• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O brasileiro confunde estabilidade com segurança, e paga caro por isso

Com juros altos e inflação mais comportada, a inércia virou estratégia, e também a forma mais silenciosa de perder patrimônio no Brasil

Por Fabrizio Gueratto

25/12/2025 | 6:30 Atualização: 23/12/2025 | 20:12

Receba esta Coluna no seu e-mail
Juros elevados e inflação mais previsível reforçam a falsa sensação de segurança financeira. Entenda por que o brasileiro confunde estabilidade com proteção e como a inércia corrói o patrimônio ao longo do tempo. (Imagem: Adobe Stock)
Juros elevados e inflação mais previsível reforçam a falsa sensação de segurança financeira. Entenda por que o brasileiro confunde estabilidade com proteção e como a inércia corrói o patrimônio ao longo do tempo. (Imagem: Adobe Stock)

O maior erro financeiro do brasileiro hoje não está no risco que ele assume. Está no risco que ele evita. Depois de meses de inflação mais previsível e juros elevados, formou-se uma sensação coletiva de que basta “não mexer no dinheiro” para estar protegido. A ideia parece sensata. Mas quase sempre esconde uma armadilha: a estabilidade que tranquiliza é a mesma que impede qualquer evolução patrimonial.

Leia mais:
  • OPINIÃO. A conta chegou à vista para o brasileiro, mas o discurso ainda está parcelado
  • OPINIÃO. Por que o aumento do salário mínimo é insustentável?
  • IBGE fala que a renda do País só aumenta, mas então como o consumo cai?
Cotações
22/02/2026 2h46 (delay 15min)
Câmbio
22/02/2026 2h46 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Esse comportamento nasce de uma crença antiga. O brasileiro foi treinado a se defender da volatilidade. Sempre que o cenário acalma, ele interpreta a calmaria como um convite à paralisia. O problema é que estabilidade não é um destino. É uma pausa. E quem usa essa pausa para nada fazer apenas transfere o custo para o futuro. A conta chega, mais silenciosa, mais lenta e muito mais alta.

No plano macroeconômico, a situação é ainda mais evidente. Juros altos recompensam quem investe com atenção e punem quem confunde rendimento nominal com ganho real. A inflação menor não significa que o custo de vida parou de aumentar. Ele só subiu de forma mais organizada. E, nesse ambiente, deixar dinheiro parado virou a forma mais confortável de perder poder de compra sem perceber. A perda é discreta, mas constante.

Publicidade

O passo seguinte desse comportamento é previsível: o investidor comum começa a esperar condições perfeitas para agir. Espera a melhor taxa, o melhor mês, o melhor governo, a melhor notícia. Espera porque acredita que esperar elimina o risco. Só que nenhum ciclo econômico oferece perfeição. O que ele oferece é oportunidade, e oportunidade nunca aparece para quem está imóvel. Acredite. O Brasil sobreviveu a Collor, Sarney e Dilma. Vai sobreviver ao próximo presidente.

Há uma diferença clara entre prudência e paralisia. Prudência é ajustar a rota conforme o cenário muda. Paralisia é fingir que o cenário não muda para não ajustar nada. Famílias que deixam o dinheiro parado como forma de proteção não estão preservando patrimônio. Estão permitindo que ele diminua, centavo por centavo, enquanto acreditam que estão sendo cautelosas.

A verdade incômoda é que segurança financeira não nasce da estabilidade. Ela nasce da capacidade de atravessar a instabilidade. De revisar, diversificar, corrigir e aprender. E nenhuma dessas coisas é compatível com a ideia de que “se eu não mexer, nada de ruim acontece”.

O brasileiro paga caro por confundir estabilidade com segurança porque estabilidade não constrói nada. Ela só mantém o que já existe. E, no Brasil, manter já é perder. Quem acha que está seguro porque não se mexe está apenas adiando o momento em que vai descobrir que segurança exige aço.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Inflação
  • segurança financeira
  • Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    O ouro está se tornando o “novo dólar”, diz um dos gestores de fundos de hedge mais temidos de Wall Street

  • 2

    A reação do mercado à derrubada das tarifas de Trump pela Suprema Corte

  • 3

    Brasileiros cruzam a fronteira em busca de menos impostos; vale a pena?

  • 4

    Ibovespa fecha em patamar recorde, acima dos 190 mil pontos, após Suprema Corte derrubar tarifas de Trump

  • 5

    Com Master, Will Bank e agora Pleno, o FGC é acionado repetidamente. Qual é o limite?

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fabrizio Gueratto em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Harry Styles no Brasil: veja quais são os Pacotes VIP e preços
Logo E-Investidor
Harry Styles no Brasil: veja quais são os Pacotes VIP e preços
Imagem principal sobre o IPVA de São Paulo 2026: qual placa tem o vencimento hoje (21)?
Logo E-Investidor
IPVA de São Paulo 2026: qual placa tem o vencimento hoje (21)?
Imagem principal sobre o Harry Styles no Brasil: veja os setores e os valores dos ingressos
Logo E-Investidor
Harry Styles no Brasil: veja os setores e os valores dos ingressos
Imagem principal sobre o PREVBarco do INSS: 6 cidades recebem atendimento ainda em fevereiro de 2026
Logo E-Investidor
PREVBarco do INSS: 6 cidades recebem atendimento ainda em fevereiro de 2026
Imagem principal sobre o Pix fora do ar? 3 maneiras simples de pagar as contas durante instabilidades
Logo E-Investidor
Pix fora do ar? 3 maneiras simples de pagar as contas durante instabilidades
Imagem principal sobre o Rolex 6 Horas de São Paulo: veja o valor dos ingressos e pacotes
Logo E-Investidor
Rolex 6 Horas de São Paulo: veja o valor dos ingressos e pacotes
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: como funciona a multa em caso de atraso?
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: como funciona a multa em caso de atraso?
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: calendário de vencimentos de fevereiro de 2026
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: calendário de vencimentos de fevereiro de 2026
Últimas: Colunas
Consórcio, carreira e aposta: quando a conta não fecha, a história convence
Ana Paula Hornos
Consórcio, carreira e aposta: quando a conta não fecha, a história convence

Decisões que parecem estratégicas podem esconder custos invisíveis: no dinheiro, no trabalho e no futuro

21/02/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
Agora o ano começou de verdade. E a sua estratégia já começou?
Carol Paiffer
Agora o ano começou de verdade. E a sua estratégia já começou?

Com um calendário fragmentado e mais feriados prolongados, 2026 exige planejamento tático, metas fracionadas e execução disciplinada para transformar energia em resultado

20/02/2026 | 15h26 | Por Carol Paiffer
OPINIÃO. Banco Master e as lições para o modelo de supervisão do Banco Central
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Banco Master e as lições para o modelo de supervisão do Banco Central

As liquidações recentes expõem fragilidades na supervisão bancária e levantam a necessidade de revisão permanente dos mecanismos de controle

19/02/2026 | 15h32 | Por Fabrizio Gueratto
Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas
Einar Rivero
Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas

Uma comparação simples mostra o impacto das plataformas de distribuição na desconcentração do mercado financeiro brasileiro

18/02/2026 | 14h21 | Por Einar Rivero

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador