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China: crescem as preocupações com a economia

Deflação profunda, um mercado imobiliário estagnado e as lembranças da turbulência financeira de 2015 preocupam

Por Thiago de Aragão

28/02/2024 | 14:46 Atualização: 28/02/2024 | 14:46

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A economia da China é a segunda maior do mundo (Foto: Envato Elements)
A economia da China é a segunda maior do mundo (Foto: Envato Elements)

A China encontra-se em um momento crucial, com a sombra da próxima reunião do Congresso Nacional do Povo (NPC) pairando sobre o país. As perspectivas econômicas são nebulosas, com um declínio preocupante e a crescente tendência de que a navegação siga para um cenário cada vez mais complexo. A cada dia que se aproxima da reunião anual, a liderança chinesa se depara com o fantasma da deflação profunda, um mercado imobiliário estagnado e as lembranças da turbulência financeira de 2015.

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Os ecos de 2015 ressoam com força, com o mercado chinês de ações despencando para mínimas de cinco anos, alimentando o temor de que a história possa se repetir. As ferramentas que funcionaram no passado, como a desvalorização da moeda e cortes nas taxas de juros, parecem ter perdido sua eficácia, evidenciando os desafios únicos do presente.

A situação precária da China é acentuada pelo colapso contínuo do mercado imobiliário, o peso da dívida do governo local e a possibilidade de que um afrouxamento da política monetária possa agravar a fuga de capital e as pressões deflacionárias. A sensação de incerteza e urgência — enquanto se espera pela reunião do NPC em março  — só aumenta dada à perspectiva da ausência de grande estímulos ou reformas serem anunciados.

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Investidores e analistas clamam por estratégias claras e de longo prazo para lidar com as questões estruturais, especialmente no setor imobiliário e na dívida municipal. A transição para um modelo de crescimento sustentável, centrado no consumo interno, é vista como crucial.

No entanto, dúvidas pairam no ar sobre a efetividade de continuar a direcionar recursos para infraestrutura e manufatura sem mudanças políticas significativas que empoderem os consumidores. Os retornos decrescentes sobre tais investimentos, juntamente com a confiança do consumidor,  alcançando níveis baixíssimos, apontam para a necessidade urgente de uma mudança de paradigma.

As posições passadas assumidas pelo presidente Xi Jinping sugerem uma relutância em implementar transferências de renda ou expandir a seguridade social, priorizando a estabilidade social e a segurança nacional sobre o crescimento imediato. Isso dá base a um intrincado jogo de considerações econômicas e políticas, apontando para a necessidade de um debate mais amplo sobre a estratégia econômica de longo prazo e o desafio de reconhecer as limitações dos modelos anteriores.

Para empresas estrangeiras, navegar nesta complexa paisagem exige adaptabilidade e visão estratégica. A confluência de desafios apresenta uma oportunidade para reavaliar e recalibrar estratégias, tanto dentro quanto fora da China. Resiliência e perspicácia estratégica serão essenciais para enfrentar a tempestade e emergir com modelos de negócios robustos e sustentáveis para o futuro.

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