Segundo dados da JATO, empresa de dados do setor automotivo, o Ford Ka era o carro popular mais barato vendido pelo mercado em 2013. Na época, o automóvel era vendido por R$ 21.800. Se levarmos em consideração a inflação da época, medido pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), o preço teria aumentado cerca de 123,6% e estaria sendo vendido por R$ 48.751,14.
Já o carro popular zero km mais barato deste ano, segundo a Jato, é o Renault Kwind. Neste mês, o carro está sendo vendido por R$ 68.190 mil. Com os incentivos anunciados pelo governo, o automóvel pode ser vendido por até R$ 61.428,70, como mostramos nesta reportagem. Ou seja, o consumidor teria que desembolsar R$ 12.677 a mais do que há 10 anos para ter um veículo da mesma categoria.
De acordo com Milad Kalume Neto, diretor de desenvolvimento de negócios da JATO do Brasil, a diferença significativa tem relação com a falta de semicondutores no mercado decorrente da pandemia da covid-19. No entanto, esse não é o único motivo. “Hoje, os veículos são mais tecnológicos. Os motores são mais eficientes, e os automóveis são mais seguros. Possuem mais elementos de entretenimento”, afirma Neto. A desvalorização do real também contribuiu para elevação dos preços já que a produção envolve diversos custos em dólar.
Se organize ao comprar um carro
Antes de escolher o modelo, o ideal é que o consumidor faça um planejamento financeiro para que consiga comprar o veículo à vista ou financiar o menor valor possível. Segundo Wanessa Guimarães, sócia da HCI Invest e Planejadora Financeira CFP© pela Planejar, o consumidor pode se organizar da seguinte forma: reserva 20% da sua renda para a compra do carro novo e aplicar os recursos em um investimento atrelado à taxa Selic.
Dependendo da renda salarial, o tempo de investimento para comprar um automóvel à vista pode variar de dois a 10 anos. Veja as simulações nesta reportagem. No entanto, o valor do veículo não deve ser a única preocupação. O consumidor precisa colocar “na ponta do lápis” as despesas com manutenção, seguro e impostos.
“Existem os custos fixos como seguro, impostos (IPVA, DPVAT e licenciamento). Além dos variáveis como combustível, manutenção, estacionamento e eventuais multas. Então quando se pensa na aquisição de um carro, deve considerar todos esses custos”, cita Jefferson Souza, analista da Semeare, escritório de agente autônomo especializado em investimentos ESG.