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Comportamento

As empresas da Bolsa que nasceram no Rio Grande do Sul

Conheça as histórias das empresas de capital aberto que começaram suas trajetórias no estado

Por Beatriz Rocha

10/05/2024 | 17:37 Atualização: 10/05/2024 | 17:37

As chuvas intensas no Rio Grande do Sul trouxeram prejuízos para as empresas da bolsa (Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil)
As chuvas intensas no Rio Grande do Sul trouxeram prejuízos para as empresas da bolsa (Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil)

A tragédia climática que atinge o Rio Grande do Sul afeta várias companhias listadas na Bolsa brasileira, conforme mostramos nesta matéria. Uma das empresas que suspendeu suas atividades no estado foi a Gerdau (GGBR4), que segue realizando doações de itens para as comunidades próximas, como cestas básicas, kits de higiene e outros artigos.

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A Lojas Renner (LREN3), por sua vez, fechou temporariamente 4% das suas unidades gaúchas devido às fortes chuvas. Em teleconferência de resultados trimestrais realizada nesta quinta-feira (9), o CEO da varejista, Fabio Faccio, disse que as enchentes no estado devem ter impacto sobre as vendas da empresa, mas os dados ainda não podem ser quantificados.

Entre as instituições financeiras, o Banrisul (BRSR6) deve ser o mais afetado pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul. As análises do Bradesco BBI apontam que o impacto da tragédia no lucro da empresa pode chegar a 16,1% nos próximos 12 meses. As estimativas levam em consideração a exposição ao risco de cada banco e o tamanho de sua atuação no estado.

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Todas as empresas citadas acima sugiram no Rio Grande do Sul. Elas não são, no entanto, as únicas que nasceram no estado. Muitas outras companhias listadas na B3, como SLC Agrícola (SLCE3), Randon (RAPT4) e Kepler Weber (KEPL3), também têm raízes gaúchas. Abaixo, o E-Investidor elencou as principais empresas que se originaram no estado e agora negociam ações na Bolsa brasileira:

Banrisul (BRSR6)

O Banrisul iniciou suas operações em 12 de setembro de 1928 em salas do prédio do Tesouro do Estado, localizado em Porto Alegre. Na época, a instituição contava com capital de 50 mil contos de réis. Dois anos depois de sua abertura, o banco já conseguiu abrir 22 novas agências, ampliando sua capilaridade pelo estado.

Grazziotin (CGRA4)

O grupo varejista nasceu como uma empresa familiar. Em 1922, Valentin Grazziotin, comerciante de origem italiana, estabeleceu-se na cidade gaúcha de Caxias do Sul, onde incentivou seus filhos a trilharem os caminhos dos negócios. Ainda no final do ano de 1949, os quatro irmãos Tranqüilo, Plínio, João e Idalino Grazziotin resolveram montar um atacado em Passo Fundo, também no Rio Grande Sul, onde teve origem o que no futuro se tornaria o grupo Grazziotin.

Gerdau (GGBR4)

Há mais de 120 anos, a Gerdau iniciou suas operações na Fábrica de Pregos Pontas de Paris, em Porto Alegre. Em 1948, a empresa assumiu o controle da Usina Riograndense, no Rio Grande do Sul, iniciando também a produção de aço, mercadoria que fez a empresa ganhar destaque no mercado nacional e internacional. Atualmente, os produtos da companhia alcançam diversos setores, como os de construção, indústria automotiva e maquinários.

Grendene (GRND3)

Apesar de atualmente operar no setor calçadista, a Grendene começou sua trajetória produzindo telas para os garrafões de vinho produzidos na Serra Gaúcha, em substituição às peças feitas em vime. No ano de 1976, a companhia iniciou a fabricação de peças de plástico para máquinas e implementos agrícolas. Em seguida, passou a produzir componentes para calçados, como solados e saltos, dando os seus primeiros passos no universo da moda.

Grupo Dimed (PNVL3)

O nome pode ser desconhecido, mas o Grupo Dimed na verdade é o responsável pelas farmácias Panvel, rede com forte presença na região sul do Brasil. A história da empresa começou em 21 de setembro de 1967, quando as duas maiores redes de farmácias do Rio Grande do Sul, Panitz e Velgos, uninaram-se e fundaram uma central de compras e logística para abastecer ambas as redes, bem como os demais clientes da região.

Kepler Weber (KEPL3)

Tudo começou em 1925, quando os irmãos Otto Kepler e Adolfo Kepler Jr. iniciaram uma pequena ferraria na cidade de Panambi, no Rio Grande do Sul. Já em 1939, Paulo Otto Weber foi admitido como sócio, surgindo a Kepler Weber. Atualmente, a empresa atua na fabricação de máquinas e equipamentos de uso na extração mineral, construção e agricultura, tendo uma sede administrativa em São Paulo e uma fábrica em Campo Grande, além da matriz em Panambi.

Lojas Quero-Quero (LJQQ3)

A Lojas Quero-Quero foi fundada em 1967 em Santo Cristo, no Rio Grande do Sul, pelos empresários Tilli Scholze, Walter Gallas e Senna Hartmann. No começo, a empresa vendia apenas implementos agrícolas e produtos veterinários, mas com o passar dos anos aumentou o portfólio de produtos oferecidos, comercializando materiais de construção, eletrodomésticos, imóveis e até serviços financeiros como consórcios.

Lojas Renner (LREN3)

A história da Lojas Renner começou a ser escrita por Antônio Jacob Renner, descendente de alemães, radicado no Rio Grande do Sul. Em 1912, o empresário abriu uma indústria fabril instalada no bairro Navegantes, em Porto Alegre. Dez anos depois, inaugurou na capital gaúcha seu primeiro ponto de venda para a comercialização de artigos têxteis. E só em 1940, com a comercialização de um mix mais amplo de produtos, a empresa passou a ser considerada uma loja de departamentos.

Marcopolo (POMO4)

A trajetória da Marcopolo começou em 1949 em Caxias do Sul. A empresa abriu suas portas com oito sócios e quinze funcionários, tendo sido uma das primeiras indústrias brasileiras a fabricar carrocerias de ônibus. No começo, a companhia operava em um pequeno galpão, mas ao longo dos anos transformou-se em referência mundial no encarroçamento de ônibus, com mais de 400 mil unidades produzidas ao longo de sua história.

Randon (RAPT4)

Caxias do Sul foi importante para a trajetória de outra empresa: a Randon, que nasceu na cidade graças ao empreendedorismo dos irmãos Raul e Hercílio Randon. Hoje a companhia, que fabrica reboques e semirreboques, conta com unidades industriais em Erechim (RS), Chapecó (SC), Araraquara (SP), Paulínia (SP), Messias (AL), Alvear (Argentina) e em Nova Jersey (EUA).

SLC Agrícola (SLCE3)

A SLC Agrícola faz parte do Grupo SLC, que foi fundado em 1945 no município gaúcho de Horizontina, por três famílias de imigrantes alemães. Em sua origem, a empresa era uma pequena oficina que fazia a manutenção das ferramentas dos agricultores da região. Depois, em 1979, tornou-se pioneira na implementação da agricultura mecanizada no Brasil, com uso do maquinário agrícola de alta tecnologia.

Taurus (TASA4)

A Taurus foi fundada em 1939 por um grupo de empresários do Rio Grande do Sul que estabeleceu uma pequena fábrica de ferramentas. Em 1942, os primeiros revólveres produzidos pela empresa entraram em produção. Entre os anos 1960 e 1970, a companhia construiu sua terceira unidade industrial, que abriu as portas para que a Taurus começasse a sua expansão internacional. Dessa forma, em 1981, foi inaugurada a Taurus International Manufacturing em Miami, no sul da Flórida, que depois, em 2019, mudou-se para o estado da Geórgia.

Três Tentos (TTEN3)

A empresa mais nova da lista é a Três Tentos, fundada em 1995 com sede em Santa Bárbara do Sul, no Rio Grande do Sul. Além da produção de sementes, a companhia passou também a desenvolver negócios para a comercialização de defensivos e fertilizantes, recebimento, armazenagem e comércio de grãos. Em 2001, começou a sua expansão regional, abrindo unidades industriais nos municípios gaúchos de Ibirubá, Saldanha Marinho e Panambi e ganhando assim espaço no mercado do agronegócio brasileiro.

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