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Colunista

As melhores pagadoras de dividendos na carteira de Luiz Barsi para 2021

Confira as empresas com mais chances de se destacar, com dividend yield superior a 7% a.a., segundo ele

Por Louise Barsi

23/12/2020 | 11:00 Atualização: 23/12/2020 | 17:19

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Foto: Evanto Elements
Foto: Evanto Elements

Todo mês de dezembro é a mesma coisa. Os analistas tiram a poeira e lustram as suas bolas de cristal na tentativa de prever como será o próximo ano na Bolsa de Valores. Luiz Barsi, em sua recente entrevista para o guia especial Onde Investir em 2021 do E-Investidor, explicou por onde devemos começar a nossa análise: “O investidor precisa avaliar as ações pelo critério da oportunidade, pelo que representa o negócio da empresa, não pelo índice […]”.

Leia mais:
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Se 2020 nos ensinou algo, foi de que a única certeza em um exercício de futurologia é o erro. Mesmo assim, vale a pena tentar se planejar. Pensando nisso, o Ações Garantem o Futuro selecionou as empresas com maiores chances de se destacar em nossas carteiras previdenciárias, com dividend yield superior a 7% a.a..

Aes Brasil (TIET11/TIET3/TIET4)

Rebatizada de Aes Tietê para Aes Brasil recentemente, a companhia tenta deixar para trás uma trajetória turbulenta em 2020 sob o ponto de vista societário. Em março, a Eneva, que atua no setor de gás natural, iniciou uma tentativa de oferta hostil que chacoalhou a roseira e fez o controlador se mexer. Desde então, diversas medidas de governança corporativa foram divulgadas.

A principal delas foi o anúncio de migração para o Novo Mercado, com direito a uma reestruturação organizacional que, ao que tudo indica, será extremamente benéfica para a otimização dos recursos da companhia. A mudança ainda depende de aprovação dos acionistas em Assembleia Geral, provavelmente ainda no primeiro trimestre.

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Podemos adicionar sem sombra de dúvida que a companhia se provou resiliente no pagamento de dividendos em um ano extremamente desafiador, e assim deverá continuar em 2021. Estrategicamente, a Aes Brasil tem apostado na diversificação do seu portfólio energético para mitigar o risco hidrológico, optando por empreendimentos eólicos e solares.

Santander (SANB11/SANB3/SANB4)

A lista não poderia deixar de fora o setor financeiro, que tradicionalmente elege algumas boas pagadoras de dividendos. A tese só se confirmará em 2021 se o Banco Central afrouxar as regras que atualmente restringem a distribuição de proventos ao limite de 25% do lucro líquido do exercício.

Caso se concretize, não enxergamos ainda nenhuma grande oportunidade de alocação para os bancos, principalmente se as condições fiscais seguirem indefinidas. A opção de distribuir dividendos, então, acabaria se tornando atrativa.

O critério de desempate entre nossas preferidas, Banco do Brasil e Santander, se deve pela política menos conservadora de provisões do banco espanhol, que permitirá uma retomada mais acelerada no payout.

BB Seguridade (BBSE3)

Por fim, selecionamos a BB Seguridade, que atua não apenas nos segmentos de seguros, como também de capitalizações e previdência. Os resultados da companhia surpreenderam positivamente apesar da queda livre da taxa Selic, que impacta a marcação a mercado de seus títulos.

Os resultados financeiros foram compensados pelo bom desempenho das receitas com corretagem e de captação. A companhia deverá manter a sua política robusta de distribuição de dividendos em 2021 e poderá se beneficiar de uma eventual subida na taxa básica de juros.

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O jacaré está de boca aberta, aguardando boas oportunidades.

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