Na visão de Mattos, caso o dólar e os rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano) voltem a subir, o bitcoin tende a permanecer sensível ao ambiente global de risco. Além disso, ela comenta que os fluxos institucionais seguem frágeis e o mercado está mais vulnerável a choques macro do que em períodos de entradas líquidas consistentes.
O principal ponto de atenção continua sendo o fluxo de capital e as condições financeiras, já que a direção dos preços depende do retorno dos compradores ao mercado à vista, especialmente quando o ambiente macroeconômico se tornar mais favorável.
Reação do bitcoin ao conflito no Oriente Médio
Com relação à escalada das tensões geopolíticas entre os Estados Unidos, Israel e Irã, o bitcoin reagiu com queda, atingindo a mínima de US$ 63.030 no dia 28/02.
Segundo a cotação da Binance, o criptoativo estava cotado a US$ 68.735, às 15h51 (de Brasília), queda de 0,45%, seguindo um caminho oposto aos ativos de risco tradicionais, que caem de forma generalizada. O Ibovespa recua 3,14%, e as Bolsas de Nova York tem perdas próximas de 1,5% no mesmo horário.