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Guerra, petróleo e juros: o risco que pode bagunçar o plano econômico dos EUA, do Brasil e do mundo

Escalada entre Estados Unidos e Irã, disparada do petróleo e fechamento do Estreito de Ormuz podem reacender a inflação global e mudar a trajetória de juros que o mercado já dava como certa para 2026

Por Vitor Miziara

03/03/2026 | 14:29 Atualização: 03/03/2026 | 14:29

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Petróleo pode afetar expectativa de corte de juros (Foto: Adobe Stock)
Petróleo pode afetar expectativa de corte de juros (Foto: Adobe Stock)

O mercado está discutindo quantos cortes o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) fará em 2026 como se a trajetória estivesse relativamente desenhada. Dois cortes? Três? Apenas um?

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As apostas se concentram em cortes de 25 ou 50 pontos-base, com investidores ajustando probabilidades de forma quase milimétrica. Mas talvez o foco esteja no lugar errado, ao menos por enquanto.

A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã pode ser o tipo de variável que muda completamente a discussão. Não por geopolítica abstrata, mas por algo muito mais concreto: petróleo.

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O Brent já chegou a saltar cerca de 10% no mercado secundário, encostando na faixa de US$ 80, com projeções de casas de análise indicando que, se houver interrupção mais severa no fluxo da região, o barril pode testar US$ 90 ou até US$ 100 rapidamente.

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E aqui está o ponto que pouca gente está colocando na conta: cerca de 20% do petróleo global passa pelo Estreito de Ormuz, que agora está fechado.  Não estamos falando de logistica apenas e sim, choque de oferta.

Algumas estimativas apontam que um fechamento prolongado poderia retirar algo entre 8 e 10 milhões de barris por dia do mercado global. Para efeito de comparação, o aumento de produção sinalizado pela  Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+) representa menos de 0,2% da demanda mundial. Ou seja, não compensa um gargalo dessa magnitude.

Petróleo mais caro significa uma coisa simples: custo mais alto na economia inteira, de todo mundo.

Transporte, energia, alimentos, insumos industriais. Não é apenas gasolina na bomba. É inflação espalhada pela cadeia produtiva.

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Existe uma regra prática em macroeconomia que vale lembrar: um choque sustentado de US$ 10 no barril pode adicionar algo entre 0,2 e 0,4 ponto percentual na inflação ao longo de um ano, além de reduzir crescimento na margem.

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Isso é suficiente para mudar a postura de um Banco Central.

Se a inflação voltar a ganhar tração por causa da energia, o Fed pode ter menos espaço para cortar juros. E o mercado hoje precifica cortes.

A reprecificação, nesse caso, não costuma ser suave.

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Juros mais altos por mais tempo significam dólar mais forte. E dólar mais forte, na prática, é um imposto sobre a exportação americana. Fica aqui uma ironia macro: o mesmo choque que sustenta a postura mais restritiva do Fed pode atrapalhar a competitividade industrial que o próprio discurso político promete fortalecer.

Mas o efeito não para nos Estados Unidos.

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Quando o juro americano permanece elevado, o resto do mundo precisa manter juros competitivos para evitar fuga de capital. País emergente não pode cortar agressivamente enquanto o Fed permanece restritivo.

E petróleo alto joga a inflação do mundo inteiro para cima. Europa sente. Ásia sente. América Latina sente.

O Brasil sente.

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Se o barril continuar pressionado e houver impacto relevante na inflação global, o Banco Central brasileiro pode ter menos espaço — ou menos velocidade — para reduzir a Selic que hoje está em 15% e tem como expectativa pelo mercados um movimento de cortes começando em março e terminando 2026 perto dos 12%.

Perceba como uma guerra “regional” pode atravessar o planeta por dois canais muito claros: energia e juros.

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O mercado costuma reagir primeiro ao evento militar. Depois reage ao preço da commodity. Só então percebe o impacto na política monetária e por isso que estou “adiantando” esse assunto pra você.

A pergunta que fica é direta:

Estamos discutindo cortes de juros como se a inflação estivesse sob controle estrutural, ignorando um possível choque de oferta? Quanto do risco geopolitico está nas projeções dos Bancos Centrais pelo mundo, incluindo o nosso?!

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Se o barril continuar subindo, o cenário de juros mais baixos pode não apenas atrasar — pode ser revisto.

E quando a narrativa dominante precisa ser revista, o ajuste costuma ser rápido. Vou falar mais essa semana sobre os possíveis impactos de curto e médio prazo principalmente nos juros futuros e como isso pode abrir inclusive oportunidades para revisão de alocações.

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