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Educação Financeira

Bolsa de Valores do Rio de Janeiro: história começou no século 19 e incluiu um colapso há 35 anos

A Bolsa de Valores do Rio, que vai voltar, foi a principal do Brasil, mas quebrou em 1989 e se fundiu à Bovespa

Por Janize Colaço

08/07/2024 | 20:02 Atualização: 08/07/2024 | 20:22

Painel de cotação de bolsa de valores (Foto: Summit Art Creations em Adobe Stock)
Painel de cotação de bolsa de valores (Foto: Summit Art Creations em Adobe Stock)

Uma velha conhecida do mercado de capitais brasileiro está prestes a voltar à cena. A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ), que há mais de 20 anos está fechada, promete se tornar a concorrente da B3 (B3SA3) — única hoje em operação no País. Na última semana, a Câmara de Vereadores e a prefeitura da capital fluminense aprovaram o projeto de lei que reduz a cobrança de impostos para a atividade financeira na cidade e viabiliza a recriação da BVRJ.

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A expectativa é de que a chegada de uma nova Bolsa de Valores traga mais investimentos (e investidores) não só para o Rio, mas para o País. “Começamos a criar um ambiente econômico, um conjunto de atrativos e de novos mercados que surgirão”, comemorou Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, depois da sanção do Projeto de Lei 3.276.

Em suas redes sociais, Paes publicou um vídeo com algumas provocações bem-humoradas aos paulistas e conterrâneos da B3. “O Rio de Janeiro está recuperando seu protagonismo econômico no país. Vamos seguir criando cada vez mais oportunidades para estimular o nosso desenvolvimento e beneficiar o Rio e todo o Brasil”, disse o prefeito no post. A operação da BVRJ está prevista para começar no 2º semestre de 2025.

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Não foi só o prefeito do Rio de Janeiro que comemorou a medida. A Americas Trading Group (ATG), que há mais de uma década busca maneiras de viabilizar sua entrada no Brasil, pretende instalar na Cidade Maravilhosa sua plataforma de negociações eletrônicas para mercado de capitais. Agora, ela terá caminho livre para operar ativos financeiros na segunda maior capital brasileira.

A história da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ)

Inaugurada em 1820, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ) foi a segunda a funcionar no Brasil depois da Bovesba, a Bolsa de Valores Bahia-Sergipe-Alagoas. Com o passar dos anos, tanto os ativos negociados quanto a conjuntura política do País passaram por grandes transformações, assim como a própria bolsa carioca.

Ela foi espectadora da transição do Império para a República, além de assistir às mudanças promovidas pelo ciclo do café e pela industrialização. Com isso, a bolsa carioca também evoluiu. Enquanto em seus primeiros anos ela negociava mercadorias, gado, seguros e fretes de navio, ao chegar ao século XX os seus principais ativos eram ações, debêntures e letras hipotecárias.

A Era de Ouro

Para muitos, o auge da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro ocorreu entre as décadas de 1960 e 1970. Na Ditadura Militar e o Brasil passava por um período de crescimento, conhecido como “Milagre Econômico”. Nesse período, houve um aumento significativo no número de empresas listadas e no volume de negociações.

Atraindo investidores internacionais, a BVRJ se tornou naquela época um dos principais mercados de capitais da América Latina. Não por acaso, ela desempenhou um papel central no financiamento do desenvolvimento econômico do país.

Não tardou para algumas pedras surgirem no caminho da BVRJ. Se de um lado o “Milagre Econômico” trouxe um momento de pujança nas atividades brasileiras, poucos anos depois ele refletiu na instabilidade econômica.

Naji Nahas e a quebra da BVRJ

Entre as décadas de 1980 e 1990, as altas taxas de inflação e crises financeiras afetaram negativamente o mercado de capitais carioca. Enquanto a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começava a ganhar proeminência e a atrair um número crescente de empresas e investidores.

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Mas foi em 1989 que uma crise estourou na BVRJ: Naji Nahas, empresário e investidor, colapsou a bolsa. Com a intenção de comprar uma quantidade significativa de ações a fim de inflacionar os preços, Nahas pegava emprestado grandes quantias de dinheiro para investir nos ativos. Era a sua arriscada estratégia de alavancagem em que ele negociava com ele mesmo, por meio de laranjas.

Em junho daquele ano, quando os agentes do mercado começaram a desconfiar de uma bolha especulativa, os empréstimos passaram a ser negados a Nahas. Ele até tentou manter as suas posições com o uso de cheques milionários, que logo revelaram não ter fundos suficientes.

Foi então que corretoras se viram comprometidas com a dívida, investidores entraram em pânico e as negociações na bolsa foram suspensas. Por sua vez, os ativos listados tinham perdido um alto valor de mercado. Ainda naquele ano, Nahas foi acusado e preso por manipulação de mercado e práticas financeiras fraudulentas. Já BVRJ perdeu a sua credibilidade e nunca mais se recuperou.

Um novo recomeço para a bolsa de valores carioca só ocorreu em 2002, quando ela passou por uma fusão com a paulista Bovespa. Foi um movimento que visava consolidar o mercado de capitais brasileiro e aumentar sua competitividade no cenário internacional. Essa união marcou o fim das operações independentes da BVRJ.

A volta da BVRJ e o setor financeiro carioca

Apesar do prefeito Eduardo Paes ter brincado com a velha rixa entre paulistas e cariocas, os interesses de reviver a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, na verdade, estão direcionados a alguns números estratégicos. O município possui mais de quatro mil fundos de investimentos, entre os 57 mil registrados em todo o País (números de 2023). Em patrimônio, a cidade reúne R$ 2,2 trilhões sob gestão.

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Além disso, os cariocas são cerca de 1,1 milhão de investidores brasileiros registrados. Os dados são da prefeitura do Rio de Janeiro. A título de comparação, a B3 (B3SA3) hoje conta com 19,4 milhões de investidores pessoas físicas, por ser a única Bolsa de Valores em atividade em todo o País.

Entre 2021 e 2023, o setor financeiro foi o quarto maior pagador de Imposto Sobre Serviços (ISS), com nada menos do que R$ 1,5 bilhão, representando 9,1% da arrecadação total, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento do Rio.

O segmento conta com 68,5 mil trabalhadores (cerca de 3,7% dos cidadãos empregados na cidade) e gerou 2,7 mil novos postos de trabalho entre os anos de 2021 e 2023. Também vale destacar que a média de ganhos mensais dos profissionais do setor financeiro carioca é de R$ 9,5 mil. É com esses números que a Bolsa de Valores do Rio deve dar o pontapé inicial à atividade.

*Colaborou Gabriel Serpa

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