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Colunista

‘Make Bitcoin Great Again’: como a eleição de Trump redefine o mundo cripto

Sob o governo Trump, esperam-se políticas que impulsionem diretamente a adoção de criptoativos nos EUA

Por Fabricio Tota

08/11/2024 | 16:05 Atualização: 08/11/2024 | 16:05

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O bitcoin é a maior criptomoeda em valor de mercado (Foto:: Envato Elements)
O bitcoin é a maior criptomoeda em valor de mercado (Foto:: Envato Elements)

O metaverso está em festa. Essa poderia ser uma bela manchete, se o conceito que foi um dos grandes hypes de 2021 tivesse prosperado. Mas quem está em festa mesmo é a criptosfera e também Wall Street. A Faria Lima? Não muito — poderia estar muito mais feliz se gostasse de Bitcoin, mas sem problemas quanto a isso. Pois bem, o Bitcoin atingiu no fim do mês de outubro sua máxima histórica em reais, superando a marca anterior mesmo antes de atingir sua máxima em dólares.

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Em março deste ano, publiquei nesse espaço uma coluna com a provocação “é tarde para comprar Bitcoin?”. No texto, eu pedia — ou implorava — que o leitor comprasse Bitcoin. Escrevi exatas oito vezes a expressão “compre Bitcoin“. Quando concluí o texto publicado em março, o BTC estava cotado a cerca de R$ 250 mil, e hoje, oito meses depois, já ultrapassamos R$ 400 mil. São 70% de valorização em oito meses. Quem começou a investir naquele momento ou manteve sua posição já está colhendo os frutos de uma visão de longo prazo que parecia distante, mas se mostrou acertada com uma velocidade impressionante​​.

  • Leia mais: Vitória de Donald Trump atrai fluxo bilionário para os ETFs de bitcoin

É ainda mais impressionante quando comparamos com outras categorias de investimento, como o índice Bovespa, que praticamente andou de lado no mesmo período, com um ganho em torno de 1%.

Temos algumas explicações para a performance incrível do Bitcoin, e vale a pena começarmos pelo motivo de sua máxima histórica ter chegado primeiro em reais do que em dólares: a valorização do dólar frente ao real. Nos EUA, as taxas de juros elevadas mantidas pelo Federal Reserve para controlar a inflação têm atraído capital global para ativos denominados em dólar, fortalecendo a moeda americana.

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Paralelamente, o cenário fiscal no Brasil contribui para a pressão no câmbio. Incertezas quanto ao cumprimento de metas orçamentárias e a percepção de um possível afrouxamento fiscal aumentam o risco para investidores, enfraquecendo o real. Como consequência, o preço do Bitcoin em reais sobe, evidenciando o papel do BTC como reserva de valor, especialmente em economias mais frágeis como a nossa.

A eleição de Trump e o efeito no mercado cripto

Com a recente eleição de Donald Trump, o mercado de criptoativos entrou em uma nova fase de otimismo. Trump tem se mostrado abertamente favorável ao setor, e tudo indica que o chairman da SEC, Gary Gensler — um crítico fervoroso das criptomoedas — será substituído. O novo comando na SEC promete uma abordagem mais flexível, criando um ambiente de regulação favorável, incentivando a inovação no setor e reequilibrando o setor cripto globalmente. Nos últimos meses, o eixo da criptosfera foi totalmente deslocado para fora dos EUA.

  • Por que o bitcoin sobe com a eleição de Trump nos EUA?

Essa mudança não é apenas simbólica. Sob o governo Trump, espera-se uma série de políticas que impulsionem diretamente a adoção de criptoativos nos EUA, incluindo incentivos à mineração de Bitcoin e uma regulação que reconhece as particularidades do mercado de ativos digitais. Ao lado de um Congresso mais alinhado à agenda cripto, o Bitcoin ganha uma plataforma de crescimento sem precedentes, possibilitando uma adesão mais ampla — tanto entre grandes instituições quanto entre investidores de varejo.

Para os investidores globais, a vitória de Trump projeta um ciclo de valorização robusto para o Bitcoin, criando um cenário em que o preço do BTC pode ultrapassar todas as máximas anteriores. Essa nova administração pode fazer com que outras empresas e instituições financeiras se abram ao mundo cripto, seguras de que não serão perseguidas pelos reguladores por estarem, por exemplo, provendo serviços para players cripto.

O Bitcoin e a força da BlackRock

No Digital Assets Conference Brazil 2024 (DAC 2024), evento promovido pelo Mercado Bitcoin em outubro, Jay Jacobs, diretor global de Estratégia de Ativos Digitais da BlackRock, trouxe um posicionamento poderoso: o Bitcoin, mais do que uma aposta especulativa, é o “ouro digital” da nova era. Segundo Jacobs, a BlackRock enxerga o BTC como uma classe de ativos emergente, com características de reserva de valor semelhantes ao ouro, mas com vantagens próprias, como a portabilidade e a independência de governos ou bancos centrais. Essa perspectiva ganha ainda mais peso quando lembramos que a BlackRock, o maior gestor de ativos do mundo, está endossando o Bitcoin em um momento de crescente desconfiança nas moedas fiduciárias, conforme reforçado por Larry Fink, CEO da empresa, que vê o BTC como o começo de uma revolução financeira que pode reconfigurar portfólios globais.

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A aprovação do ETF de Bitcoin à vista pela SEC foi um marco que solidificou o BTC como uma opção viável para fundos institucionais, que agora têm uma via regulamentada para investir no ativo. O ETF oferece uma porta de entrada para bilhões de dólares em capital institucional que antes hesitavam devido à ausência de mecanismos seguros e regulamentados. Com isso, o Bitcoin não é mais uma exclusividade de investidores cripto nativos; ele se torna uma peça acessível a fundos de pensão, endowments universitários e outros investidores institucionais tradicionais que antes o viam com receio. Como resultado, o BTC está deixando de ser uma classe de nicho e ganhando tração entre as principais alocações de ativos ao lado de classes consolidadas, como ações e títulos.

Esse movimento da BlackRock e de outros gigantes institucionais eleva o Bitcoin a um novo patamar de legitimidade, em que ele não só atrai, mas também consolida sua posição como ativo estratégico em portfólios diversificados. Jacobs enfatizou no DAC 2024 que a demanda institucional está crescendo de forma consistente e que os investidores, especialmente as gerações mais jovens, estão cada vez mais inclinados a incluir Bitcoin como reserva de valor e proteção contra a inflação. Com o respaldo da BlackRock e de outros players institucionais, o BTC ganha uma camada de confiança e credibilidade que o mercado tradicional exige, e isso não apenas beneficia o Bitcoin diretamente, mas fortalece o ecossistema cripto como um todo. Esse avanço é um passo definitivo para o Bitcoin se consolidar como uma das grandes alternativas de investimento da próxima década.

A infraestrutura está pronta. Ainda que em um cenário adverso, no qual podemos dizer que os ETFs foram aprovados apesar da má vontade de Gary Gensler, alguns heróis conseguiram criar a infraestrutura necessária para que, agora sob a administração de Donald Trump, mais e mais decisores movam seu olhar para o Bitcoin e o mundo cripto.

A importância de começar: aportes constantes e disciplina

No artigo de março, enfatizei a importância de uma estratégia conhecida no mundo cripto como Dollar Cost Averaging (DCA) — mas que prefiro chamar de “aportes constantes”. A ideia é simples e bastante conhecida: o investidor compra o ativo periodicamente, pouco a pouco, independentemente do preço. Essa última parte é fundamental e vou repetir: independentemente do preço. É tentador tentar operar o mercado, achar que talvez seja melhor comprar amanhã, porque acha que vai cair. Ou não comprar esse mês porque subiu demais. Mas é uma abordagem perigosa. Já a abordagem poderosa para acumular Bitcoin é a estratégia dos aportes constantes ao longo do tempo, que ajudam a diluir a volatilidade e evitam o desgaste de tentar prever o mercado, algo que até os especialistas têm dificuldade em acertar.

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Aqui em casa, apliquei essa filosofia de forma muito especial: com a mesada do meu filho. Toda vez que ele recebia o valor, separávamos uma parte para comprar Bitcoin, mês após mês, fosse na alta ou na baixa. Até agora foram pouco mais de três anos de paciência e disciplina, e posso dizer que cada pequeno aporte rendeu frutos: ele já acumulou um retorno superior a 160%. Esse hábito — que começou como uma simples ideia de poupança — se transformou em uma lição sobre consistência e visão de longo prazo, algo que eu espero que ele leve para o resto da vida.

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Ao invés de ficar à mercê das variações de preço, a estratégia dos aportes constantes permite ao investidor focar na acumulação. É uma forma de construir uma reserva de valor com tranquilidade, sem ansiedade para acertar “o momento certo”. No final, o que importa é o hábito e a paciência de acreditar no potencial do Bitcoin para o longo prazo.

Compre Bitcoin, com consciência, vontade e visão de longo prazo

Investir em Bitcoin não é apenas uma jogada tática, mas uma decisão estratégica. Como já escrevi antes: o maior risco é não ter Bitcoin. Estamos diante de uma nova etapa de valorização e adoção. Os ETFs, o halving que reduz a emissão de novas unidades e o potencial retorno de políticas econômicas favoráveis nos EUA com a eleição de Trump criam um cenário com vetores importantes para o crescimento contínuo do ativo.

Minha mensagem permanece: compre Bitcoin, compre com a consciência de que esse é um investimento que exige visão de longo prazo. Mas, sobretudo, compre com vontade. Aquela ideia de “comprar só um pouquinho para ver o que acontece” já é passado — e não vai funcionar. É um ativo que merece uma alocação estratégica e substancial, da ordem de 10% do portfólio para o investidor médio. A volatilidade não deve ser vista como um obstáculo, mas como parte do processo de maturação de um ativo que continua a evoluir e atrair mais adeptos. Estamos às portas de um novo momento para o mundo cripto. A festa estava boa, muito boa, sem os EUA. Mas não podemos desprezar o potencial positivo que a presença da maior economia do mundo tem para tornar o cenário ainda melhor.

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