• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Há ainda muitas dúvidas sobre o futuro da meta fiscal de 2024

Após reunião no Planalto na sexta-feira (17), foi decidido, por ora, que a meta de déficit zero será mantida

Por Erich Decat

20/11/2023 | 19:53 Atualização: 20/11/2023 | 19:53

Receba esta Coluna no seu e-mail
Fernando Haddad, ministro da Fazenda. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).
Fernando Haddad, ministro da Fazenda. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil).

Na última sexta-feira (17), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saiu nas principais manchetes como o vitorioso na queda de braço com setores da ala política do governo, do PT e do Congresso.

Leia mais:
  • Arcabouço fiscal: Subvenções e JCP ficarão pelo caminho?
  • Governo corre contra o tempo para aprovar agenda econômica
  • Entenda a situação do projeto no Congresso que acaba com os JCP
Cotações
28/02/2026 1h02 (delay 15min)
Câmbio
28/02/2026 1h02 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

As manchetes foram publicadas após reunião realizada no final da manhã, no Palácio do Planalto, com a presença dos demais representantes da área econômica, da articulação política e do relator do PLDO, deputado Danilo Forte (União/CE). Nela houve a decisão, por ora, de que a meta de déficit zero será mantida.

O entendimento ocorreu 21 dias depois de o presidente Lula dizer, num tradicional café da manhã com jornalistas que “dificilmente chegaremos à meta zero em 2024”. No mesmo café, o presidente disse que “eu não vou estabelecer uma meta fiscal que me obrigue começar o ano fazendo cortes de bilhões nas obras que são prioritárias para esse país”.

Publicidade

Duas peças desse quebra cabeça me chamaram muito a atenção nesta sexta-feira em que foi anunciada a manutenção da meta fiscal.

  1. O relator do PLDO, dep. Danilo Forte, saiu da reunião dizendo que ainda há formas de alterar a meta durante a discussão da Lei de Diretrizes do Orçamento de 2024. “A possibilidade de mudança poderá advir de alguma mudança no futuro, mas no presente o governo manteve a meta fiscal zero”, disse o deputado.
  2. O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, porta voz do anúncio, não respondeu à pergunta de uma jornalista quando ela questionou se a manutenção da meta é apenas por ora ou se era uma decisão definitiva.

Contraproducente

Com base na nossa leitura dos cenários de Brasília, entendo que ainda não foi tomada uma decisão final sobre uma possível mudança da meta fiscal. É verdade que o ministro Haddad depois de ser colocado nas cordas, ganhou mais um round, na sexta-feira. Mas é verdade também que essa “luta” ainda terá vários outros pela frente. Ela não se encerrou na sexta-feira.

Olhando em perspectiva, considero que dentro da atual dinâmica política, em que o governo tenta aprovar no Congresso projetos que visam aumentar a arrecadação em 2024, faz todo o sentido o Executivo bater o pé. Ou seja, seria contraproducente, neste momento, renunciar à posição de manutenção da meta fiscal.

É preciso ter em mente que o jogo está em curso, as negociações estão ocorrendo, as peças estão em movimento. Lembro que historicamente é na reta final do ano que a comporta das emendas parlamentares se abre. Isso vai ajudar no humor do congressista na hora de votar parte (não todas) das medidas saneadoras. Então, por que jogar a toalha agora?

Além disso, no meio do vai e vem de Brasília, o ministro Haddad tirou da cartola uma nova interpretação jurídica que, de certa forma, acalmou, momentaneamente, setores da ala política do governo, do PT e do Congresso.

Qual foi a mágica apresentada por Haddad?

No bojo do imbróglio, surgiram horas depois da reunião do Palácio do Planalto a informação de que o governo pretende fazer uma gambiarra jurídica baseada em novas intepretações a respeito do que prevê o Marco Fiscal. A ideia é minimizar ao máximo a possibilidade de ter algum contingenciamento (congelamento) do Orçamento de 2024. Como vimos acima, comprimir os investimentos em ano eleitoral é tudo o que o presidente não quer. E adiciono que é tudo o que o Congresso também não deseja.

Publicidade

A tal gambiarra tem como base o seguinte. Primeiro falando de uma forma bem simplificada. O Marco Fiscal prevê o congelamento das despesas, caso o governo não consiga arrecadar o que estava previsto. A ideia é introduzir no PLDO um artigo que deixa claro que, mesmo com o congelamento das despesas, o governo poderá ter um piso e um teto de gastos.

Indo para a nova regra fiscal. Ela prevê uma trava de contingenciamento do Orçamento em até 25% das despesas discricionárias (recursos que são direcionados para investimentos e custeio da máquina pública). A tal emenda apresentada pelo líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, garantiria um crescimento mínimo das despesas, de 0,6% a 2,5%, acima da inflação.

Multiplica daqui, soma dali a combinação dessas duas regras resultaria num potencial congelamento das despesas de cerca R$ 22 bilhões, em 2024.

A peça-chave desse quebra cabeça é que o valor é menos da metade do que o estimado inicialmente. Antes da emenda do senador Randolfe, o entendimento era de que, uma vez o governo não atingindo a meta de déficit primário, seria acionado um gatilho do Marco Fiscal, que contingenciaria cerca de R$ 53 bilhões das despesas discricionárias.

Publicidade

Sim, o tema é controverso e ainda está sendo digerido pelos representantes do mercado financeiro.

Lembro que esses cálculos acima são feitos levando em conta a aprovação de parte dos projetos de aumento de arrecadação. Apesar do governo poder abrir a comporta das emendas parlamentares nestes próximos dias, os projetos ainda não têm um destino certo no Congresso. Assim como não há uma certeza do verdadeiro potencial de arrecadação de algumas propostas, após a passagem delas, pela Câmara e o pelo Senado.

Para concluir, volto para o início, quando digo que há ainda muitas dúvidas sobre o futuro da meta fiscal de 2024.

Vamos acompanhando.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • Congresso
  • despesas
  • Economia
  • Fernando Haddad
  • orçamento

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Instabilidade política nos EUA enfraquece o dólar como porto seguro e beneficia Trump

  • 2

    IR 2026: o que realmente muda e o que é mito na nova fase de fiscalização da Receita

  • 3

    Imposto sobre herança deve mudar em SP

  • 4

    Banco do Brasil: 8 sinais por trás da alta de 25% e 11 alertas no radar do investidor

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda com Vale (VALE3) em baixa e repercussão do balanço da Nvidia

Publicidade

Quer ler as Colunas de Erich Decat em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como saber quais são os locais de revenda credenciados?
Imagem principal sobre o Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: qual grupo recebe o auxílio hoje (27)?
Imagem principal sobre o INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Logo E-Investidor
INSS: qual grupo recebe o benefício hoje (27)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é a malha fina?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário: veja 2 exemplos de bloqueio do saldo do FGTS
Logo E-Investidor
Saque-aniversário: veja 2 exemplos de bloqueio do saldo do FGTS
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 motivos para cair na malha fina
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 motivos para cair na malha fina
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quais são os canais de atendimento para os beneficiários?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quais são os canais de atendimento para os beneficiários?
Imagem principal sobre o Gás do Povo: como o valor do vale é definido?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: como o valor do vale é definido?
Últimas: Colunas
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos
Fabrício Tota
Bitcoin no divã: por que o rótulo de “ouro digital” pode aprisionar a tese e limitar investimentos

Após forte alta e correção recente, o Bitcoin volta a levantar dúvidas no mercado sobre seu papel como reserva de valor

27/02/2026 | 14h59 | Por Fabrício Tota
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software
William Castro
Do hype aos novos preços na bolsa: como a IA está mudando o jogo das empresas de software

Nova onda de inteligência artificial domina as atenções em Wall Street e reacende o debate sobre o futuro das empresas de SaaS

26/02/2026 | 17h04 | Por William Castro, estrategista-chefe da Avenue. Colaboração, Tito Ávila, Sócio Fundador da LIS Capital
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai
Fabrizio Gueratto
Guardem dinheiro: um pai sustenta 5 filhos, mas 5 filhos não sustentam um pai

Brasil envelhece rápido e terá menos contribuintes; sem poupança própria, depender da Previdência ou dos filhos será cada vez mais incerto

26/02/2026 | 14h27 | Por Fabrizio Gueratto
Liquidez explode na B3 e coloca 2026 na rota do 2º maior volume da história


Einar Rivero
Liquidez explode na B3 e coloca 2026 na rota do 2º maior volume da história



Com entrada recorde de capital estrangeiro e Ibovespa em máximas históricas, mercado à vista da B3 recupera profundidade e sinaliza mudança de fase no ciclo acionário brasileiro

25/02/2026 | 17h28 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador