• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Direto da Faria Lima

JGP vê demanda forte por LCI e CRI, mesmo com IR de 5%

Alexandre Muller, sócio da gestora com R$ 34 bilhões de ativos sob custódia, analisa o apetite dos investidores por ativos com isenção de IR

Por Leo Guimarães

14/07/2025 | 3:00 Atualização: 14/07/2025 | 13:27

Alexandre Muller, sócio e gestor responsável pelos fundos de crédito privado da JGP. Foto: JGP
Alexandre Muller, sócio e gestor responsável pelos fundos de crédito privado da JGP. Foto: JGP

A Medida Provisória (1.303/2025), que instituiu a taxação de 5% sobre o rendimento de títulos isentos a partir de 2026, provocou uma corrida por esse tipo de papel e comprimiu os spreads – ou seja, o rendimento extra em relação aos títulos do Tesouro foi reduzido. A JGP, que tem R$ 34 bilhões sob gestão e mantém um índice de referência para o mercado de crédito privado, embase este cenário.

Leia mais:
  • Fundo de ações de dividendos sobem até 30% no ano; veja os mais rentáveis e o impacto do IR
  • Itaúsa (ITSA4) anuncia resgate antecipado de R$ 1,25 bilhão em debêntures; veja detalhes
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O Index-Infra da JGP, que acompanha cerca de 400 debêntures emitidas por grandes empresas de setores como energia, transporte e saneamento, busca justamente dar mais visibilidade a esse mercado de títulos privados, servindo de parâmetro para investidores e emissores.

Alexandre Muller, sócio e gestor responsável pelos fundos de crédito privado da gestora, vê que a demanda por títulos de renda fixa isentos, como LCI, LCA, CRI e CRA, vai continuar este ano. Isso deve se manter mesmo que a MP não avance no Congresso, dada a fragilidade do governo na articulação da pauta fiscal. Para o executivo,  o apetite dos investidores por isenção de IR cresce justamente em ambientes de juros altos. “Quanto maior o juro, maior o benefício tributário”, diz.

Publicidade

Invista com o apoio de conteúdos exclusivos e diários. Cadastre-se na Ágora Investimentos

Nesta entrevista, Muller analisa também como o atual patamar de Selic a 15% favorece os credores e as grandes empresas, enquanto impõe desafios aos investidores de ações e às companhias de menor porte. Um ambiente, aliás, que termina contribuindo com mais inflação em mercados consolidados.

E-Investidor – No início do ano, a JGP previa menos emissões de crédito privado em 2025. Essa previsão vem se confirmando?

Alexandre Muller – Sim. Temos registrado cerca de R$ 10 bilhões por mês de emissões de renda fixa distribuídas no mercado doméstico. Esse número era de R$ 25 bilhões no ano passado. Isso é reflexo da política monetária, dos juros altos. Muitas empresas estão desistindo de fazer investimentos discricionários, tirando um pouco de pé da parte de Capex (parcela dos recursos da empresa destinada a bens de capital), e isso leva a uma menor demanda por crédito. Além disso, no ano passado, muitas empresas realizaram exercícios de alongamento de dívida, o que tirou um pouco da necessidade de emissões.

Nesse contexto, sob o olhar do investidor, o mercado hoje é melhor para o credor ou para o acionista?

Publicidade

O mercado está mais favorável para o credor porque ele acaba com a sua dívida atrelada ao CDI, na maior parte dos casos. E o acionista fica com o resultado depois do pagamento dos juros, que por sua vez também está atrelado ao CDI. Esses juros elevados deixam a vida das empresas mais difícil. E esse é o jogo da política monetária. O Banco Central tem que tentar esfriar a economia na outra ponta, para tentar convergir a inflação para meta. A resistência do governo em adotar uma política fiscal mais prudente está gerando um custo para a economia real, para o empreendedor e para o acionista.

Para o investidor de crédito isso significa também mais riscos?

Sim. Para empresas menores, o risco fica muito alto, dado esse custo de capital. Isso gera um impacto no mercado, onde os investidores acabam priorizando as maiores empresas em detrimento das empresas pequenas e médias. O que também não é bom, porque isso acaba gerando uma concentração na disponibilidade de funding (dinheiro disponível no mercado para empresas captarem e investirem). Por exemplo, não falta crédito para a Rede D’Or (RDOR3), a número um do setor hospitalar, mas os pequenos operadores de saúde convivem com uma oferta de crédito superrestrita. O resultado dessa política fiscal é juros mais altos que favorecem as grandes empresas.

Com um custo de crédito mais caro, por que não vemos quebradeira no mercado?

Publicidade

A inadimplência corporativa no sistema bancário, pelos dados do Banco Central, está bastante contida. Primeiro, muitas empresas e setores estão ficando com características mais concentradas. E essas empresas estão conseguindo repassar, no preço, o aumento do custo de capital. No setor de aluguel de carros, Localiza (RENT3) e Movida (MOVI3) têm reajustado tarifas de locação em mais de 10% nos últimos trimestres, ano contra ano. Por mais que os juros estejam altos, são empresas que têm uma parcela do mercado tão grande que elas estão conseguindo repassar isso na ponta. Outro ponto é a evolução do mercado de capitais. Hoje temos muito mais alternativas de captação de crédito no Brasil do que se tinha há cinco anos, em termos de debêntures de infraestrutura, de CRAs, de CRIs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio e Imobiliários), de operações de securitização, além dos financiamentos bancários tradicionais. Essa maior oferta tem contrabalanceado a restrição de funding.

O governo veio com uma medida provisória tributar em 5% a renda sobre sobre LCI, LCA (Letra de Crédito Imobiliário e do Agronegócio), CRI, CRA e outros produtos isentos. Isso comprimiu os spreads desses títulos (o quanto pagam a mais que o Tesouro Direto).  Essa compressão de spread veio para ficar?

Me parece que sim, principalmente para grandes empresas. Nesse segmento de mercado especificamente, a demanda tende a continuar alta e os spreads tendem a continuar comprimidos. No segmento de títulos incentivados também há uma vantagem potencializada no ambiente de juros altos. A isenção acaba sendo aplicada pelos juros, seja o 15% da Selic, seja o IPCA mais 7,5% dos títulos públicos, mais o spread de crédito. Então, o investidor acaba logrando um benefício econômico alto ao não recolher 15% sobre a rentabilidade completa desses títulos. Quanto mais alto são os juros, maior é esse benefício tributário na ponta do investidor. A demanda por títulos incentivados vai continuar quente.

Em junho, o governo teve uma derrota no decreto do IOF, demonstrando fraqueza diante do Congresso, que poderia vetar também a MP dos títulos isentos. Caso isso aconteça, quem comprou esses títulos com menor rendimento vai ficar no prejuízo se o spread voltar a aumentar?

Publicidade

Acho improvável ter uma correção relevante nos spreads dos títulos incentivados por conta da derrubada do decreto de IOF no Congresso. O movimento foi relativamente pequeno no mercado secundário, com o anúncio da MP, e parece que essa demanda tem muito mais fundamento estrutural das pessoas estarem procurando esse benefício econômico da isenção tributária sobre o cupom cheio, do que um movimento tático do decreto do IOF.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • LCIs
Cotações
21/01/2026 1h50 (delay 15min)
Câmbio
21/01/2026 1h50 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa fecha acima de 166 mil pontos e bate novo recorde em meio a cenário externo tenso

  • 2

    Onde investir o ressarcimento do FGC dos CDBs do Master: opções seguras e rentáveis

  • 3

    Ibovespa hoje fecha em leve alta em meio a tensões EUA-Europa e com foco no FGC e Master

  • 4

    Mais um ano de seca de IPOs na B3? Empresas esperam brecha para abertura de capital no Brasil, mas Wall Street atrai mais olhares

  • 5

    A Bolsa dos EUA já não gira só em torno das ‘Sete Magníficas’ — e isso é uma boa notícia

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Como pagar a multa por não votar nas eleições pelo aplicativo e-Título?
Logo E-Investidor
Como pagar a multa por não votar nas eleições pelo aplicativo e-Título?
Imagem principal sobre o IPVA 2026: veja as alíquotas desse ano conforme o tipo de veículo em São Paulo
Logo E-Investidor
IPVA 2026: veja as alíquotas desse ano conforme o tipo de veículo em São Paulo
Imagem principal sobre o Saiba se você deve fazer a prova de vida em 2026
Logo E-Investidor
Saiba se você deve fazer a prova de vida em 2026
Imagem principal sobre o Aposentadoria para até um salário mínimo: quando ela começará a ser paga em 2026?
Logo E-Investidor
Aposentadoria para até um salário mínimo: quando ela começará a ser paga em 2026?
Imagem principal sobre o Quando acontecem os sorteios da Dupla Sena?
Logo E-Investidor
Quando acontecem os sorteios da Dupla Sena?
Imagem principal sobre o Como pagar a multa por não votar nas eleições por PIX ou cartão de crédito?
Logo E-Investidor
Como pagar a multa por não votar nas eleições por PIX ou cartão de crédito?
Imagem principal sobre o Dupla Sena: saiba quais são as chances de acertar os seis números de cada sorteio
Logo E-Investidor
Dupla Sena: saiba quais são as chances de acertar os seis números de cada sorteio
Imagem principal sobre o Cidade no estado do Rio de Janeiro convoca aposentados para prova de vida; veja prazo
Logo E-Investidor
Cidade no estado do Rio de Janeiro convoca aposentados para prova de vida; veja prazo
Últimas: Direto da Faria Lima
O plano do Family Office do Patria para conquistar 10% do mercado nacional de gestão de patrimônio
Direto da Faria Lima
O plano do Family Office do Patria para conquistar 10% do mercado nacional de gestão de patrimônio

Tera Capital quer bater R$ 40 bilhões sob gestão até 2030, sem perder a qualidade do serviço hoje prestado a 14 famílias; aquisições na América Latina estão no radar

20/01/2026 | 09h37 | Por Luíza Lanza
Ouro, mais real, zero cripto: as preferências da Verde, de Stuhlberger, para 2026
Direto da Faria Lima
Ouro, mais real, zero cripto: as preferências da Verde, de Stuhlberger, para 2026

Em carta mensal, gestora fala sobre ganhos advindos da exposição ao ouro ao longo de 2025, que segue na carteira este ano; no mercado local, fundo usa opções para se proteger do ruído político

12/01/2026 | 15h25 | Por Luíza Lanza
Bradesco Asset vê Bolsa atrativa e aposta em reprecificação com queda da Selic em 2026
Direto da Faria Lima
Bradesco Asset vê Bolsa atrativa e aposta em reprecificação com queda da Selic em 2026

Valuations deprimidos, pouca exposição a ações e expectativa de cortes da Selic criam, segundo a gestora, um cenário raro de reprecificação no Brasil

06/01/2026 | 19h11 | Por Beatriz Rocha
Os planos para 2026 da gestora que triplicou de tamanho em 2025 com ETFs
Direto da Faria Lima
Os planos para 2026 da gestora que triplicou de tamanho em 2025 com ETFs

Em um ano em que a indústria lançou, em média, um novo ETF por semana, a Investo se destacou com atuação em educação financeira

24/12/2025 | 06h30 | Por Beatriz Rocha

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador