Compreender os hábitos de consumo e ter controle do orçamento mensal é a chave para evitar gastos desnecessários com conteúdos audiovisuais. Além de serviços de assinatura mais comuns, como Netflix, Prime Video, Disney+, HBO Max, por exemplo, outro tipo de oferta nas casas brasileiras são os canais a cabo.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o acesso médio de TV por assinatura era de 19,2 milhões em novembro de 2015, com assinatura em 9,4% dos domicílios. Em novembro de 2021, dados mais recentes do órgão, o número foi de 16,4 milhões, uma queda de 14,5% em seis anos. No último dado, 7,7% dos domicílios possuíam assinatura.
Por outro lado, a disponibilidade de serviços de assinatura só aumenta, assim como a aceitação do público. Justamente pela vasta disponibilidade, é necessário avaliar o que realmente é utilizado e pode valer a pena.
Ana Gabriela Graças, educadora financeira da Neon, chama atenção para a organização financeira da renda mensal. Ela sugere dois métodos de organização: potes ou 50, 30 e 20. As duas opções são formas de colocar no papel os valores destinados para diferentes áreas de gastos.
Além disso, a especialista ressalta a importância de fazer escolhas que abranjam as respectivas necessidades de cada pessoa e família. “Para casas com crianças, é de extrema importância também incluir os filhos nas escolhas para não acabar assinando diferentes serviços sem consumir”, afirma.
Outra possibilidade de economia apontada por Graça é o pagamento anual para os serviços que oferecem desconto. Nesse caso, é importante avaliar o impacto que o gasto de 12 meses teria no orçamento. “Uma possibilidade é juntar valores menores a cada mês com a meta de, por exemplo, em seis meses alcançar o valor da anuidade”, sugere.
Conheça o método dos potes
A especialista do Neon sugere uma das formas para divisão dos gastos mensais por meio de seis categorias: despesas essenciais (55%), reserva de emergência (10%), educação (10%), investimento de longo prazo (10%), entretenimento (10%) e presentes ou doação (5%).
Dessa forma, os gastos com as assinaturas devem encaixar nos 10% da renda mensal destinada ao entretenimento, juntamente com outros outras atividades como cinema, shows e eventos.
Conheça o plano 50, 30, 20
De uma forma mais ampla, o outro método apontado por Graça é dividido em gastos essenciais (50%), não-essenciais/supérfluos (30%) e dívidas/investimentos (30%).
Nesse caso, os gastos com serviços de entretenimento entram juntamento com produtos e serviços que não são totalmente necessários. Graça sugere situações como a compra de roupas novas, jantar em restaurantes, ida ao cinema ou viagem.
5 dicas para economizar com assinatura de streaming
– Colocar na ponta do lápis
– Pensar nos hábitos de consumo
– Envolver todas as pessoas da casa na decisão, incluindo crianças
– Ter controle financeiro
– Poupar dinheiro
Preço-médio de 8 serviços de streaming
| Serviço |
Mensalidade |
Porcentagem do salário-mínimo
|
| Netflix |
R$ 25,90 |
2,10% |
| Amazon Prime Video |
R$ 9,90 |
0,81% |
| Globoplay |
R$ 19,90 |
1,64% |
| Disney+ |
R$ 27,90 |
2,30% |
| Combo Disney+ e Star+ |
R$ 45,90 |
3,78% |
| HBO Max |
R$ 27,90 |
2,30% |
| Apple TV+ |
R$ 9,90 |
0,81% |
| Telecine Play |
R$ 37,90 |
3,12% |
| Mubi |
R$ 27,90 |
2,30% |
| Fonte: Neon |
Preço médio de 4 serviços de TV por assinatura
| Serviço |
Mensalidade |
Porcentagem do salário-mínimo
|
| Claro TV Fácil HD |
R$ 79,99 |
6,59% |
| Sky Easy HD |
R$ 99,9 |
8,24% |
| Oi TV Total HD |
R$ 259,9 |
21,44% |
| Vivo Play Essencial HD |
R$ 119,99 |
9,90% |
| Fonte: Neon |