas redes ou aprender sobre finanças?

O atraso financeiro do brasileiro em 2026 pode revelar menos um problema econômico e mais uma escolha comportamental

15/01/2026 | 14h00 | Por Fabrizio Gueratto
Quanto custa estudar na elite? Ranking revela as escolas mais caras do Brasil
Quanto custa?
Quanto custa estudar na elite? Ranking revela as escolas mais caras do Brasil

Levantamento da Forbes mostra quais colégios de alto padrão cobram valores elevados em troca de currículos internacionais, diplomas reconhecidos no exterior e preparação para universidades de prestígio

15/01/2026 | 11h04 | Por Quanto custa?
Crise no Irã e Estreito de Ormuz no radar: petróleo vira gatilho para Bolsa, dólar e crédito no Brasil
Thiago de Aragão
Crise no Irã e Estreito de Ormuz no radar: petróleo vira gatilho para Bolsa, dólar e crédito no Brasil

Instabilidade no Oriente Médio eleva prêmio de risco geopolítico e traz impactos diretos para petróleo, agronegócio e ativos brasileiros

14/01/2026 | 18h01 | Por Thiago de Aragão

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador