A Verde Asset, do gestor Luis Stuhlberger, reduziu a sua posição na Bolsa brasileira, vendendo “alguns papéis específicos”, sem citar quais. As informações estão presentes na última carta mensal da gestora, divulgada nesta segunda-feira (9).
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A Verde Asset, do gestor Luis Stuhlberger, reduziu a sua posição na Bolsa brasileira, vendendo “alguns papéis específicos”, sem citar quais. As informações estão presentes na última carta mensal da gestora, divulgada nesta segunda-feira (9).
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A posição em ações globais foi mantida. Na renda fixa local, o fundo Verde continuou com posição comprada em juro real. Nos Estados Unidos, manteve a alocação aplicada em juro real e comprada na inflação implícita. Preservou ainda a posição no renminbi chinês e em uma cesta de moedas contra o dólar, além das opções de compra no real e no ouro. A alocação de crédito foi mantida.
Em janeiro, o fundo teve ganhos na exposição em Bolsa brasileira, no livro de moedas – com destaque especial para o real –, na posição de ouro e em ações globais. O fundo subiu 3,03% no mês, ganhando do desempenho do CDI, de 1,16% no período.
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Segundo a gestora, o caso de investimento estrutural no Brasil depende de uma redução nas taxas de juros reais e nominais. “A reprecificação recente dos ativos, turbinada por fluxo de capital estrangeiro, atropela – ou antecipa – essa possível dinâmica”, diz.
No último mês, o Ibovespa registrou alta acumulada de 12,6%, seu maior avanço mensal desde novembro de 2020 e o melhor janeiro desde 2006. No período, investidores estrangeiros ingressaram com R$ 26,314 bilhões na Bolsa brasileira, mais do que o total observado em 2025, que foi de R$ 25,473 bilhões.
A Verde observa que o investidor gringo trabalha com um custo de capital substancialmente mais baixo que o investidor local, refém do CDI. No momento em que o estrangeiro não se preocupa com o risco cambial, esse custo menor permite que ele aceite pagar preços significativamente mais altos pelos ativos locais do que os investidores brasileiros.
Na avaliação da gestora, esse paradigma de preço pode ser visto em outros momentos da história, como entre 2003 a 2011, período que classifica como um “superciclo” de valorização, e entre 2016 e 2017, que define como um “miniciclo”.
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Analisando as condições atuais, a Verde afirma ser difícil ver impulso para uma década de crescimento forte de lucros em mercados emergentes, como a que sustentou o “superciclo”. A casa acredita ser mais razoável comparar com o período de 2016 a 2017, quando esses mercados tiveram uma boa performance, mas que não se prolongou por não se apoiar em uma lucratividade sólida.
A Verde chama atenção para a necessidade de ajustes fiscais como condição para que o ciclo de alta das ações se estenda. “Ao fim e ao cabo, ou o Brasil enfrenta seus dilemas fiscais e destrava juros substancialmente menores, ou teremos dificuldade de estender e alongar sustentadamente o ciclo de alta no preço dos nossos ativos”, afirma.
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