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Colunista

Inflação: 4 perdedores e apenas 1 ganhador

Os efeitos do IGP-M de 20,9% de valorização em 12 meses serão sentidos por um bom tempo

Por Rafael Paschoarelli

25/11/2020 | 8:19 Atualização: 25/11/2020 | 8:19

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(Foto: Envato Elements)
(Foto: Envato Elements)

Nos 12 meses terminados em Outubro de 2020, o IGP-M, índice de inflação apurado pela Fundação Getúlio Vargas, acumulou 20,92%; e nos últimos 24 meses, 24,75%.

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Esses números mostram a dimensão do estrago que a combinação de juros muito baixos, abrupta desvalorização cambial e a percepção de que o governo não está tão interessado assim em controlar suas despesas.

Estudo do economista Olivier Blanchard, Professor do MIT, indica que a pandemia provavelmente traria efeitos deflacionários.

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Segundo Blanchard, este efeito deflacionário não ocorreria se três cenários se concretizassem:

  • Grande aumento da relação dívida/PIB
  • Um grande aumento na taxa neutra de juros (entenda como a taxa de juros que deixa a inflação estável)
  • Dominância fiscal (falta de preocupação das autoridades em manter patamares aceitáveis da relação dívida/PIB)

É interessante notar que o texto do professor foi anterior à explosão da inflação no Brasil.

A questão que desejo colocar em perspectiva é: Quem são os ganhadores e perdedores desta realidade de inflação de dois dígitos?

Perdedor 1: Os Pobres

É sabido que a principal vítima dos processos inflacionários são justamente os mais pobres, pessoas cuja principal preocupação é ter recursos para poder comer, morar e se deslocar.

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Para este grupo, mais inflação é menos comida na mesa. Mais inflação significa ir ao trabalho a pé no final do mês porque não se tem mais dinheiro para pagar o transporte.

É pensando no mais pobres que a inflação não poderia ter sido tolerada ou relativizada.

Some a isso o fato de que com escolas fechadas por conta da pandemia, a pressão por gastos com alimentação aumentou uma vez que as crianças passaram a se alimentar em casa.

Perdedor 2: Os Investidores em ativos supostamente de baixo risco

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Outro grupo de perdedores são os investidores em papeis atrelados ao CDI ou à Selic.

Estamos falando de indivíduos e empresas que confiaram suas economias a bancos (via CDBs) e ao governo (via Tesouro Selic).

Mesmo investimentos a 150% do CDI oferecidos bancos de segunda linha ou a Selic + 0,3%aa (Tesouro Selic) perderam para a inflação. Na verdade, tomaram uma surra digna de knock-outs vistos no MMA.

Note que este tipo de investidor é conservador por natureza e erroneamente achou que o Banco Central não iria trabalhar com taxas reais negativas. Grave erro.

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Perdedor 3: Os Assalariados

Para um assalariado, a inflação além reduzir seu poder de compra causa aumento da tributação sobre a renda do seu trabalho.

Explico:

Dado que o governo não reajustou as faixas de isenção do Imposto de Renda tampouco reajustou as demais faixas que incidem as diferentes alíquotas de IR, o assalariado acaba sofrendo um aumento de carga tributária sobre o produto do seu trabalho.

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Em 1997, quem ganhasse até R$ 900 por mês não era tributado pelo IR. Atualizando R$ 900 até hoje pelo IGP-M, chegaríamos a R$ 5.481. Isto é, se a faixa de isenção de IR de 1997 fosse devidamente atualizada pela inflação (IGP-M, no meu exemplo), os salários até R$ 5.481 deveriam estar isentos de IR.

Perdedor 4: A Economia como um todo

A inflação atrapalha as relações econômicas entre as empresas.

Experimente reajustar em 21% um contrato contra um cliente com maior poder de barganha maior que o seu.

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Experimente tentar reajustar um contrato em 21% tendo como cliente um banco!

Ganhador

Enxergo o Governo como ganhador com inflação alta.

Eis argumentos:

Quanto maior a inflação e menor os reajustes para os funcionários públicos, abre-se mais espaço no orçamento para outros gastos.

Com a inflação alta, diminui-se em termos reais o estoque da dívida pública dado que boa parte da dívida está pré-fixada ou indexada à Selic.

Mas creio que este “ganho” do governo seja passageiro dado que as novas emissões de dívida sairão mais caras. Veja a subida drástica da curva de juros de longo prazo (longo para o nosso padrão) e a dificuldade do governo em refinanciar sua dívida.

Em resumo, creio que neste cenário de inflação alta tenha-se muito mais a perder do que a ganhar. Espero que o Banco Central esteja certo ao argumentar que este pico inflacionário é passageiro.

Pode até ser, mais os seus efeitos serão sentidos por um bom tempo.

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