As informações sobre o programa foram encontradas em um relatório da Bloomberg. Segundo o site que teve acesso ao documento, a empresa internacional de petróleo e gás teria feito um acordo com a Crusoe Energy Systems, empresa que fornece soluções para queima de gás natural.
A ideia, segundo o Decrypt, é transformar a queima de gás natural em energia para máquinas de mineração das criptomoedas, como o Bitcoin. O programa piloto também deve ser aplicado no estado norte-americano Alasca e também em outros países, como a Nigéria, Argentina, Guiana e Alemanha.
“Avaliamos continuamente as tecnologias emergentes destinadas a reduzir os volumes de queima em nossas operações”, disse a porta-voz da ExxonMobile, Sarah Nordin, à Bloomberg, de acordo com o Decrypt.
O gasto de energia necessário para a mineração de criptomoedas tem levantado debate nas últimas semanas, principalmente, entre os ambientalistas. Isso porque uma parte considerável da energia utilizada para a mineração de criptomoedas é produzida pela queima de combustíveis fósseis.
O bitcoin, a moeda digital de maior valor, por exemplo, demanda um elevado gasto energético. Para a realização de uma única transação, requer o uso de 2.207,77 Kw por hora. O consumo equivale ao consumo médio de uma família americana por mais de dois meses. A comparação foi feita pelo site Bitcoin Energy Consumption.
Com informações da Agência Estado