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Colunista

OPINIÃO. 2025: preparem-se para estes impactos!

O ano nos reserva inúmeros desafios que terão consequências significativas para o meio ambiente, a economia e a sociedade em geral

Por Fernanda Camargo

14/01/2025 | 17:46 Atualização: 14/01/2025 | 17:48

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Os desafios de 2025 ultrapassam a economia. Imagem: Adobe Stock
Os desafios de 2025 ultrapassam a economia. Imagem: Adobe Stock

O mundo enfrenta vários riscos e desafios globais diferentes em 2025. Muitos deles estão interligados e têm potencial para se agravar. Desde o aumento das tensões geopolíticas e a aceleração da adoção da Inteligência Artificial, até os receios sobre o risco da próxima pandemia e os impactos das alterações climáticas, 2025 nos reserva inúmeros desafios que terão consequências significativas para o meio ambiente, a economia e a sociedade em geral.

Leia mais:
  • Riscos climáticos, furacões, queimadas, enchentes… Havia mais futuro no passado
  • Índia dá o exemplo de como a tecnologia pode transformar uma nação
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Segundo as principais agências internacionais, em 2024 o mundo ultrapassou os 1,5ºC de aquecimento pela primeira vez e este aumento “extraordinário” na temperatura média global provocou receios de que as alterações climáticas estejam acelerando mais rápido do que o esperado.

Foi o primeiro ano em que as temperaturas médias ultrapassaram a meta do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento desde o período pré-industrial abaixo de 2ºC e, de preferência, a 1,5ºC. As catástrofes climáticas de 2024 — de inundações a ondas de calor — não são uma anomalia estatística, estão ligadas às alterações climáticas que o aumento de emissões de dióxido de carbono e de metano.

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Quase um quinto dos oceanos no mundo apresentaram temperaturas recordes em 2024, segundo a Copernicus Climate Change Service. Os níveis globais de água na atmosfera atingiram níveis recordes, 5% acima da média de 1991-2020, alimentando ondas de calor sem precedentes e chuvas intensas. A NASA relata que 90% do aquecimento global está ocorrendo no oceano. Consequentemente, as temperaturas mais quentes dos oceanos resultam em tempestades com velocidades de vento mais elevadas e níveis mais elevados de inundações.

  • Crise nas seguradoras: moradores ficam desamparados sob impacto das mudanças climáticas

Perdas de colheitas e secas nos EUA

A baixa pluviosidade na região dos celeiros dos EUA, o Meio-Oeste, também levou a perdas de colheitas de 37% em 2023, seguidas por uma “seca repentina” em 2024 que poderá levar ao aumento dos preços dos alimentos em 2025. Mais de 45% das terras nos EUA estão atualmente afetadas e 50% da colheita de trigo está em perigo. Um estudo de 2023 concluiu que é provável que as secas repentinas aumentem, potencialmente mais do que duplicando, como resultado das alterações climáticas.

Enquanto escrevo este artigo, Los Angeles pega fogo e os bombeiros não têm água. A área total queimada é de aproximadamente 156 km² (uma área maior que Paris!), segundo o Departamento Florestal e de Incêndios da Califórnia – Cal Fire. Os incêndios florestais da região devem se tornar um dos desastres naturais mais caros do país, com prejuízo entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões apenas para as seguradoras. A perda econômica total, incluindo danos com perdas de mercadorias e imóveis por exemplo, deve ultrapassar US$ 50 bilhões, segundo a imprensa americana. Muitas seguradoras simplesmente cancelaram milhares de apólices na região culpando a inflação e a exposição a catástrofes. Segundo moradores da região, não se fala sobre mudanças climáticas.

Seis organizações de monitoramento climático organizaram uma divulgação coordenada de dados climáticos de 2024 poucos dias antes do presidente eleito, Donald Trump, retirar os EUA do Acordo de Paris.

Prevendo uma reação política contra a ação climática, os seis maiores bancos americanos: JP Morgan, Citigroup, Bank of America, Morgan Stanley, Wells Fargo e Goldman Sachs abandonaram a Net Zero Banking Alliance. Durante sua campanha Trump prometeu desregulamentar o setor energético, desmantelar as regras ambientais e “drill, baby, drill” (“perfurar, baby, perfurar”). Essa política deverá constituir uma parte fundamental do seu plano de governo para os EUA, o maior produtor mundial de petróleo e gás.

  • BofA calcula os impactos das mudanças climáticas nos setores da Bolsa

IA, ameaças, hackers e desinformação

Além das questões climáticas, as ameaças relacionadas com a inteligência artificial (IA) são algumas das mais mencionadas atualmente, com inúmeros desafios decorrentes do seu rápido desenvolvimento. Os pesquisadores do Google Cloud alertaram que os hackers usarão cada vez mais a IA para fins maliciosos, incluindo hacking, phishing, fraude, deep fakes e para fins geopolíticos, como bioterrorismo, espionagem e crimes cibernéticos. A ameaça existencial da IA, bem como a forma como irá abalar os mercados de trabalho, também são significativos.

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O tema do Fórum Econômico Mundial em Davos na semana que vem é “Colaboração para a Era Inteligente”. O conceito baseia-se na sugestão do [economista alemão] Klaus Schwab de que as tecnologias convergentes estão remodelando rapidamente o mundo, empurrando-nos para um ponto de inflexão, “uma era muito além da tecnologia apenas”, diz ele. “Esta é uma revolução social, que tem o poder de elevar a humanidade – ou mesmo de quebra-la.”

No ano passado, o Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial apontava que a desinformação era um dos fatores contribuindo para uma ordem global instável, narrativas polarizadas e pela insegurança. A desinformação aparecia como um risco maior que o climático e incerteza econômica. O Forum convocava líderes para juntos enfrentarem as crises de curto prazo, bem como estabelecer as bases para um futuro mais resiliente, sustentável e inclusivo. É impressionante como o mundo caminhou para o lado oposto.

Na semana passada, a proprietária do Facebook, Meta, se preparando para o retorno de Donald Trump, anunciou que vai encerrar seu programa de verificação de fatos de terceiros e, em vez disso, deixará que os usuários sinalizem informações erradas.

Aumento dos conflitos geopolíticos

Fora isso tudo, o aumento das guerras sobre as cadeias de abastecimento mostra pressões sobre os recursos e os esforços que os países estão fazendo para proteger suas rotas comerciais e até mesmo para utilizar as próprias cadeias de abastecimento para espionar ou prejudicar os adversários. Numa era de globalização, com o aumento dos conflitos geopolíticos surge a crescente fragilidade das cadeias de abastecimento, quando estas dependem de parceiros potencialmente em conflito.

Simultaneamente, as crescentes ameaças nucleares da Rússia, as tensões geopolíticas entre os EUA e a Rússia, os parceiros europeus da NATO, a China, o Irã e a Coreia do Norte aumentaram significativamente nos últimos anos.

Os desafios da COP30 em Belém

Enquanto isso, no Brasil, o ano terminou amargo. O pacote de cortes de gastos do governo decepcionou e sacramentou o pessimismo do mercado com o fiscal. A deterioração do cenário doméstico se refletiu na abertura da curva de juros, na queda da bolsa, e na desvalorização aguda do real, que fechou o ano em R$ 6,17 e exigiu atuação do Banco Central.

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Mesmo diante desse cenário econômico, tenho esperança de que ainda podemos ser uma das melhores alternativas para investimentos climáticos. Este ano vamos sediar a COP30 (Conferência do Clima) em Belém e temos o desafio de recuperar a credibilidade das negociações multilaterais enfraquecidas desde a última COP no Azerbaijão.

Principais temas para a COP30 em Belém:

  • Fundo para as Florestas Tropicais para Sempre: modelo de fundo global proposto pelo governo brasileiro para global para financiar a conservação de florestas tropicais. Os países desenvolvidos fariam aportes e não doações ao fundo, que terá uma remuneração anual. A ideia é captar US$ 250 bilhões e beneficiar 80 países.
  • Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB). Segundo o Ministério da Fazenda, uma taxonomia das finanças sustentáveis pode servir como um instrumento central para mobilizar e redirecionar os fluxos de capitais para os investimentos necessários para o enfrentamento à crise climática.
  • Integração dos mercados globais de carbono. Com a implementação do Artigo 6º na COP29, que estabelece padrões para um mercado de carbono centralizado no âmbito da ONUe regras para a integridade dos créditos, existe a possibilidade da criação de um mercado para as nações que já dispõem de normas sobre o tema.

Com tudo que já aconteceu na primeira semana do ano, não posso simplesmente desejar Feliz Ano Novo!

Então para 2025 eu desejo: mais empatia, menos apego, menos crenças, mais solidariedade, mais compaixão, menos ego, mais amor… Que sejamos humildes e humanos. Que nossa alma seja de criança, independentemente da idade. Que tenhamos um propósito, um que justifique nossa presença no mundo. Que respeitemos a individualidade de cada um. Que encontremos no outro o melhor de nós. Que lembremos todos os dias que somos finitos. Que a gente aprenda a perder pra ganhar, diminuir pra crescer. Que os sonhos persistam apesar das derrotas.

Que possamos nos questionar sobre o que construímos até aqui e como seria um mundo mais justo e respeitoso em relação ao meio ambiente e a nós mesmos – já que estamos totalmente conectados.

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