Na última sexta-feira (27), o bitcoin já havia operado com queda diante não apenas da escalada das tensões na região que levaram aos ataques contra o Irã, mas também com temores com uma possível bolha de ativos ligados à inteligência artificial (IA). Os resultados da Nvidia (NVDC34) no quarto trimestre de 2025 (4T25) divulgados na semana passada – veja aqui a análise do balanço – não dissiparam os receios crescentes sobre gastos a tecnologia sem garantias de retorno.
Estrategista do Deutsche Bank, Jim Reid nota que as surpresas positivas no lucro da Nvidia não foram na escala a que os mercados se acostumaram nos últimos anos, coincidindo com um “ceticismo crescente sobre o mercado de IA em geral”. As dúvidas sobre a sustentabilidade do investimento em tecnologia têm prejudicado outros ativos de risco, como as criptomoedas, mantendo os mercados em uma lateralização e pode exigir novo catalisador para ser interrompida.
Apesar da pouca variação do BTC nesta segunda-feira, as criptomoedas em geral estão sem rumo, ressalta Antonio Di Giacomo, do XS.com, com os investidores precisando de novos acontecimentos para estimular um aumento no volume de negociações. Como a política externa norte-americana se compromete com tensões crescentes, a volatilidade deve se instalar em um mercado que não quer muita exposição ao risco. “A volatilidade permanece elevada, com amplas oscilações intradiárias ressaltando o frágil equilíbrio entre compradores e vendedores”, disse Di Giacomo.
Solana: faixa de resistência
Uma das criptomoedas mais negociadas, a Solana atingiu a mínima de US$ 77,12 na sua cotação no último sábado (28), faixa de preço que vem sendo testada ao longo das últimas semanas. De acordo com a analista e trader parceira da Ripio Ana de Mattos, em caso de queda os suportes para a Solana se encontram nas regiões de US$ 67,50 e US$ 57,38. Nesta manhã de segunda-feira, a cripto estava sendo negociada a US$ 83,27 na Binance.