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Itaú concentra 35% da dívida ativa de SP; estoque equivale a uma Embraer

Lista das maiores devedoras revela concentração elevada do contencioso tributário; estoque soma R$ 56,6 bilhões e é dominado por grandes grupos

Por Einar Rivero

01/04/2026 | 18:08 Atualização: 01/04/2026 | 18:26

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Dívida ativa de São Paulo mostra forte concentração em grandes empresas, com destaque para o setor financeiro e o Grupo Itaú. (Imagem: Adobe Stock)
Dívida ativa de São Paulo mostra forte concentração em grandes empresas, com destaque para o setor financeiro e o Grupo Itaú. (Imagem: Adobe Stock)

A divulgação da lista das 50 maiores empresas com débitos inscritos na dívida ativa do município de São Paulo vai além de um exercício de transparência fiscal. Os dados revelam a dimensão de um contencioso tributário bilionário, altamente concentrado e com magnitude comparável a grandes companhias listadas na B3.

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No centro dessa fotografia está o Grupo Itaú (ITUB4), que acumula R$ 19,9 bilhões em discussões tributárias com o município, o equivalente a 35,1% de todo o estoque listado, que soma R$ 56,6 bilhões.

Para o investidor, a melhor forma de dimensionar esse número é compará-lo ao mercado. O montante concentrado no Itaú é praticamente equivalente ao valor de mercado da Isa Energia (ISAE3), estimado em cerca de R$ 20,3 bilhões. Em termos práticos, trata-se de um passivo em discussão que equivale ao valor integral de uma companhia aberta de porte relevante.

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A concentração não se limita ao topo individual. A estrutura da dívida ativa mostra um padrão claro de concentração entre poucos players.

As três maiores posições somam R$ 28,8 bilhões, ou 50,8% do total. As cinco maiores atingem R$ 34,1 bilhões (60,2%), enquanto as dez maiores concentram R$ 39,8 bilhões, o equivalente a 70,2% de toda a dívida analisada. O dado indica que o contencioso tributário municipal está longe de ser pulverizado, estando fortemente concentrado em um grupo restrito de grandes empresas.

Sob a ótica setorial, o predomínio do segmento financeiro é evidente. O setor responde por R$ 26 bilhões em dívidas, ou 46% do total. Dentro desse universo, o protagonismo do Itaú é ainda mais expressivo: o grupo concentra cerca de 76% de toda a dívida do setor financeiro listada.

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Na sequência, aparecem os setores de saúde, com R$ 10,1 bilhões (18%), e tecnologia, com R$ 8,2 bilhões (14,6%), segmentos caracterizados por disputas recorrentes envolvendo ISS e interpretações tributárias complexas.

É fundamental, no entanto, qualificar a natureza desses números. Os valores inscritos em dívida ativa não configuram, necessariamente, inadimplência definitiva. Em grande parte dos casos, tratam-se de montantes em discussão nas esferas judicial e administrativa, muitas vezes com a exigibilidade suspensa. Ou seja, são valores que podem, e frequentemente estão, sendo questionados pelas empresas por meio dos canais legais disponíveis, dentro do escopo do contencioso tributário.

Ainda assim, a dimensão absoluta do estoque chama atenção. O total de R$ 56,6 bilhões é equivalente ao valor de mercado da Embraer, atualmente na faixa de R$ 55,7 bilhões. A comparação evidencia que o volume dessas disputas fiscais tem escala semelhante à de uma das maiores companhias brasileiras listadas em bolsa.

Mais do que identificar devedores, o levantamento oferece uma leitura estruturada sobre o ambiente tributário brasileiro. A elevada concentração, a predominância de setores intensivos em serviços e o volume expressivo de disputas indicam um contencioso de natureza estrutural, associado tanto à complexidade regulatória quanto à sofisticação das operações corporativas.

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Para o mercado, o dado central não está apenas nos nomes ou nos valores isolados, mas na sinalização que emerge desse conjunto: um único grupo concentrando mais de um terço de toda a dívida ativa de uma metrópole como São Paulo evidencia o tamanho do desafio tributário no país, e reforça a importância de compreender esse passivo como parte integrante da análise econômica e financeira das grandes empresas.

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