• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Private equity: 5 pontos que você precisa saber antes de entrar nessa balada

Ainda seleto a um pequeno grupo de investidores, fundos de private equity precisam ser estudados com cautela

Por Luciana Seabra

08/05/2023 | 8:11 Atualização: 08/05/2023 | 12:09

Receba esta Coluna no seu e-mail
(Foto: Envato Elements)
(Foto: Envato Elements)

Começar uma coluna com “na minha época” é sinal de idade avançada, mas o tema pede: na minha época, private equity era coisa para investidores de algumas dezenas de milhões de reais. Um amigo brincava que parecia nome de balada chique. Parece mesmo, vai? Mas a porta da balada cresceu ao menos um pouco.

Leia mais:
  • 8 verdades que você precisa saber sobre os COEs
  • Fundos DI ainda valem a pena? Veja o que avaliar antes de investir
  • Casal usa milhas para viajar o mundo e economiza R$ 40 mil. Qual o segredo?
Cotações
19/02/2026 18h35 (delay 15min)
Câmbio
19/02/2026 18h35 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Vejo claramente a evolução do mercado financeiro a partir das perguntas de pessoas físicas nas minhas lives semanais tira-dúvidas e nas caixinhas do Instagram. E o fato é que os fundos de private equity aparecem cada vez mais por lá.

Ainda existe uma restrição regulatória: esses fundos só podem ser oferecidos a investidores qualificados, ou seja, aqueles que declaram mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros. Mas o fato é que eles crescem na oferta das corretoras, na conversa dos assessores e com aplicações mínimas menores. Até pouco tempo atrás estavam somente no cafezinho dos gestores de fortunas e private banking, para clientes profissionais, com mais de R$ 10 milhões.

Publicidade

A ampliação do acesso é, por si só, uma boa notícia. Isso porque o produto é interessante para a composição do portfólio de longo prazo, já que aumenta o potencial de retorno para quem tem paciência e pode deixar uma fatia dos recursos em mais risco.

David Swensen, que foi diretor de investimentos da Universidade de Yale de 1985 a 2021 e é a maior referência do mundo em construção de portfólio, nos ensina que investidores sérios se beneficiam ao abraçar ativos menos líquidos. É como comprar um bom vinho e esperar por seu envelhecimento em vez de bebê-lo às pressas.

Por outro lado, é importante que a venda seja acompanhada de um trabalho de educação. A verdade é que o mercado financeiro costuma ser um pouco estabanado em suas estreias.

Infelizmente já vejo algum descuido na ponta. Dia desses recebi mensagem de uma seguidora que investiu sem ter ciência dos riscos e principalmente do longo prazo: “O assessor me vendeu e agora descobri que só posso resgatar daqui a dez anos”.

Publicidade

Por isso quero ter certeza de que você entende o que está sendo oferecido. Se você souber desses cinco pontos já vou dormir mais tranquila:

1) O que é um fundo de private equity? É um fundo que investe em uma seleção de empresas fechadas, não listadas em Bolsa. Nesse tipo de produto, você tem a oportunidade de investir em estrelas antes de elas brilharem – talvez você sequer tinha ouvido falar de empresas como Casa do Pão de Queijo ou SmartFit antes de passarem por fundos de private equity.

A equipe do fundo costuma participar de forma direta da gestão das empresas compradas, muitas vezes familiares, contribuindo para a evolução de sua governança e até preparando-as para uma nova fase, de abertura de capital.

2) Estamos falando de alto risco. Para cada estrela ascendente em portfólios de private equity, há várias cadentes. E faz parte, mas é importante que você saiba disso: esse é um investimento de alto risco, mais até do que ações – porque os fundos são compostos por empresas em um estágio a menos de transparência de informações e governança do que as companhias listadas. Pode haver prejuízo, sim.

Publicidade

3) O potencial de retorno é maior, mas também a dispersão. Um estudo da Spectra em parceria com o Insper mostra retorno médio anual de 17,5% entre 1994 e 2020 em fundos de private equity e venture capital brasileiros, o que equivale, descontados todos os custos, a 1,93 o valor investido. Ou seja, para cada R$ 100 investidos, voltaram em média R$ 193. Foi mais do que o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, referência em rentabilidade) e o Ibovespa no período.

Importante dizer, entretanto, que além de retorno passado não significar ganho futuro as pesquisas mostram uma elevada dispersão. Mais do que para outros tipos de fundos, estamos falando de um segmento que tem os excelentes e os muito ruins. E, por isso, tão importante não sair investindo na primeira coisa que aparece na sua frente.

4) Você vai precisar ser mais paciente do que nunca. Os fundos de private equity nascem, compram empresas, fomentam seu desenvolvimento e morrem, devolvendo o dinheiro aos cotistas. E, para que esse processo funcione bem, o ciclo pode durar com frequência mais de uma década – período ao longo do qual o investidor não pode resgatar os recursos. As cotas até poderiam trocar de mãos, mas não dá para confiar em liquidez nesse segmento, ainda mais sem uma alta penalidade.

É comum que o dinheiro comece a ser devolvido antes de uma década, mas você precisa se preparar para que isso não aconteça. Ou seja: invista somente o dinheiro do qual você não vai precisar nos próximos dez anos. E isso não é só um horizonte ideal de investimento, é uma regra de resgate.

Publicidade

5) Diversificar aqui é essencial. Ao investir em empresas fechadas em um país emergente, nos sujeitamos a ciclos. E por mais que o fundo tenha alguns anos para desinvestir e devolver os recursos dos cotistas, a fase em que a compra e a venda dos ativos são feitas tende a pesar sobre os resultados. Por isso, idealmente, você deveria ter não somente um, mas uma carteira de fundos de private equity.

É claro que a aplicação mínima de cada fundo é um limitador aqui. Por isso considero que uma alternativa ótima para a pessoa física, porém ainda escassa no Brasil, é a de um fundo de fundos de private equity.

Por fim, siga o exemplo de Warren Buffett. Se não compreender o produto oferecido, coloque-o na caixa do “complicado demais”. Assim também ensinamos o mercado a somar educação financeira a seus passos de democratização.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ibovespa
  • Investimentos
  • Mercado financeiro
  • Private equity
  • Risco

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Como comprar dólar e pagar menos no exterior: os melhores apps e contas globais para viajar em 2026

  • 2

    NYT: crises estão por toda parte, mas os mercados parecem não se importar

  • 3

    BC decreta liquidação do Banco Pleno, de ex-sócio do Master; veja o que fazer se você tem CDB ou dinheiro na instituição

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda em dia de liquidação do Banco Pleno, pressão sobre Vale e ata do Fed

  • 5

    Carnaval: bancos têm modo de proteção para golpes; veja como ativar nos apps

Publicidade

Quer ler as Colunas de Luciana Seabra em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: a tabela de 2025 foi alterada?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: a tabela de 2025 foi alterada?
Imagem principal sobre o Harry Styles no Brasil 2026: todos os setores já esgotaram? Veja o valor dos ingressos
Logo E-Investidor
Harry Styles no Brasil 2026: todos os setores já esgotaram? Veja o valor dos ingressos
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: como efetuar o pagamento do tributo?
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: como efetuar o pagamento do tributo?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: o que são as despesas dedutíveis?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: o que são as despesas dedutíveis?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: o que pode ser dedutível no valor?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: o que pode ser dedutível no valor?
Imagem principal sobre o 13º salário 2026: as datas de pagamento já foram divulgadas?
Logo E-Investidor
13º salário 2026: as datas de pagamento já foram divulgadas?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que muda na apuração anual?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que muda na apuração anual?
Imagem principal sobre o IPVA 2026 Ceará: é possível ter desconto no pagamento?
Logo E-Investidor
IPVA 2026 Ceará: é possível ter desconto no pagamento?
Últimas: Colunas
OPINIÃO. Banco Master e as lições para o modelo de supervisão do Banco Central
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Banco Master e as lições para o modelo de supervisão do Banco Central

As liquidações recentes expõem fragilidades na supervisão bancária e levantam a necessidade de revisão permanente dos mecanismos de controle

19/02/2026 | 15h32 | Por Fabrizio Gueratto
Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas
Einar Rivero
Fundos de investimento, crédito bancário e a importância das plataformas

Uma comparação simples mostra o impacto das plataformas de distribuição na desconcentração do mercado financeiro brasileiro

18/02/2026 | 14h21 | Por Einar Rivero
Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares
Einar Rivero
Seis carnavais depois, o mapa da recuperação global pós-pandemia expõe vencedores, retardatários e uma lição em dólares

Ibovespa despencou 52,09% em dólares em 2020. Mas avançou 185% desde então, rebote vigoroso mas insuficiente para recolocá-lo entre líderes globais

17/02/2026 | 13h28 | Por Einar Rivero
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha
Marco Saravalle
O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha

Enquanto o investidor local mantém postura defensiva e privilegia o CDI, o capital estrangeiro entra com força na B3, apostando no fechamento da curva de juros e na compressão dos prêmios de risco no Brasil

16/02/2026 | 11h00 | Por Marco Saravalle

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador