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Colunista

Oito verdades que você precisa saber sobre os COEs

Colunista diz que Investir em COE não é interessante para a maioria dos investidores; veja os motivos

Por Luciana Seabra

10/04/2023 | 8:51 Atualização: 10/04/2023 | 8:54

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Investir em um COE se assemelha a fazer uma aposta. Você depende de muitas variáveis para ter um lucro interessante. Foto: Envato Elements
Investir em um COE se assemelha a fazer uma aposta. Você depende de muitas variáveis para ter um lucro interessante. Foto: Envato Elements

Todos os dias recebo perguntas sobre COEs, os tais Certificados de Operações Estruturadas.  Como a maioria é de quem investiu e se arrependeu, vou contar pra você oito verdades sobre eles.

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Antes disso, o que é um COE? É um produto híbrido, tipo um ornitorrinco, mamífero que bota ovo, sabe? Ele é um mix de crédito privado com operações que apostam na valorização de algum ativo, como ações, inflação, moedas, entre outros.

Imagine que você invista R$ 10 mil em um COE. A maior parte desse dinheiro deve ser investida em crédito privado, tipo um CDB prefixado – o suficiente pra te devolver os R$ 10 mil lá na frente, quando a operação vencer, daí o chamado capital garantido.

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O valor restante vai comprar derivativos, que são, de forma simples, apostas de que um ou mais ativos vão ter algum valor no futuro.

Na prática, o que você recebe parece um jogo de apostas na linha: se as ações de Apple, Facebook e Netflix subirem no próximo ano, você recebe X. Se alguma delas cair, você não ganha nada – só o capital garantido. Coisas nessa linha.

Não entendeu nada? Compreendo, a verdade de número oito tem a ver com isso – se quiser ler só uma, pule direto pra ela. Mas vou começar pelo princípio.

  1. Não é seguro. Você vai ouvir por aí que o COE vai te dar ganhos acima da média com a segurança da renda fixa. Na prática, você empresta dinheiro pra um banco sem proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e sem a certeza de retorno – já que a rentabilidade vai ser toda investida em derivativos. Isso é bem diferente da segurança da renda fixa.
  2. Capital garantido é ilusão. A promessa é que no mínimo você vai ter seu dinheiro de volta. No entanto, se as apostas derem errado e seus R$ 10 mil voltarem daqui a cinco anos, eles dificilmente vão comprar a última edição do iPhone que eles compram hoje. Ou seja, R$ 10 mil daqui a meia década valem muito menos que R$ 10 mil na mão agora.
  3. Seu dinheiro vai ficar preso. A maior parte das pessoas que chegam reclamando do COE dizem que não estavam cientes disso, mas, em geral, o dinheiro fica travado por até cinco anos. Ora, se é pra deixar meu dinheiro amarrado por tanto tempo, existem opções muito melhores do que uma aposta atrelada a um capital garantido. Um exemplo? Existem fundos de ações no Brasil que, em janelas de cinco anos, raramente perdem para o Ibovespa. Com uma boa carteira deles você está muito à frente de um COE – em potencial de retorno e diversificação de risco.
  4. A porta de saída é uma lenda. Talvez te digam que dá pra sair no meio caminho se precisar do dinheiro. Já ouvi casos de pessoas que só conseguiram se desfazer da posição abrindo mão de 30% do valor investido.
  5. Ninguém tem bola de cristal. O COE envolve uma aposta no movimento de ativos nos próximos 2 a 5 anos. Em um bom fundo multimercados ou de ações, ou mesmo em um investimento direto bem orientado, você pode mudar a rota no caminho, alterar a tese, vender o que deixou de fazer sentido. Já no COE a aposta precisa ser carregada até o fim. Reze pra bola de cristal estar bem lustrada.
  6. Tem custo sim. O argumento de que não tem taxa de administração ou custódia é a maior balela. É tipo um restaurante propagandear com grande alarde que não cobra ingresso. Claro, você vai pagar pela comida. Existem custos na estruturação e na distribuição, eles só não se chamam taxa de administração nem custódia.
  7. Quem vende pra você ganha e muito. Chegue sem muita informação na corretora e peça pra desenharem uma carteira pra você. Posso apostar que vai ter um COE lá dentro. Ou mais. Há corretoras que dizem por aí no maior orgulho que a sua comissão de distribuição não passa de 1,9% ao ano. 1,9% ao ano? Um absurdo de caro. Gestores renomados cobram isso pra manter equipes qualificadas que tomam decisões de comprar e vender ações, títulos e moedas todos os dias. E, sim, tem muita gente brava comigo agora por te dizer isso.
  8. É complicado demais. Conta-se que o megainvestidor Warren Buffett tem uma caixa em sua mesa rotulada com “complicado demais”. Olha, eu já estive com estruturadores de COEs, minha formação me permite entender toda a estrutura, tenho orgulho da minha capacidade de explicar investimentos, mas estou escrevendo esse texto há horas e não sei se consegui fazer você entender o que é um COE. Em um antigo trabalho, chegamos a contratar uma ferramenta da Bloomberg pra conseguir decompor o COE e analisar se o retorno prometido era justo ou se muito dinheiro estava ficando na mesa para a cadeia de estruturação e distribuição. Então é exatamente nessa caixa que recomendo que você deposite o COE: a do “complicado demais”.

Dito tudo isso, minha recomendação é: quando alguém te oferecer um COE, diga “não, obrigada” ou “não, obrigado”.

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