• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Otan e Oriente: o mundo dividido em dois blocos

Com aparente nova divisão mundial, Brasil ainda não definiu sua posição

Por Thiago de Aragão

06/07/2022 | 7:51 Atualização: 06/07/2022 | 7:51

Receba esta Coluna no seu e-mail
Após reunião da Otan, mundo se mostra mais dividido. (Foto: Reprodução Envato Elements)
Após reunião da Otan, mundo se mostra mais dividido. (Foto: Reprodução Envato Elements)

Na última semana, a reunião de Cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) em Madri, capital da Espanha, nos revelou alguns sinais sobre o futuro de médio prazo na geopolítica global. Como era de se esperar, o encontro entre os 30 países membros, além de contar com os convidados especiais Coreia do Sul, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Suécia, Finlândia e Geórgia, começou focando na Guerra da Ucrânia e em novas formas de pressionar o governo russo a buscar uma negociação para restabelecer a paz.

Leia mais:
  • Por que os países aplicam sanções financeiras para barrar a Rússia
  • Seis pontos que o investidor precisa saber sobre Rússia e Ucrânia
  • BC: Retardo global reduzirá pressão em commodities e bens industriais
Cotações
01/01/2026 6h56 (delay 15min)
Câmbio
01/01/2026 6h56 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ligado a isso, um esforço diplomático foi necessário para demover a Turquia da ideia de vetar o acesso da Suécia e da Finlândia à organização. O posicionamento turco causou estranheza, apesar de ser justificado por Ankara pelo fato de que a Suécia estaria abrigando membros do PKK (partido do Curdistão), considerado pela Turquia como um grupo terrorista. De qualquer forma, as negociações surtiram efeito e o caminho para a adesão de Suécia e Finlândia está aberto. Conversas mais superficiais em relação à adesão da Geórgia também ocorreram, porém com bastante cautela para não provocar uma reação desmedida da Rússia a curto prazo. Invadir a Geórgia seria mais simples e efetivo do que atacar a Finlândia ou a Suécia.

No entanto, o que mais chamou a atenção durante a cúpula foi o redirecionamento estratégico que a Otan está dando para a região do Indo-Pacífico. Se, outrora, a raison d’être da aliança militar era a área do Atlântico Norte e o foco na Rússia, hoje há demonstrações firmes de que o Indo-Pacífico é a nova região “quente” do mundo. Apesar da tentativa de Donald Trump de desmantelar a Otan (algo que seria o sonho de consumo de Vladimir Putin), a invasão na Ucrânia acabou dando uma sobrevida inesperada à aliança e aproximou seus membros de uma forma mais intensa do que nunca.

Publicidade

A coordenação entre os estados-membros tem sido tão eficiente, que a ideia de expandir o foco para além da Europa pareceu natural e instintiva. Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, resumiu bem a razão pelo qual a China passa a ser o principal alvo: a ansiedade. Pequim passa ansiedade aos membros da Otan, por conta de suas movimentações militares e diplomáticas na região.

A normalização da guerra na Ucrânia, infelizmente, era inevitável. O interesse público perdura um pouco menos do que o interesse da imprensa. Hoje, a mídia busca histórias pitorescas na guerra e não apenas informar o que está acontecendo. O impacto na inflação, preços de commodities etc, parece já estar dado. Assim, o próprio foco dos EUA, Reino Unido e outros aliados volta-se naturalmente para a China.

As recentes movimentações da China em relação às ilhas-nações no Pacífico acendeu um alerta na cabeça dos EUA, principalmente pela Austrália e Nova Zelândia. Curiosamente, isso levou a uma corrida entre China, EUA, Austrália e Nova Zelândia por influência e alianças com as Ilhas Salomão, Kiribati, Fiji, Tonga e Vanuatu. Se o mundo do futuro envolver uma guerra entre EUA e aliados versus China e aliados, o local será esse: Indo-Pacífico e suas ilhas.

Para a China, esse desvio de foco da Otan é uma péssima notícia. De cara, Pequim já ficou incomodada com o convite feito ao Japão e à Coreia do Sul para a reunião em Madrid. Se ter um ambiente de tensões e “guerra fria”, segundo alguns, com os EUA já é ruim, ampliar isso para os 30 membros da Otan fica bem pior. Paradoxalmente, esse tipo de postura da Otan empurra a China para a Rússia de forma mais aguda, como se a formação de dois blocos começasse a ganhar forma. Por um lado temos EUA, países europeus, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Japão e Índia; por outro, China, Rússia, Paquistão, Coreia do Norte, Sérvia etc.

Publicidade

O Brasil ainda não sabe onde está. A falta de alinhamento não se trata de “posicionamento estratégico”, mas de “confusão estratégica” e vem a calhar igual. O Brasil não gosta dos Brics por causa da China. Mas o Brasil gosta dos Brics por causa da Rússia. O Brasil também não liga pros Brics por causa da Índia e África do Sul. O Brasil também traz um ódio aos Brics por querer trazer Argentina e Irã para o grupo, mas tem esperanças nos Brics porque pode ser o passaporte para uma influência maior no jogo diplomático da primeira divisão.

A Otan está ampliando o foco para a China e o jogo agora vai começar a esquentar. A resposta chinesa deverá ser a mesma de sempre, ou seja, seguir ampliando sua operação militar em todas as frentes: manutenção de operações aéreas no Mar do Sul da China e em Taiwan, ampliação de alianças com países da região, utilização da Rota da Seda para aumentar acordos comerciais que gerem dependência em diversos países (estimulando-os à neutralidade) e busca constante para manter o controle doméstico à força ou não.

O mundo está se transformando e o Brasil ainda debate o passado como se pudéssemos mudá-lo. Com a China se sentindo acuada ou contra-atacando, o mundo deverá sofrer turbulências econômicas no próximo ano bem mais profundas do que as de 2022.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Brasil
  • Brics (Brasil
  • China
  • China e África do Sul)
  • EUA
  • Europa
  • Guerra
  • Índia
  • Inflação
  • Rússia

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    CDBs do Banco Master: o que acontece com a garantia do FGC se a liquidação for revertida

  • 2

    Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025

  • 3

    Os rumos da Bolsa de Valores em 2026 e que você precisa acompanhar

  • 4

    Por que a Geração Z e Millennials veem nas criptomoedas uma saída para construir riqueza

  • 5

    Onde investir em fundos em 2026: estratégias para um ano com oportunidades reais

Publicidade

Quer ler as Colunas de Thiago de Aragão em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Logo E-Investidor
Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Imagem principal sobre o Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Logo E-Investidor
Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Imagem principal sobre o Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Logo E-Investidor
Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Imagem principal sobre o Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Logo E-Investidor
Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Imagem principal sobre o Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Logo E-Investidor
Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Imagem principal sobre o Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o INSS: como é feita a organização dos pagamentos
Logo E-Investidor
INSS: como é feita a organização dos pagamentos
Últimas: Colunas
Dividendos em 2026: ranking mostra o que os números de hoje sugerem e o que eles não garantem
Einar Rivero
Dividendos em 2026: ranking mostra o que os números de hoje sugerem e o que eles não garantem

Levantamento mostra as ações listadas na B3 que apresentam potencial de distribuição relevante de dividendos neste ano

01/01/2026 | 05h30 | Por Einar Rivero
IA, energia elétrica e o risco ignorado de 2026: como a conta pode chegar aos investidores
Thiago de Aragão
IA, energia elétrica e o risco ignorado de 2026: como a conta pode chegar aos investidores

No Brasil, fala-se em “oportunidade de datacenter”, mas sem mencionar risco de apagão, de tarifa explosiva ou de disputas sobre quem paga a conta dos reforços de rede

31/12/2025 | 07h00 | Por Thiago de Aragão
Equilibrando crescimento e dividendos, o Itaú já olha para os próximos 100 anos
Katherine Rivas
Equilibrando crescimento e dividendos, o Itaú já olha para os próximos 100 anos

O “relógio suíço da bolsa” abre o jogo para a coluna e reafirma seu compromisso com a perenidade

30/12/2025 | 14h01 | Por Katherine Rivas
Dividendos isentos com prazo de validade: quando a lei transforma direito adquirido em “passado incerto”
Samir Choaib
Dividendos isentos com prazo de validade: quando a lei transforma direito adquirido em “passado incerto”

A nova exigência de registro de ata para preservar a isenção de lucros acumulados até 2025 afronta a segurança jurídica e reescreve o passado tributário do contribuinte

28/12/2025 | 06h30 | Por Samir Choaib

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador