• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

OPINIÃO. A nova regra do Imposto de Renda é benefício real, populismo ou manobra fiscal?

A medida, que deve beneficiar cerca de 10 milhões de contribuintes, foi celebrada como um avanço na justiça fiscal, mas ignora problemas mais profundos

Por Samir Choaib

19/03/2025 | 16:23 Atualização: 19/03/2025 | 16:23

Receba esta Coluna no seu e-mail
Imposto de Renda 2025. Foto: Adobe Stock
Imposto de Renda 2025. Foto: Adobe Stock

O governo federal anunciou mudanças significativas no Imposto de Renda (IR), aumentando a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais. A medida, que, segundo as estimativas apresentadas, deve beneficiar cerca de 10 milhões de contribuintes, elevando para 65% o percentual de declarantes totalmente isentos, foi celebrada como um avanço na justiça fiscal. No entanto, ao aprofundarmos a análise, fica evidente que a reforma ignora um ponto fundamental: o descontrole dos gastos públicos.

Leia mais:
  • Imposto de Renda: Como usar a declaração a seu favor e melhorar suas finanças?
  • 13º salário já tem prazos definidos para pagamento; veja as datas
  • Mercado de criptomoedas tropeça enquanto Trump descarta recessão nos EUA
Cotações
28/04/2026 3h30 (delay 15min)
Câmbio
28/04/2026 3h30 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O projeto, vale dizer, seguirá a tramitação regular de um projeto de lei no Congresso, começando pela Câmara. Uma vez aprovado, o texto irá ao Senado, que também seguirá a sua tramitação regular e poderá fazer novas alterações no texto – nesse caso, o projeto voltará à Câmara. Concluídas essas votações, o texto irá para a sanção do Presidente da República, que poderá vetar trechos ou até a totalidade do projeto – nessa hipótese, os vetos voltarão para a análise do Congresso, que poderá manter ou não os vetos presidenciais. Enfim, caso seja aprovado, as mudanças somente entrarão em vigor no ano seguinte à sua sanção, ou seja, na melhor das hipóteses, passariam a valer em 2026.

Ainda com diversas dúvidas práticas, o projeto amplia a isenção do IR para quem recebe até R$ 5.000 mensais, o que significa que muitos brasileiros de classe média deixarão de pagar imposto. Além disso, a proposta estabelece uma alíquota mínima efetiva de 10% para pessoas que recebem, dentro de algumas condições, mais de R$ 600.000 por ano, impactando cerca de 141 mil contribuintes de alta renda.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Abra sua conta na Ágora Investimentos

Outro ponto relevante é a taxação de 10% na fonte sobre lucros e dividendos enviados ao exterior. Essa medida visa aumentar a arrecadação em aproximadamente R$ 8,9 bilhões por ano. No entanto, mesmo com essa compensação, a perda de arrecadação com a ampliação da isenção ainda pode ser relevante.

  • Leia mais: Como vai funcionar a taxação de dividendos para bancar isenção de IR até R$ 5 mil?

Como equilibrar a perda de arrecadação?

A grande questão que se impõe é: como o governo pretende equilibrar essa perda de arrecadação? A resposta, até agora, não inclui um corte significativo nas despesas públicas. Pelo contrário, o aumento da faixa de isenção é financiado por uma maior tributação sobre os mais ricos e sobre remessas internacionais. Essa abordagem não resolve o problema estrutural das contas públicas.

O Brasil precisa de uma reforma fiscal, não apenas tributária.

O problema central não é apenas o volume de arrecadação, mas sim o descontrole dos gastos públicos. A cada nova medida de ajuste fiscal, a responsabilidade recai sobre os contribuintes, enquanto o governo se exime de reduzir suas despesas.

Uma reforma tributária sem um compromisso real com a austeridade e a eficiência no gasto público pode ter um efeito temporário, mas não resolve os desafios estruturais. O Brasil continua a operar com um Estado inchado, ineficiente e incapaz de entregar serviços de qualidade proporcional ao que arrecada.

Publicidade

A título de comparação, países desenvolvidos como Alemanha e Canadá também possuem elevadas cargas tributárias, mas seus governos operam com maior eficiência e transparência. No Brasil, por outro lado, o aumento de arrecadação raramente se traduz em melhorias significativas para a população.

Se por um lado a ampliação da faixa de isenção representa um alívio para milhões de brasileiros, por outro,o impacto sobre a arrecadação pode levar a medidas compensatórias no futuro, como novos aumentos de outros tributos ou criação de novas taxações.

Além disso, o aumento da tributação sobre os mais ricos pode incentivar a evasão fiscal e a transferência de riqueza, com a realocação de capitais para outros países. No longo prazo, essa política pode reduzir investimentos produtivos no Brasil, afetando a geração de empregos e o crescimento econômico.

Outro fator preocupante é a possibilidade de que o governo, ao perceber a queda na arrecadação, recorra a medidas inflacionárias, como o aumento da dívida pública ou a emissão de moeda, o que pode gerar mais pressões sobre os preços e corroer o poder de compra da população.

Publicidade

Em síntese, a ampliação da isenção do Imposto de Renda é uma medida positiva para aliviar o bolso da classe média, mas sem um corte real de despesas tratar-se-á apenas de paliativo. O Brasil precisa de uma reforma fiscal profunda, que não se limite a mudar a forma como os tributos são cobrados, mas que ataque o problema no cerne: o tamanho e a ineficiência da máquina pública.

O governo precisa demonstrar compromisso não apenas em aliviar a carga tributária de alguns contribuintes com o Imposto de Renda, mas também em garantir que o dinheiro arrecadado seja usado com responsabilidade e eficiência. Sem esse passo essencial, qualquer reforma tributária será apenas mais um remendo temporário populista, em um sistema que já está em colapso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • governo federal
  • Imposto de Renda
  • isenção de IR
  • Tributação
  • tributo

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Robôs dominam mais da metade das negociações na B3; o que isso muda para quem investe?

  • 2

    Ibovespa hoje fecha abaixo de 190 mil pontos com tensão EUA-Irã, Focus e Super Quarta no radar; dólar cai

  • 3

    Dólar abaixo de R$ 5 pela primeira vez em dois anos: viajar agora ou esperar? Veja se vale a pena comprar

  • 4

    Buffett devia só US$ 7 em impostos aos 14 anos — veja sua 1ª declaração

  • 5

    Resultados 1T26: 53% das empresas devem reportar lucro maior mesmo com cenário adverso, diz Itaú BBA

Publicidade

Quer ler as Colunas de Samir Choaib em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Passaporte EUA: quanto custa a emissão do 1º documento para assistir à Copa do Mundo 2026?
Logo E-Investidor
Passaporte EUA: quanto custa a emissão do 1º documento para assistir à Copa do Mundo 2026?
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: alunos podem movimentar o dinheiro em lotéricas?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: alunos podem movimentar o dinheiro em lotéricas?
Imagem principal sobre o Starlink mini para viagem: veja quanto tempo dura o período de teste do plano
Logo E-Investidor
Starlink mini para viagem: veja quanto tempo dura o período de teste do plano
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: o que acontece com o dinheiro quando o aluno encerra a conta no Caixa Tem?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: o que acontece com o dinheiro quando o aluno encerra a conta no Caixa Tem?
Imagem principal sobre o Se você fizer isso, pode acabar recebendo a sua restituição do IR mais tarde
Logo E-Investidor
Se você fizer isso, pode acabar recebendo a sua restituição do IR mais tarde
Imagem principal sobre o IR 2026: até quando idosos com mais de 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição mais cedo?
Logo E-Investidor
IR 2026: até quando idosos com mais de 60 anos devem enviar a declaração para receber a restituição mais cedo?
Imagem principal sobre o Como conseguir a sua restituição do IR mais cedo? Descubra
Logo E-Investidor
Como conseguir a sua restituição do IR mais cedo? Descubra
Imagem principal sobre o 5 dicas para idosos fugirem das dívidas e salvar as finanças
Logo E-Investidor
5 dicas para idosos fugirem das dívidas e salvar as finanças
Últimas: Colunas
A (última?) decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta
Marco Saravalle
A (última?) decepção com o Banco do Brasil reacende o alerta

Após frustrar expectativas, banco lança dúvidas sobre risco político e enfraquece a tese de dividendos

27/04/2026 | 14h18 | Por Marco Saravalle
Imposto de Renda: quando incluir dependentes pode sair mais caro
Samir Choaib
Imposto de Renda: quando incluir dependentes pode sair mais caro

Somar a renda do dependente à declaração pode elevar a alíquota e anular o ganho com deduções

25/04/2026 | 06h30 | Por Samir Choaib
O preço do dólar não deveria guiar seu investimento no exterior
William Castro
O preço do dólar não deveria guiar seu investimento no exterior

Mais do que a cotação, estratégia, diversificação global e tempo de mercado explicam o retorno de quem investe fora do Brasil

24/04/2026 | 17h52 | Por William Castro
Lavagem de dinheiro com cripto: nada mais (in)discreto do que lavar dinheiro em público
Fabrício Tota
Lavagem de dinheiro com cripto: nada mais (in)discreto do que lavar dinheiro em público

Rastro público das blockchains desafia o mito do anonimato e expõe o papel — ainda minoritário — das criptomoedas na lavagem global

24/04/2026 | 14h10 | Por Fabrício Tota

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador