• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

O paradoxo de 2026: investidor estrangeiro toma risco, local busca proteção e a curva longa fecha

Enquanto o investidor local mantém postura defensiva e privilegia o CDI, o capital estrangeiro entra com força na B3, apostando no fechamento da curva de juros e na compressão dos prêmios de risco no Brasil

Por Marco Saravalle

16/02/2026 | 11:00 Atualização: 16/02/2026 | 11:14

Receba esta Coluna no seu e-mail
B3, a Bolsa de Valores do Brasil (Foto: Adobe Stock)
B3, a Bolsa de Valores do Brasil (Foto: Adobe Stock)

Se 2025 foi definido pela aversão ao risco, o início de 2026 desenha um cenário de divergência extrema entre os fluxos de capital. Enquanto o investidor local, tanto o varejo quanto o institucional, mantém uma postura defensiva, drenando recursos da Bolsa para a segurança do CDI, o capital estrangeiro inunda o mercado brasileiro, apostando na compressão dos prêmios de risco de longo prazo.

Leia mais:
  • Dividendos da semana: Petrobras (PETR4) paga JCP e Locaweb (LWSA3) distribui amortização
  • Do glitter ao hotel: ficou mais caro curtir o carnaval este ano?
  • Como gastar menos e se planejar para a vida pós carnaval; veja o que dizem os especialistas
Cotações
07/03/2026 8h30 (delay 15min)
Câmbio
07/03/2026 8h30 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Dados exclusivos consolidados pela plataforma DataBay revelam que o ano começou com uma dinâmica de “cabo de guerra” na liquidez, onde a Renda Fixa continua soberana na preferência doméstica, mas com sinais importantes de reacomodação na indústria de fundos.

Segundo o levantamento da DataBay, janeiro de 2026 confirmou a resiliência da Renda Fixa, mas trouxe uma surpresa positiva para os gestores macro.

Publicidade

A classe de renda fixa liderou com folga a captação, registrando uma entrada líquida de R$ 42,6 bilhões apenas no primeiro mês do ano. Esse movimento reflete a manutenção da Selic em patamares restritivos (15% a.a.), o que mantém o custo de oportunidade do capital elevadíssimo para o investidor local. O “colchão de liquidez” continua sendo a prioridade.

No entanto, diferentemente da sangria observada em 2025, a indústria de multimercados apresentou uma recuperação vigorosa, com captação líquida positiva de R$ 14,8 bilhões em janeiro. O dado sugere que o investidor começou a realocar risco de forma tática, buscando gestores que conseguem capturar distorções nos juros futuros e moedas.

Na ponta negativa, os fundos de ações continuam sofrendo. A classe registrou resgates líquidos de R$ 3,4 bilhões. O investidor local, machucado pela volatilidade e atraído pelo juro real sem risco, segue capitulando de suas posições em equities.

Fluxo na B3: o “gringo” carrega o piano

Se o investidor local vende, quem está comprando? A resposta nunca foi tão clara. O fluxo de investimento na B3 no primeiro bimestre de 2026 expõe uma assimetria de expectativas.

Enquanto os Institucionais Locais (fundos de pensão e gestoras) venderam R$ 26,3 bilhões no acumulado de janeiro e fevereiro — pressionados pelos resgates citados acima e pela necessidade de rebalanceamento —, e as Pessoas Físicas liquidaram R$ 5,3 bilhões, o Investidor Estrangeiro atuou como a contraparte massiva.

Publicidade

Os não residentes aportaram R$33,5 bilhões em apenas dois meses (R$26,3 bi em janeiro e R$7,2 bi em fevereiro).

Esse apetite estrangeiro não é aleatório. Ele reflete uma leitura de que os ativos brasileiros estão descontados em dólar e, principalmente, uma antecipação ao movimento da curva de juros. O estrangeiro está comprando a tese de que o Brasil, apesar dos ruídos fiscais, oferece um prêmio de risco exagerado na parte longa da curva.

Curva de juros

A tese do investidor estrangeiro ganha sustentação quando olhamos para o comportamento da curva de juros.. Ao compararmos o fechamento de 2025 com o cenário atual de meados de fevereiro de 2026, nota-se um fechamento expressivo da curva longa.

  • Curto prazo: os vértices curtos (vencimento em 2026) permanecem estressados, orbitando os 14,90%, praticamente inalterados em relação ao fim de 2025. Isso reflete a postura do Banco Central no combate à inflação de serviços corrente.
  • Médio e longo prazo: o contrato com vencimento em janeiro de 2029, que negociava a 13,22% no fim do ano, recuou para a casa dos 12,70%. Já o vencimento janeiro de 2031 cedeu de 13,52% para 13,10%.

Esse achatamento da inclinação (flattening) indica que, embora o juro presente seja alto, o mercado reduziu o prêmio de risco fiscal para o futuro. O mercado futuro está “pagando para ver” uma convergência da inflação, permitindo cortes de juros mais agressivos à frente do que o precificado anteriormente.

O que esperar para o restante de 2026?

O cenário desenhado pelos dados sugere um ano de oportunidades para quem tiver estômago (e caixa).

  1. Renda fixa segue Rei, mas o reinado pode ter pico: com a curva longa fechando, o ganho de marcação a mercado nos títulos pré-fixados e IPCA+ longos começa a se materializar. 
  2. Bolsa técnica: a Bolsa brasileira virou um ativo de “gringo”. Isso adiciona volatilidade (o capital externo entra e sai rápido), mas sustenta preços. Para o investidor local voltar, será preciso ver o CDI ceder de forma consistente.
  3. Multimercados em renascimento: a captação positiva em janeiro sinaliza que o mercado está dando um novo voto de confiança à gestão ativa. Com a volatilidade dos juros (fechamento da curva), esses fundos têm um prato cheio para gerar alfa.

*Colaborou no artigo Guilherme Carter, economista e especialista em finanças, com carreira dedicada à análise de mercados e inovação em investimentos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • assumir risco
  • Certificados de Depósitos Interbancários (CDI)
  • fluxo de investimento
  • Fluxo estrangeiro
  • prêmio de risco
  • Renda fixa
  • Taxa Selic

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    “Da Conta Delas” estreia com debate sobre dinheiro, autonomia e os tabus que cercam as mulheres

  • 2

    Dividendos ganham força com volatilidade na Bolsa; veja ações favoritas para março

  • 3

    Ibovespa hoje tem 2ª maior queda diária do ano e só 7 ações fecham em alta

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda, com forte alta do petróleo, balanço da Petrobras e payroll

  • 5

    Dinheiro é poder: especialistas explicam como a autonomia financeira amplia a liberdade das mulheres

Publicidade

Quer ler as Colunas de Marco Saravalle em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: passo a passo para solicitar a isenção por pacientes com doenças graves
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: passo a passo para solicitar a isenção por pacientes com doenças graves
Imagem principal sobre o Bloqueio do saldo do FGTS após antecipação: entenda como funciona
Logo E-Investidor
Bloqueio do saldo do FGTS após antecipação: entenda como funciona
Imagem principal sobre o O Dia da Mulher é feriado nacional?
Logo E-Investidor
O Dia da Mulher é feriado nacional?
Imagem principal sobre o Aposentados INSS: qual grupo recebe hoje (06)?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS: qual grupo recebe hoje (06)?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: para quem é disponibilizado o comprovante de rendimentos?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: para quem é disponibilizado o comprovante de rendimentos?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 8 despesas médicas que não são dedutíveis
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 8 despesas médicas que não são dedutíveis
Imagem principal sobre o Saque calamidade do FGTS: moradores de locais com deslizamentos de terra têm direito ao saque?
Logo E-Investidor
Saque calamidade do FGTS: moradores de locais com deslizamentos de terra têm direito ao saque?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: o que é a omissão de rendimentos?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: o que é a omissão de rendimentos?
Últimas: Colunas
Mulheres aprendem a cuidar de todos. Não do próprio dinheiro
Ana Paula Hornos
Mulheres aprendem a cuidar de todos. Não do próprio dinheiro

Quando o cuidado com os outros não vem acompanhado de autonomia financeira, a generosidade pode se tornar vulnerabilidade

07/03/2026 | 06h30 | Por Ana Paula Hornos
O maior erro de quem decide empreender no Brasil é abrir um CNPJ sem mudar a mentalidade
Carol Paiffer
O maior erro de quem decide empreender no Brasil é abrir um CNPJ sem mudar a mentalidade

O empreendedor precisa lidar com risco, incerteza e adaptação constante, senão vai continuar pensando como funcionário

06/03/2026 | 14h04 | Por Carol Paiffer
Mercados em alerta: o que a guerra entre Irã, EUA e Israel pode significar para seus investimentos?
William Eid
Mercados em alerta: o que a guerra entre Irã, EUA e Israel pode significar para seus investimentos?

O mundo passa por mais uma crise. E novamente o epicentro é o Oriente Médio. O que fazer com seu portfólio?

05/03/2026 | 15h55 | Por William Eid
OPINIÃO. Existe muito especialista em guerra no Irã, mas há poucos estudiosos em investimentos
Fabrizio Gueratto
OPINIÃO. Existe muito especialista em guerra no Irã, mas há poucos estudiosos em investimentos

Enquanto o noticiário se concentra em mísseis e alianças, o investidor precisa entender como petróleo, dólar e juros podem mexer no seu bolso

05/03/2026 | 14h12 | Por Fabrizio Gueratto

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador